quarta-feira, 20 de abril de 2011

Algarve Chefs Fórum - As Fotos

Foi ontem que decorreu o Algarve Chefs Fórum em Tavira e contou com as presenças de : Henrique Sá Pessoa (Restaurante Alma), Nuno Diniz (York House Hotel), Miguel Rocha Vieira (Restaurante Costes, Budapeste, 1* Michelin), Joaquim de Sousa (Hotel The Oitavos), João Simões (Restaurante Unique), Hans Neuner (Hotel Vila Vita Parc) e Chefe Cordeiro (Altis Belém Hotel&Spa) que fizeram demonstrações de cozinha e pastelaria inspirados no atum e nos produtos da Ria Formosa.

Bertilio Gomes, programador Gastronómico do ALLGARVE Gourmet conduziu todas as demonstrações, juntamente com o jornalista Vicente Themudo de Castro.

O momento alta foi certamente o desmanche ao vivo de um atum Albacora-

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Le Chef: Lombo de Borrego com abóbora recheada

Por Nuno Diniz
Chefe executivo da York House

O lombo de borrego fica sempre contente quando na companhia de legumes.

Aqui combinámos alguns sabores tradicionais (borrego com alho e tomilho) com a tantas vezes desprezada abóbora (neste caso, uma excelente hokaido bebé, ou abóbora-menina), que foi cozinhada no forno a vapor, e a que juntámos diversos legumes, todos preparados de forma diferente e que, com as suas texturas específicas, contribuirão para a elevação da experiência gustativa.

De notar que tudo foi aproveitado: ossos e cascas de legumes para o caldo, pele e gordura do borrego tratada de forma a ficar crocante, e até as pevides, que foram salteadas com azeite e sal e comidas... na cozinha...

Lombo de Borrego com Abóbora recheada

Abóbora
Cozer a vapor uma abóbora pequena até uma faca entrar facilmente (20 minutos a 150 0C)
Cortar a tampa, retirar a polpa e reservá-la.

Legumes
Branquear em separado, em água a ferver com sal: 2 espargos (4 minutos), 5 ervilhas tortas (1 minuto), 1 cenoura (5 minutos), 2 ocas (5 minutos), 1 curgete (2 minutos) e meio alho-francês (1 minuto).
Ao retirar da ebulição, pôr em água gelada.
Grelhar as cenouras pinceladas com banha.
Saltear as ervilhas numa colher de azeite com um dente de alho.
Saltear os espargos e a oca numa colher de manteiga.
Fatiar a curgete e colocar numa mistura de 1 dl de água gelada e 1 dl de vinagre de vinho branco. Deixar marinar durante 1 hora.
Fatiar os legumes e rechear a abóbora. Juntar folhas de chicória e salsa frisada previamente passadas numa vinagreta de 2 colheres de azeite, 1 colher de vinagre de vinho tinto, 1 colher de água e flor de sal.

Borrego
Fatiar uma cenoura na mandolina e cozer durante 5 minutos numa mistura de 1 copo de sumo de cenoura, uma pitada de cominhos, sumo de meio limão e 2 colheres de sopa de mel. Temperar com flor de sal.
Tirar a gordura a 200 g de lombo de borrego e pô-la no forno a 150 0C, durante 1 hora até ficar crocante.
Saltear o lombo numa colher de azeite, 1 pé de tomilho e 1 alho esmagado com casca, até estar bem dourado. Temperar com flor de sal.
Colocar no forno a 160 0C durante 7 minutos.
Enrolar as fatias de cenoura confitadas no mel à volta do lombo de borrego.

Molho
Saltear a polpa da abóbora em manteiga, uma folha de salva, e uma chalota picada.
Juntar 1 dl de caldo de borrego (feito com 500 g de ossos de borrego, as aparas dos legumes, 1 dl de vinho branco, 1 ramo de cheiros e 3 dl de água) e cozer durante 10 minutos.
Retirar a chalota e a salva, emulsionar com uma varinha e juntar 30 g de manteiga fria.
Rectificar temperos.



Quinta da Bacalhôa Tinto 2007
Península de Setúbal

É um vinho muito macio, apesar da sua estrutura complexa, equilibrando muito bem com este borrego isento de gorduras fortes.

A cenoura e a abóbora e as suas notas doces tendem a fazer uma boa paridade com os aromas e sabores silvestres maduros como as amoras e os morangos.

Termina longo e persistente, mas com bastante veludo, não se sobrepondo aos sabores do prato.

Castas Cabernet Sauvignon (90%) e Merlot (10%).
Teor alcoólico: 14%.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 19 de Abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Futre e Licor Beirão

O tema não pode ser mais actual!

A Uzina e os seus criativos conseguiram aproveitar bem dois grandes momentos da nossa actualidade desportiva e política.

Aqui está o making off.

The World's 50 Best Restaurants 2011

Todos os anos as águas da S. Pellegrino juntamente com outros parceiros divulgam uma lista bastante contestada dos 50 melhores restaurantes do Mundo!

Hoje é o dia em que a tal lista é divulgada, e ainda não saiu e já ganhou uma rebelião de contestatários e de inimigos (onde me incluo), pois gosto de listas como a Michelin e a Gault & Millau que não dão números de 1 a 50, mas sim agrupam categorias.

Estrelas ou toques, talheres, é o que quiserem, mas acho demasiado pedante dizer que o Nome é melhor que o El Bulli, ou o Celler San Roca abaixo do The Fat Duck, diria mesmo que é simplesmente ridículo!

Mas mesmo assim aqui vai a página oficial dos “The World’s 50 Best Restaurant Awards“.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Finalmente é sexta-feira

Ontem fizeram-me uma pergunta muito simples, mas de resposta muito complexa: “Na restauração a quantidade de clientes é sinónimo de qualidade?”.

É uma pergunta traiçoeira, mas, se analisarmos bem, o sinónimo de qualidade está inteiramente ligado à procura, se as pessoas gostam, procuram e querem, quem sou eu para contestar o gosto?

A qualidade é muito importante, mas a sobrevivência ainda mais, e se a comida “menor” enche salas, então há que repensar um pouco e perguntar: “Será que a quantidade de clientes é sinónimo de sucesso?”.

A resposta é mesmo simples: “SIM!”.

Voltando aos assuntos felizes, na passada quarta-feira realizou-se a terceira prova do concurso “O Melhor Pastel de Nata”, durante o evento Peixe em Lisboa, e já temos novo vencedor: a pastelaria A Chique de Belém, na rua da Junqueira 524, junto ao Museu dos Coches.

Em segundo ficou a pastelaria Cristal (vencedora de 2009) e em terceiro a pastelaria Alcoa em Alcobaça.

O júri, presidido pelo gastrónomo Virgílio Gomes, teve de provar e avaliar as 11 amostras que este ano foram a concurso, e no final a opinião foi consensual entre os jurados: “Este ano foi muito difícil porque todos os concorrentes trouxeram pastéis de grande qualidade, dificultando bastante o trabalho do júri”.

Agora que temos mais um representante da mais mediática peça de pastelaria nacional, não seria altura dos nossos representantes estatais pensarem além da fábrica de Pasteis de Belém e apresentarem, nos diversos eventos de estado, os nossos melhores produtos?

O chefe Vítor Sobral voltou a surpreender Lisboa, abrindo mais um restaurante.

Desta feita, é uma cervejaria que se situa na Rua Correia Teles, n.º 56, Campo de Ourique em Lisboa. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cozinha do chefe Vítor Sobral renova-se e inventa-se no tacho, e a sua Tasca da Esquina e agora a Cervejaria da Esquina são representadas por essa vertente da cozinha.

O espaço é bonito, a fachada foi renovada, mas manteve os letreiros e traça do antigamente, vendo-se ainda o nome do antigo estabelecimento que ali operava.

O seu interior é simples, com muitas madeiras, mesas simples com toalhas de papel, um longo balcão onde se prepara a comida, um bico de cerveja, muitos aquários cheios de marisco e um forte espírito do que eram as tradições de uma cervejaria.

Preço médio por refeição:€25 a €45.
Tel: 213 874 644

O mediático e sempre à frente Olivier também abriu um novo espaço, privilegiando a comida mais simples, mas mais calórica das pizzas, massas e hambúrgueres!

Chama-se Guilty by Olivier, e é um local giro, muito cosmopolita e, principalmente, muito animado.

Os valores médios de refeição andam abaixo dos €20, mas depende muito do vinho que possa pedir.

O meu conselho é que experimente os rolinhos de pizza, acompanhados por uma fantástica sangria de champagne e frutos silvestres.

A decoração foi feita pelo Olivier, havendo uma parede forrada a caixas de vinhos, ao fundo um grande balcão e dois grandes fornos de lenha, um longo balcão a albergar os bartenders, e um púlpito com um DJ incansável.

Rua Barata Salgueiro, 28ª – Lisboa.
Tel: 916 593 494.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 15 de Abril de 2011