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sexta-feira, 6 de maio de 2011

A Rota das Estrelas

O restaurante Il Gallo D'Oro, no Funchal, teve o privilégio de iniciar mais uma edição, desta feita a segunda, do festival gastronómico Rota das Estrelas.

O que começou por ser uma ideia extravagante, arrojada e arriscada, rapidamente se transformou em algo importante e sem precedentes em Portugal, só ultrapassada em notoriedade pelo famoso Tribute to Claudia, na Vila Joya.

A ideia é simples e eficaz: em primeiro lugar, aproximar todos os restaurantes e seus chefes com estrelas Michelin em Portugal, criar ementas conjuntas e, principalmente, juntar estes profissionais para que partilhem ideias e conhecimentos para que possam evoluir gastronomicamente, e com isto Portugal e os portugueses ganham não só à mesa, mas pela notoriedade que estas iniciativas trazem.

Chave de Ouro para o começo e os privilegiados que puderam degustar uma das três refeições servidas na Madeira, em que os intervenientes foram os chefes Benoît Sinthon (Anfitrião, Il Gallo D'Oro, Funchal, * Michelin), Dieter Koschina (Vila Joya, Praia da Galé, ** Michelin), Michel Roth (Hotel Ritz, Paris, ** Michelin), Diego Guerrero (El Club Allard, Madrid, * Michelin) e ainda os pasteleiros Gilles Marchal (La Maison du Chocolat, Paris, considerado um dos melhores do mundo) e Yves Michoux (Il Gallo D'Oro, Funchal, * Michelin), que confeccionaram pratos como: medalhões de lavagante, trilogia de tomate, abacate, aipo e vinagrete de tapenade; ovo surpresa com pão e pancetta sobre creme ligeiro de batata; filete de salmonete, ragoût de polvo da costa e raviolli de alho negro; sinfonia de porco preto, maçã, morcela de Monchique, sabor de aipo.

O próximo jantar é já nos próximos dias 28 e 29 de Maio, em Porches, no restaurante com uma estrela Michelin - The Ocean. O seu chefe, Hans Neuner, já tem como convidado o Albano Lourenço (Arcadas, Coimbra, * Michelin), mas são esperadas mais surpresas para estes dias!

Já na calha estão marcados mais eventos, 22 e 23 de Junho em Coimbra, no restaurante Arcadas, sob a tutela do chefe Albano Lourenço; 8 e 9 de Julho em Amarante na Casa da Calçada, sendo o residente o chefe Vítor Matos; 28 de Outubro no Algarve no restaurante da Vila Joya, único com 2 estrelas Michelin em Portugal, sob a mestria da cozinha do chefe Dieter Koschina, e termina com os últimos jantares nos dias 18 e 19 de Novembro em Cascais na Fortaleza do Guincho, na respeitável cozinha do chefe francês Vincent Fargés.

Poderá recolher mais informações através do blogue rotadasestrelas.blogspot.com.


Medalhões de lavagante, trilogia de tomate, abacate, aipo e vinagrete de tapenade
Michel Roth (Hotel Ritz, Paris, ** Michelin)


Ovo surpresa com pão e pancetta sobre creme ligeiro de batata
Diego Guerrero (El Club Allard, Madrid, * Michelin)

Filete de salmonete, ragoût de polvo da costa e raviolli de alho negro
Dieter Koschina (Vila Joya, Praia da Galé, ** Michelin)



Sinfonia de porco preto, maçã, morcela de Monchique, sabor de aipo
Benoît Sinthon (Anfitrião, Il Gallo D'Oro, Funchal, * Michelin)Gilles Marchal (La Maison du Chocolat, Paris)

Saint honoré de framboesa
Yves Michoux, (Anfitrião, Il Gallo D'Oro, Funchal, * Michelin)


Agradecimento a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa), pela colaboração na reportagem.

www.flytap.pt


Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 05 de Maio de 2011

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Finalmente é sexta-feira

Na semana passada, tive a oportunidade de participar num congresso muito diferente e interessante:

  • O Algarve Chefs Fórum!

Em traços largos, o que este evento pretende é reunir cozinheiros de diferentes pontos do País (sendo mais fácil, por questões geográficas, para os que vivem no Algarve) e trocar ideias sobre técnicas e produtos.

Este ano, o tema foi o atum e a ria Formosa - assunto pertinente, pois nos últimos anos aumentou drasticamente o consumo, principalmente nos apelidados japoneses e, da mesma forma gradual que aumentou o consumo e diminuiu o respeito a este peixe.

O ponto alto do fórum foi o desmanche ao vivo de um atum albacora com mais de 80 quilos; outros momentos como a apresentação dos chefes Sá Pessoa (Alma), Cordeiro (Feitoria, Altis Belém), Hans Neuner (The Ocean, Vila Vita) e Miguel Vieira (Costes, Budapeste) entre outros, também retiveram a atenção dos presentes.

De lamentar a ausência das escolas de turismo da região e muitos dos chefes locais.

Nas mais recentes novidades na restauração que tive oportunidade de experimentar está o Sol e Pesca na Rua Nova do Carvalho, 44, em Lisboa.

Sinceramente, fiquei fascinado com este espaço, uma volta atrás no tempo, revivendo os enlatados de qualidade e pensando na conserva como um produto de excelência.

Ambiente descontraído, decorado com vários elementos do mar, fez renascer a vontade de comer conservas, divulgando os produtos da Fábrica de Conservas da Murtosa, a Conserveira de Santa Catarina e a Fábrica de Conservas Pinhais. Peixes, moluscos, mariscos, e outras iguarias são os ex-líbris da casa.

www.solepesca.com
Tel.: 213 467 203

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 29 de Abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Voltando ao World's 50 Best Restaurants

Sempre fui muito céptico em relação a esta lista, onde havia e há grandes marcas a “financiar” os resultados! Para mim esta lista deveria ser elaborada por um meio de comunicação social idóneo e sem qualquer tipo de interesse comercial.

San Pellegrino e Electrolux são dois dos mais conhecidos, mas o Cacao Barry, Lavazza, Silestone, Veuve Clicquot, Birra Moretti e Foods & Wines from Spain também se juntam aos “mecenas”.

Penso que uma lista destas ganhava muito em primeiro lugar, anunciar quem são os coordenadores de cada uma das 15 regiões e responsáveis pela escolha dos mais de 900 votantes. Pois se são sempre os mesmos, certamente que serão sempre os mesmos votantes, e como os que “votam” são jornalista, chefes e gastrónomos (profissionais ou simplesmente amigos do oficio) facilmente se monta uma cabala.

Faço estas acusações porque este ano a lista parece-me demasiado estranha, não conheço pessoalmente os 100 restaurantes, mas tenho o privilégio de conhecer bastantes de países como o Brasil, Espanha, Hong Kong, França, U.K, Itália, Holanda, USA, Alemanha, Suíça e felizmente Portugal (o restaurante Vila Joya este ano figura o 79º lugar), o que não me faz um “expert”, mas pelo menos dá algum valor há minha palavra.

E este ano fiquei escandalizado com o que vi, não vou individualizar o nome de restaurantes que acho que deveriam estar em melhores lugares, ou outros que nem ali deviam estar, mas está na hora de revelar o suco da lista.

Aqui estão algumas das criticas proferidas pelos nosso vizinhos:


The World's 50 Best Restaurant Awards

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pastel de Nata versus Pastel de Belém

Eu há anos que afirmo que o pastel de nata e o de Belém são o mesma produto: Pastel de Nata, a única diferença é que o de Belém é uma marca registada.

Outras diferenças qualitativas também se podem descobrir, pois continuo a achar que a fabrica de Belém mete um microchip de autodestruição dentro dos pasteis, pois mal passam a porta, ficam impróprios para consumo. Ou aliás, podem-se comer mas perdem toda a graça!

Anualmente organizo durante o festival do Peixe em Lisboa uma prova que pretende não só destacar os melhores pasteis de nata e suas pastelarias, bem como, voltar a criar burburinho sobre um dos mais importantes embaixadores de Portugal.
Este ano os eleitos foram as pastelarias Chique de Belém (1º), Cristal (2º) e Alcoa (3º).

Mas voltando ao dilema nata versus Belém, curiosamente, não sou o único com esta opinião, e desta feita foi o conhecido jornalista e gastrónomo Dias Lopes (Revista Gosto) que deixou opinião similar no Jornal Estadão (São Paulo).

Vale a pena ler!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Finalmente é sexta-feira

Ontem fizeram-me uma pergunta muito simples, mas de resposta muito complexa: “Na restauração a quantidade de clientes é sinónimo de qualidade?”.

É uma pergunta traiçoeira, mas, se analisarmos bem, o sinónimo de qualidade está inteiramente ligado à procura, se as pessoas gostam, procuram e querem, quem sou eu para contestar o gosto?

A qualidade é muito importante, mas a sobrevivência ainda mais, e se a comida “menor” enche salas, então há que repensar um pouco e perguntar: “Será que a quantidade de clientes é sinónimo de sucesso?”.

A resposta é mesmo simples: “SIM!”.

Voltando aos assuntos felizes, na passada quarta-feira realizou-se a terceira prova do concurso “O Melhor Pastel de Nata”, durante o evento Peixe em Lisboa, e já temos novo vencedor: a pastelaria A Chique de Belém, na rua da Junqueira 524, junto ao Museu dos Coches.

Em segundo ficou a pastelaria Cristal (vencedora de 2009) e em terceiro a pastelaria Alcoa em Alcobaça.

O júri, presidido pelo gastrónomo Virgílio Gomes, teve de provar e avaliar as 11 amostras que este ano foram a concurso, e no final a opinião foi consensual entre os jurados: “Este ano foi muito difícil porque todos os concorrentes trouxeram pastéis de grande qualidade, dificultando bastante o trabalho do júri”.

Agora que temos mais um representante da mais mediática peça de pastelaria nacional, não seria altura dos nossos representantes estatais pensarem além da fábrica de Pasteis de Belém e apresentarem, nos diversos eventos de estado, os nossos melhores produtos?

O chefe Vítor Sobral voltou a surpreender Lisboa, abrindo mais um restaurante.

Desta feita, é uma cervejaria que se situa na Rua Correia Teles, n.º 56, Campo de Ourique em Lisboa. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a cozinha do chefe Vítor Sobral renova-se e inventa-se no tacho, e a sua Tasca da Esquina e agora a Cervejaria da Esquina são representadas por essa vertente da cozinha.

O espaço é bonito, a fachada foi renovada, mas manteve os letreiros e traça do antigamente, vendo-se ainda o nome do antigo estabelecimento que ali operava.

O seu interior é simples, com muitas madeiras, mesas simples com toalhas de papel, um longo balcão onde se prepara a comida, um bico de cerveja, muitos aquários cheios de marisco e um forte espírito do que eram as tradições de uma cervejaria.

Preço médio por refeição:€25 a €45.
Tel: 213 874 644

O mediático e sempre à frente Olivier também abriu um novo espaço, privilegiando a comida mais simples, mas mais calórica das pizzas, massas e hambúrgueres!

Chama-se Guilty by Olivier, e é um local giro, muito cosmopolita e, principalmente, muito animado.

Os valores médios de refeição andam abaixo dos €20, mas depende muito do vinho que possa pedir.

O meu conselho é que experimente os rolinhos de pizza, acompanhados por uma fantástica sangria de champagne e frutos silvestres.

A decoração foi feita pelo Olivier, havendo uma parede forrada a caixas de vinhos, ao fundo um grande balcão e dois grandes fornos de lenha, um longo balcão a albergar os bartenders, e um púlpito com um DJ incansável.

Rua Barata Salgueiro, 28ª – Lisboa.
Tel: 916 593 494.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 15 de Abril de 2011

sábado, 9 de abril de 2011

Finalmente é sexta-feira

7 Maravilhas Gastronómicas

Ontem foi apresentada a lista reduzida dos 70 pratos que constituem a primeira seleção de mais de 400 propostas para a eleição das 7 Maravilhas da Gastronomia.
O tema é polémico e pouco consensual, uma vez que é difícil reduzir a nossa riqueza gastronómica apenas a sete!

Mas para a organização a crítica é bem vista, e o presidente da organização Luís Segadães afirma que é mais importante gerar interesse e manifestação do que indiferença.

Estranho é a ausência do mítico arroz-doce, mas só foram a votos os propostos e parece que ninguém se lembrou desta pérola.

De destacar o bolo do caco da Madeira, pezinhos de coentrada do Alentejo, o caldo de cascas de Trás--os-Montes, as amêijoas à Bulhão Pato de Lisboa e Setúbal, que se juntam aos outros 66 que completam a lista.
(Lista completa em www.7maravilhas.pt)

Best Tables

Outro tema que deu muito furor esta semana foi a aparição do site Best Tables.

A ideia é melhorar o sistema de reservas de restaurantes em Portugal, bastando apenas três cliques para se confirmar uma mesa no seu local preferido (ou apenas um que queira conhecer).

Começaram com 50 espaços, onde a maior concentração é para Lisboa, mas Coimbra e Sintra também estão representados, tendo já confirmado, neste curto espaço de vida, mais de 1000 pedidos.

Basta entrar no site (já estão a desenvolver a versão para iPhone que vai para o ar antes do fim do ano), pesquisar o restaurante, localização ou tipo de comida, selecionar e depois preencher um número reduzido de dados, e p
assados uns segundos recebe via SMS ou email a confirmação da sua reserva, sendo fácil, cómodo e contrariamente ao que todos possam pensar, gratuito.
www.BestTables.com


Peixe em Lisboa

Os próximos dias vão ter a sua atenção máxima no evento Peixe em Lisboa, que começou ontem no Pateo da Galé, no Terreiro do Paço, em Lisboa, que além de se representar com 13 fantásticos restaurantes, abertos diariamente das 12 às 24 horas, conta ainda com vários acontecimentos paralelos, como aulas de cozinha, cursos de vinhos, apresentações de chefes, e muita animação.

Os preços das entradas variam entre 15 € (semana) e 25 € (fim-de-semana), e dá direito a pelo menos uma degustação num dos restaurantes.
www.peixemlisboa.com

Cinco Montes

Termino com um vinho, Cinco Montes tinto 2009, produzido pela casa alentejana Monte do Alámo, que transformaram as uvas das castas Alicante Bouschet, Aragonez e Alfrocheiro num néctar bastante interessante.

Estagia seis meses em carvalho francês, de onde sai com aromas balsâmicos e especiados.

Na boca é bastante macio e fácil de beber, ideal para qualquer dia da semana, fruto do equilíbrio transmitido por uns taninos muito suaves.

Teor alcoólico: 14%.
PVP: 4,65 €.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 08 de Abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Histórias do Azeite

Até há uma boa de dezena de anos, o simples ato de esticarmos o braço para pegar no galheteiro e retirarmos a garrafa de azeite para temperar o nosso prato era quase instintivo. Um curto comando cerebral que se refletia num movimento e num posterior aumento gustativo vegetal no prato. Agora, como no vinho, todos somos eruditos e questionamos antes de nos servir: “qual é a acidez deste azeite?”, “é virgem, ultra virgem ou pornograficamente refinado?”.

A origem da oliveira, segundo alguns cientistas, remonta à Era Terciária, mas a primeira aplicação que se conhece foi há mais de 6000 anos, quando então os guerreiros da Mesopotâmia se untavam para se proteger do frio. De acordo com a bíblia e alguns achados arqueológicos, as oliveiras já eram cultivadas em solo fértil desde o Século XXX a.C.. Mas foi apenas no século VII a.C. que os gregos e romanos começaram a utilizar este produto na sua dieta. Agora é tão comum que é impensável entrar numa cozinha sem uma garrafa de azeite.

Benéfico para a saúde, visto que reduz o risco de enfarte ou AVC – a sua grande quantidade de gordura monoinsaturada pode reduzir o mau colesterol (LDL), tornou-se o melhor aliado na cozinha. Na realidade, há alguns factores que são importantes na escolha do azeite, um dos principais é a acidez, quanto menor provavelmente melhor é. A luz é um dos piores inimigos: o contacto com esta acelera o processo de oxidação, logo a deterioração do mesmo.

O calor também não ajuda: evite os locais quentes, mas não guarde no frigorífico. Tenha também atenção aos períodos de validade, pois dificilmente podem durar mais do que um ano após a produção. E por último, é o ar. Recentemente, várias marcas introduziram os bicos doseadores, que são proporcionalmente negativos ao efeito prático, pois estes aceleram muito a oxidação.

Digamos que a garrafa ou embalagem ideal seria em vidro escuro temperado, ou mesmo tapado, ou uma embalagem em alumínio totalmente opaca, e o néctar teria de ter baixa acidez e ser bastante aromático para facilitar a sua vida.

Aqui vão algumas sugestões de alguns dos melhores que poderá encontrar no “mercado”:

• Acushla

É um azeite biológico certificado, extra virgem, DOP, com uma acidez inferior a 0,1% produzido pela Quinta do Prado em Vila Flor no Douro.

Além da sua imagem contemporânea, bonita, a embalagem foi desenhada e criada pensando nas questões ambientais, sendo totalmente reciclável.

Quanto às propriedades do produto, em copo próprio apresenta-se amarelo esverdeado, com aromas e sabores frutados, tendo uma longa persistência final com notas apimentadas.

(€9,90 - 500ml)
www.acushla.pt

• CARM

Tem uma gama muito extensa, desde a seleção CARM, Quinta do Bispado, do Côa, da Calábria e das Marvalhas todos com processo muito parecidos, no entanto de olivais distintos, de azeitonas de variedades diferentes, havendo espaço para cada um ter a sua identidade, mas a qualidade é comum a todas.

O Premium das Madural e Verdeal é talvez o mais expressivo, com aromas fortes e apaixonantes e apesar de uma acidez de 0,1% é bastante saboroso e encorpado na boca.

(€6,40 – 500ml)
www.carm.pt


• Gallo Azeite Novo

Extraído a frio de azeitonas que são colhidas entre os meses de Outubro a Dezembro, é o mais requintado de toda a gama Gallo.

O formato é tipicamente igual a quase todas as garrafas do mercado, mas esta tem a particularidade de ter um revestimento dourado que não só protege da oxidação como lhe confere um design distinto.

Já recebeu o primeiro prémio Mário Solinas, sendo considerado o melhor azeite do mundo.

Muito frutado, intenso e ligeiramente picante.

(€4,50 - 500ml)
www.gallo.pt


• Oliveira Ramos Premium

Produzido das azeitonas galega, cobrançosa e picual tem uma identidade muito própria e complexa.

A sua extração e conservação bastante técnica e cuidado permitem uma boa armazenagem de aromas e sabores resultando no azeite fresco e elegante, muito frutado, no entanto a revelar outros frutos como maçã, amêndoas e frutos secos.

É ligeiramente picante mas de forma graciosa e interessante.

Não há uma ciência para a utilização desde azeite, mas serve para temperar, cozinhar e guarnecer.

Muito boa proposta da João Portugal Ramos

(€8,90 - 500ml)
www.jportugalramos.com


• Quinta do Vale Meão


Curiosamente o nome já está bem conotado, pois o vinho é considerado um dos melhores de Portugal, o que pouca gente sabe é que o azeite também é excelente.

Azeitonas de Trás-os-Montes de um olival que foi plantado pela Dona Antónia Adelaide Ferreira, é produzido em modo de Agricultura biológica e atinge a acidez máxima de 0,2%.

Bom aroma herbáceo e fruta, ligeiramente especiado na boca. É mesmo uma agradável surpresa.

(€11,50 - 500ml)
www.quintadovalemeao.pt


Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 04 de Abril de 2011

sexta-feira, 11 de março de 2011

Finalmente é sexta-feira

Na semana passada fui a um almoço de apresentação de um vinho que me trouxe dois sentimentos distintos. O primeiro muito positivo e verdadeiramente inesquecível, foi o lançamento do Casa Ferreirinha Reserva Especial de 2003.

Um vinho singular, que só vem para o mercado quando está perfeito, tendo tempo para descansar, reflectir e ganhar a personalidade que o torna único. Partilha com o Barca Velha um aspecto delicioso, só é produzido em anos de excepção!

Com um nariz muito aromático, onde sobressai a fruta vermelha madura, bem como as suas notas especiadas, na boca revela uma extraordinária acidez, boa estrutura, taninos firmes e uma persistência longa e apaixonante.

O preço, esse não é para todos, a rondar os €50, não fica barato. Agora como prometido, o sentimento oposto!

Pois esta apresentação foi no restaurante Valle-Flôr em Lisboa, que desde que perdeu o chefe Aimé tem vindo a perder qualidades, mas o que eu comi neste almoço foi verdadeiramente decepcionante, comida sem paixão ou sabor.

Numa postura completamente diferente, onde nunca se deixa de comer bem, está a lista de recomendações que se segue:

DOP

O chefe Rui Paula continua a dar cartas sólidas, depois de uma incursão pelas terras gastronómicas de Girona, voltou com novas técnicas e ideias, havendo já na carta novos e deliciosos apontamentos que reflectem a viagem.

O espaço muito bonito, em que a decoração moderna vive em harmonia com a história do edifício, cria um ambiente sofisticado e intimista, onde se está bem e come-se ainda melhor.

São Domingos, 18 - Palácio das Artes
Tel: 222 014 313
Preço médio €45

Gemelli

Em Lisboa, o chefe milanês Augusto Gemelli convidou o chefe madeirense Octávio Freitas do grupo Four Views, e vão cozinhar a quatro mãos, na próxima terça dia 15.

Desta união vão resultar seis pratos, dos quais destaco o chambão de borrego com estufado de “saltimbocca” em longa cozedura, ligado com “risotto” de figo e lima, que me parece acusticamente delicioso, mas terça estarei lá para o comprovar.

Rua Nova da Piedade 99
Tel: 213 952 552
Preço €45




Feitoria

No próximo dia 16 de Março vai haver mais uma razão para visitar este restaurante, pois além de Master Class de Borgonhas, segue-se um jantar que vai ser provavelmente único, onde poderá degustar vinhos como Champagne André Clouet Grande Réserve, Puligny Montrachet 1er Cru Hameau de Blagny 2005, Chardonnay, Chambertin Clos de Bèze Grand Cru 2006, Pinot Noir e o Château Rayne-Vigneau 1er Cru Classé 2002.
E, não menos importante, uma ementa produzida pelo chefe Cordeiro.
O preço para a master class patrocinada pela Chanson Père & Fils é de €40, e o jantar €70, se for aos dois ainda poupa €5.
Vinhos de excepção, seguramente com um menu de eleição.

Altis Belém, Doca do Bom Sucesso – Lisboa.
Tel: 210 400 208

Arola

Em Sintra, num local muito bonito, com o arvoredo e o verdejante campo de golfe como pano de fundo, e uma decoração moderna e intimista como cenário, chegou o novo menu de tapas do mítico chefe catalão Sergi Arola.

Croquetes de presunto Ibérico fritos em azeite de oliva, batatas bravas recheadas com molho de tomate picante e ayoli e umas deliciosas “cocas” (espécie de pizas), bem como algumas mais substanciais como o Fideuà de lulas, mas igualmente partilháveis.

Estrada da Lagoa Azul (Penha Longa Hotel Spa & Golf Resort)
Tel: 219249011
Preço médio para as tapas €25
tapas €25

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 11 de Março de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Finalmente é sexta-feira

Sempre que se aproxima a data de 14 de Fevereiro tenho uma espécie de calafrios, pois apesar de me considerar um romântico, ligo pouco a esta data. Diria mesmo que deveria haver 364 dias de romance e um dia para descansar, e a data proposta, bem... é fácil imaginar qual seria.

O que é certo é que é quase impossível esquivar-me a um rol de sugestões alimentares românticas para esta data. Os critérios são sempre os mesmos: local bonito, ambiente calmo e lamechas, bla bla bla, e mais um conjunto de parâmetros que nada tem a ver com a gastronomia. Mas, como já disse anteriormente, sou um romântico, por isso aqui vão as minhas sugestões. A única diferença é que são todos locais onde se come muito, com decorações rústicas e o único romantismo sério é a paixão que os cozinheiros têm pela profissão e principalmente para servir.

O Abocanhado

Longe de tudo e difícil de chegar, numa pequena aldeia chamada Brufe, vence por uma gastronomia de excepção, acompanhada por uma vista sobre a encosta do Gerês privilegiada.

O cabrito é um prato obrigatório, a carne barrosã, javali, veado e a pá de porco também merecem a sua atenção.

Termine com o requeijão com doce de abóbora e saia feliz.

Preço médio €25-30.
Lugar de Brufe, Terras de Brufe.
Tel: 253 335 944;

O Geadas

É um restaurante onde a cozinha transmontana é tratada por tu.

Aliás, é tão bem tratada, que se permite a fazer algumas fusões com pratos de outras regiões.

As especialidades começam pelos enchidos, passam pelos maravilhosos cuscuz com costeleta de porco bísaro e os cogumelos selvagens e termina nos pratos de caça.

Preço entre os €15 e €25.
Rua do Loureto 32, Bragança.
Tel: 271 324 413

O Sapo

Entre a estrada de Penafiel e Entre-Os-Rios, está a pequena povoação de Irivo e lá se situa esta mítica casa!

É um local onde não só como bem, como me divirto a pensar numa pessoa que entre lá sozinha pela primeira vez e peça entrada, prato principal e sobremesa para um, pois o mais certo é virem doses para três.

Não destaco nada, porque tudo se destaca, mas deixo aviso: vá com companhia.

Preço médio €15 a €20.
Lugar da estrada, Irivo.
Tel: 255 752 326;

Ribamar

Nunca me desiludiu, sempre que lá vou há sempre algo novo na ementa, um peixe, um marisco, uma confecção.

Aqui há espaço para o tradicional, para o básico e para criatividade, fruto da experiência do chefe Hélder Chagas.

A sopa rica ou o peixe ao vapor são alguns dos pratos que deve provar obrigatoriamente.
Quando lá estiver perca-se nas centenas de referências que a garrafeira alberga.

A vista para o mar até torna o espaço ligeiramente romântico, mas nada em exagero.

Preço médio entre os €30 e os €40, mas depende muito do marisco e vinho que pedir.
Av. dos Náufragos 29, Sesimbra.
Tel: 212 234 317

A Comidinha

Quem acha que Lagos é apenas para peixe e marisco, então tire o cavalinho da chuva e venha conhecer a casa do Pedro Glória.

Não é fácil lá chegar, mas depois de duas perguntas facilmente lá chega.

O ensopado de borrego, o grão com rabo de boi, feijoada de búzios e, claro, muito peixe fresco são as iguarias da casa.

A carta de vinhos é de sonho, havendo mais de 1000 referências.

Preço médio €25-30.
Urbanização Torraltinha, lote 5 - Lagos.
Tel: 282 782 857.

Noélia e Jerónimo

Situado na marginal de Cabanas de Tavira começou por ser uma pastelaria, mas depois de apresentar uma das suas primeiras confecções transformou-se rapidamente num restaurante que só peca pela sua enorme carta, pois são muitas as sugestões e o nosso estômago não dá para tudo.

Mas a frustração é rapidamente esquecida nas visitas seguintes.

Quando lá for prove as pataniscas, a ria alhada, o polvo.

Bem... tudo é bom.

Preço médio €20.
Av. Ria Formosa, Cabanas de Tavira.
Tel: 281 370 649

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 11 de Fevereiro de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Finalmente é sexta-feira

Semana após semana, procuro, através desta pequena coluna, desenvolver um tema, divulgar restaurantes, indicar um vinho e por vezes recomendar uma leitura!

Pois esta semana vou fazer algo de novo: vou começar com boas notícias, falar de um tabu e terminar com tradições.

A boa notícia é que o presidente da Academia Portuguesa de Gastronomia, José Bento dos Santos, foi eleito por unanimidade na passada quarta-feira como o novo presidente da Academia Internacional de Gastronomia. O tema do seu projecto de remodelação visa unir a temática da saúde à gastronomia e sabor.

Espero que este seja mais um passo, de forma a dar mais visibilidade internacional à nossa gastronomia, receituário e tradições!

Não sou grande fã de buffets, pois a maior parte que tenho comido são apenas uma tentativa vaga de apresentar dentro de um rechaud algo parecido com comida, mas nos últimos tempos tenho descoberto alguns locais em Lisboa onde o respeito pela qualidade se sobrepõe à quantidade.

Varanda do Hotel Ritz - talvez um dos melhores que já comi. Não é barato e dificilmente destaco uma especialidade, pois nada tem reparos. Funciona durante a semana aos almoços - €57 (águas incluídas).
Tel: 213 811 400

Cenário do Hotel VIP Grand - muita variedade e todos os dias muda a ementa, funciona de segunda à sexta ao almoço - €20 s/bebidas.
Tel: 210 435 000

L'Appart do Hotel Tiara Park Atlantic - aos domingos ao almoço serve cozido à portuguesa e durante o resto da semana é mais variado e cheio de boas opções - €24 (domingo).
Tel: 213 818 700

Terra - para os vegetarianos e vegans não deve haver melhor local, 90% dos produtos não tem matéria animal, e a comida é cheia de sabor. Servido aos jantares de terça a domingo e almoços de sábados, domingos e feriados - €15,90.
Tel: 707 108 108

Termino com uma referência ao excelente trabalho de pesquisa e divulgação que Catarina Portas tem feito sobre os produtos tradicionais portugueses.

Não é rara a vez que vejo boas ideias a ficarem pelo seu estado inicial - as palavras - e raramente se transformam em acção!

Os Quiosques do Refresco são caso raro dessas situações: foi em Abril de 2009 que abriram pela primeira vez ao público com o intuito de recriar as tradições que havia nestes pequenos pontos de venda - refrescos, ginjinha, vinho quente, e outras bebidas, bem como sanduíches e bolos são alguns dos produtos que aqui se podem encontrar.

Juntamente com o seu sócio João Regal, renovou o culto sobre os xaropes de groselha e capilé.

Felizmente, o produto tem muita qualidade e não é uma daquelas zurrapas sensaboronas, repletas de corantes artificiais e conservantes.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Finalmente é sexta-feira

Mais uma vez o mundo da gastronomia está envolto em polémica e incertezas: o chefe José Avillez inesperadamente sai do Tavares, o único restaurante em Lisboa que actualmente detém uma estrela Michelin.

Será este um dos primeiros dos “grandes” a levar a tal chicotada psicológica da crise?

O que é certo é que outros espaços estrelados como o Amadeus e o São Gabriel no Algarve (Almansil) fecharam para férias antes do Natal, e ainda não abriram e nem há data que estime a retoma da actividade.

Mas nem todas as novidades nos estrelados em Portugal ou portugueses são más notícias: o Chefe Nuno Mendes que chefia o restaurante Viajante em Londres, foi galardoado com a sua primeira estrela.

O restaurante, que foi inaugurado em Abril 2010, já tem uma lista de espera de mais de dois meses, por isso, se pretende degustar e comprovar a razão para tanto alarido faça já a sua reserva.
Patriot Square, Bethnal Green - London,
Tel: +44 (0) 20 7871 0461.
www.viajante.co.uk

À margem da crise está o Vila Joya de Dieter Koschina, situado no Algarve em Albufeira - é o único com duas estrelas Michelin em Portugal, abre a sua porta a outras dezenas e diariamente são servidos menus exuberantes, cheios de criatividade, ingredientes e técnica.

Este evento que se intitula Tribute to Claudia – International Gourmet Festival, termina na próxima segunda-feira e por lá já passaram chefes como Henrique Leis, Hans Neuner, Joachim Koerper, Vicent Farges, Albano Lourenço, entre outros que trabalham em território luso.

Santi Santamaria, Sven Elverfeld, Enrico & Roberto Cerea foram alguns dos três estrelas que também cozinharam. Hoje é o Kenneth Origenr que veio de Boston, amanhã Arnaud Donckele França, e domingo o Holandês Hans Van Wolden.

Os preços não são para todos, mas os €325 por cada lugar vão ser um investimento de que certamente não se irá esquecer,
Tel: 289 591 795.
www.tributetoclaudia.com

Desde Janeiro que começou uma das épocas mais desejadas pelos viajantes da cozinha, é pois aquela que é amada ou odiada, mas nunca indiferente, época da Lampreia.

Estes pequenos ciclóstomos de água doce, que em muito se assemelham às enguias na sua forma, mas muito diferentes no sabor, são pescados em rios e a sua confecção mais procurada é à Bordalesa (uma espécie de cabidela), mas também pode ser assada, escabeche, e outros.

Um dos seus comerciantes é o sr. Alberto Rodrigues do Barral de Cima – Torrão.

Os preços nesta altura ainda são muito altos, mas para meados de Fevereiro descem, sendo agora 1,5kg €45, e as mais pequenas €35.

Os meus locais preferidos para comer são:
restaurante Miradouro Entre-os-Rios. Tel: 255 613 422;
Mirante do Douro em Rio Mau, tel: 255 677 923
Pousada de Santa Maria do Bouro em Amares, Tel: 253 371 970.

Aproveite o fim-de-semana e parta numa aventura gastronómica.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 21 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

The Wine House Hotel: Descansar no vinhedo

O cenário do Douro, a boa gastronomia e as inúmeras actividades disponíveis são o cartão de visita desta unidade hoteleira!

Foi há pouco mais de um ano que a família Serpa Pimentel terminou a sua grande obra e, no primeiro dia de Setembro de 2009, abriu ao público as portas do The Wine House Hotel - Quinta da Pacheca, em Lamego.

O seu interior é composto por 15 quartos que se dividem por números iguais em três categorias: superior, twins e standard. Os preços, esses, podem variar conforme a época, mas normalmente a diária de um superior fica pelos €140 e os restantes por €120.

A casa onde reside o hotel tem uma vizinhança do melhor, casas antigas bem recuperadas, o rio e um vinhedo que se perde pelo horizonte, penso que mais apropriado não poderia ser.

Assim, há quartos com vista para o vinhedo e rio, quartos com vista para o vinhedo e serra, e quartos simplesmente com vista para o vinhedo.

Depois de ultrapassada a porta da entrada, onde alguém simpaticamente se oferece para ajudar e carregar as nossas malas, não encontramos a tradicional recepção, mas sim umas confortáveis cadeiras em frente de uma bonita mesa com um tampo bastante largo.

Sentamo-nos e, confortavelmente, fazemos o check-in de uma forma descontraída e, diria mesmo, divertida.

Lanço-me à escadaria de pedra que separa a recepção e uma pequena sala com lareira e televisão, para o piso onde se encontram os quartos.

Ao subir, estou num hall com mais um lanço de escadas e mais quartos, a sala de refeições, um corredor com várias portas (quartos) e, ao fundo, uma outra sala de estar. A decoração é simples, entre o branco da pintura e o "amadeirado"do soalho e escadas, podemos ver algumas estátuas de santos e mais arte sacra.

Vou para o quarto (n.º 4) e vejo que a decoração é sóbria e acolhedora: um hall com armários, uma porta para a casa de banho com um duche fantástico e um quarto com mobília requintada, desde a cama com dossel e um colchão e almofadas muito confortáveis, às mesinhas de cabeceira clássicas, terminando no espaçoso sofá.

Notei logo a ausência de televisão, mas pensei que, quem vem para o Douro para este cenário, pretende perder tempo a fechar-se no quarto?

Visitei outros quartos e verifiquei que, apesar da decoração ser muito similar, é sempre diferente em cores, mobília e outros pormenores, e, afinal, os quartos 1 a 3 têm televisão, mas são os únicos.

O restaurante está sob a batuta da excelente cozinheira e muita afamada na região pelas suas iguarias tradicionais, Teresa Serpa Pimentel. Praticamente todos os dias muda a ementa, pois quando chega algo novo tem de cozinhar e disponibilizar aos vários comensais que procuram este restaurante.

Bacalhau com broa, perna de cabrito, arroz de polvo com filetes e a posta mirandesa são algumas das especialidades residentes, junte estas às várias sugestões que diariamente Teresa disponibiliza e certamente vai encontrar o prato que mais lhe agrada, mas garanto-lhe que tudo é bom!

Os vinhos, como não poderia deixar de ser, são os da casa e a preços de venda, o que não deixa de ser relevante. Por pouco mais de €25, pode fazer aqui uma bela refeição (excluem-se os vinhos).

Mesmo ao lado do hotel está a loja e centro de enoturismo da quinta e, por €7, pode visitar as adegas e lagares e terminar com uma prova de seis vinhos diferentes - neste campo, é a Tânia que se encarrega de fazer as honras da casa.

É importante referir que esta família e propriedade estão fortemente ligadas à produção de vinho, pois foram uma das primeiras a engarrafar vinhos com a sua própria marca em 1738.

Outros programas como aulas de cozinha, passeios de barco, provas de azeite, rotas de vinhos, entre muitos mais, são disponibilizados e, para isso, basta ir à recepção e pedir mais informações.

Desde já, recomendo as aulas de cozinha acompanhadas por uma prova de vinhos para assim poder aprender o melhor de dois mundos: comer bem, harmonizando com excelentes néctares.

O projecto de arquitectura esteve a cargo de Miguel Veríssimo e a decoração foi uma parceria ente o José Manuel Leite Castro e a família Serpa Pimentel, que resulta num local lindo onde a simbiose entre o espaço e a hospitalidade da família resultam num destino obrigatório.

Detalhes
The Wine House Hotel
Cambres 5100-387 Lamego
+351 254 313 228 |F: +351 254 321 359
enoturismo@quintadapacheca.com
www.quintadapacheca.com
W 7 º 47' 52.9'' N 41º 9' 18.2''

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2011