Chega a altura de escolher os vinhos e as opções são tantas que perdemos algum tempo a tentar decidir qual o néctar que mais se adequa às receitas de natal.
A minha conclusão é que nestes dias não deve perder muito tempo em harmonizações, procurando algo que ligue com o assado ou com algo cozido, mas sim preocupe-se em comprar algo bom e despreocupado.
Assim, reduzi a lista de milhares de hipóteses que o mercado oferece a algumas que penso que, não só podem ser um excelente presente de natal, como uma excelente companhia para o jantar que se aproxima:

D.O.C. / Távora – Varosa
É o novo espumante rosé da Murganheira, enquandrando-se na série Premium da marca.
Apresenta uma cor rosa um pouco pálida quase laranja, que liberta aromas ligeiramente fumados e resinosos, apresentando uma boca muito demarcada pela casta pinot noir.
Este espumante não tem horário e pode ser servido como aperitivo, entrada ou durante toda a refeição.
PVP €24

D.O.C. / Távora – Varosa
Talvez seja um dos melhores espumantes produzidos em Portugal, muito referenciado pela crítica, e já foi alvo dos melhores elogios.
A sua cor com notas rosadas revela aromas de frutas vermelhas, na boca revela a sua casta pinot noir em todo o esplendor, sendo bastante encorpado, e no fim nota-se bem a sua persistência.
Como o rosé, este espumante é para ser servido a qualquer momento de uma refeição.
PVP €24
D.O.C. Douro
Produzido de vinhas com mais de vinte anos de idade, depois da vindima e dos processos iniciais de vinificação, fica onze meses em barricas novas de carvalho francês, terminando num branco muito gastronómico.
Floral e mineral, termina muito elegante.
PVP €17

Bairrada
É muitas vezes uma região esquecida pelo público, mas é de lá que aparecem muitos dos melhores vinhos que provei em toda a minha vida.
Este é um dos produtores que nunca cansa e está sempre a surpreender, basta provar este Branco para se perceber porquê.
Produzido das castas Maria Gomes e Bical, resultando num vinho muito mineral e com uma acidez fantástica.
PVP €12

D.O.C. Alentejo
É o mais recente vinho da autoria do Paulo Laureano.
Produzido através da casta Antão Vaz da Vidigueira em terreno de xisto que resulta num vinho muito jovem e uma personalidade distinta.
Estagia em barricas de carvalho para acentuar a sua elegância.
PVP €22

D.O.C. Douro
Pouco há mais para dizer sobre este vinho, posso acrescentar uma boa aposta para o dia de natal.
Produzido das castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras, resulta num vinho muito complexo em aromas cítricos e minerais, mas na boca é muito elegante e com uma personalidade distinta.
PVP €12

D.O.C. Douro
Este vinho é um verdadeiro regalo no palato, mas para se poder tirar o melhor partido deste néctar, abra a garrafa uma hora antes de o servir e decante-o.
Beba o hoje, amanhã ou daqui vinte anos que a evolução deve ser fantástica.
PVP €60
Vinho Regional Alentejano
É um vinho com uma cor muito escura, com um aroma bastante intenso a ameixas pretas e cassis, revelando uma boca macia e estruturada com taninos muito redondos.
Estagiou durante doze meses em carvalho americano e francês. Excelente para o peru.
PVP €19

D.O.C. Douro
É um vinho que praticamente dispensa apresentações, todos o conhecem e outros já ouviram falar dele.
Produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, faz o estágio em barricas (80% novas e 20% de 2º ano) de 225 litros de carvalho francês.
PVP €60

D.O.C. Douro
Foi em 2002 que a família Roquette (Quinta do Crasto) e a família Cazes (Château Lynch-Bages-Bordeaux) se juntaram para partilhar experiencias e produzir um vinho diferente, priveligiando o “terroir” do Douro e as técnicas francesas.
O resultado é um vinho com volume robusto, muito macio e de uma complexidade extrema e fascinante.
PVP €18

Vinho Regional Alentejano
É o premium dos premiums da Adega Mayor. Vende-se em conjuntos de duas garrafas, num “set” muito atraente.
Quanto ao vinho, tem uma cor escura e intensa, sendo muito especiado, frutado (silvestres) e com notas de tosta.
O final revela boa acidez e irreverência, e um intenso e prolongado fim de boca.
PVP €108

Por mais que digam que é um vinho impossível de comprar, fruto dos 100 pontos atribuídos pela Wine Spectator, a verdade é que ainda há uns dias eu comprei uma garrafa numa garrafeira em Lisboa.
É um dos portos mais procurados de sempre e depois de o provar vai perceber a razão.
PVP €45

Muitos perguntam agora porquê apenas os vintages e não os Tawny’s de 10,20, 40 ou mais.
Para mim são os que gosto mais, porque de ano para ano posso assistir a uma evolução fantástica, e nunca me param de surpreender.
Este é um vinho que já é fantástico e daqui quarenta anos ainda mais impressionado vou estar.
PVP €32
Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 22 de Dezembro de 2010