Foi ainda durante o welcome drink que percebi que algo diferente se passava, e que o que estava ali, não só merecia a atenção, como me obrigava a investigar e esgravatar um pouco mais.
Foi aí que conheci o proprietário e produtor Rui Virgínia, que juntamente com os seus vinhos cativaram o meu interesse e fascínio por esta região que estava a dar os primeiros passos a caminho da afirmação.
A Quinta do Barranco Longo, situada na freguesia de Alfoz, em Silves, com sensivelmente 15 hectares, tem um terroir único, pois o solo argilo-calcário está exposto a mais de 3.000 horas de sol, ou não estivéssemos nós a falar do Algarve.
Rui Virgínia é ambicioso e tem muitas razões para isso, porque rapidamente se afirmou num mercado onde os rótulos são mais que muitos e a qualidade também.
Assim, distingue-se em dois aspectos:
1) É um vinho do Algarve e são muitos os visitantes que frequentam esta região querendo provar os produtos locais - o Barranco Longo é um deles;
2) A empresa não aposta só na produção e comercialização, sendo também um produto de enoturismo e envolvendo-se muito nas acções do turismo do Algarve, não só para fomentar o vinho da região, como também a dinamização dos produtos regionais (sejam eles vinhos, gastronomia ou hotelaria).
A equipa é jovem e cheia de garra e rapidamente passaram da produção de poucos milhares para a centena e meia de milhar, o que revela uma grande aceitação do público.
Dos poucos rótulos, já são agora 13 e a tendência é não parar.

Produzido das castas Aragonês e Touriga Nacional, descansa em carvalho americano e francês durante 3 meses, tem uma cor rosada com laivos alaranjados.
Tem aroma a frutos vermelhos com aligeiradas notas de madeira a lembrar baunilha.
É complexo, cremoso, com bom equilíbrio da acidez revelando boa persistência.
Teor Alcoólico 13%.
PVP €10.

Das castas Arinto e Chardonnay, estagia durante 6 meses em barricas novas de carvalho americano e francês.
Apresenta uma cor citrina dourada, com um aroma muito frutado a ananás e pêssego, revelando-se na boca muito complexo, encorpado e principalmente aromático.
Teor alcoólico 13%.
PVP €10.

Produzido unicamente da casta mais lusa, a Touriga Nacional, tem uma cor rubi bonita, e revela um nariz intenso a lembrar flores como a violeta, cerejas e muitos frutos do bosque.
Na boca é muito amplo com boa estrutura de taninos, longos e principalmente elegantes.
Teor alcoólico 14%.
PVP €13,5.
O Algarve já tem muitos e bons vinhos e o Rui Virgínia com o Barranco Longo é um dos grandes responsáveis desta boa reputação.
Vá ao Algarve, coma os doces, mergulhe nas praias e saboreie os vinhos.
Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 2 de Fevereiro de 2011
3 comentários:
Comprei estes vinhos desde que encontrei na Garrafeira International no Principe Real. Gostei immenso e continuo a gostar, mas na verdade tive algumas experiencias com o branco e o Rose. Acontece as vezes com qualquer vinho, mas uma vez num restaurant em Armaçao de Pera, o dono do restuarant insitiu que fosse eu enganado e o vinho branco do Barranco Longo era assim (assim imbuvavel?). Continuo a compra-los porque quando são bons, são mesmo bons!
Olá Eric,
Eu realmente gosto de uma forma geral dos vinhos do Barranco Longo, e realmente não é a primeira vez que ouço que há restaurantes que depois de uma pessoa pedir um rótulo, o empregado responde com comentários negativos.
É um facto extraordinário se uma pessoa quer beber deve-se servir, poderá haver comentários, tipo recomendar um vinho mais apropriado para o prato, mas dizer que um vinho que vende é mau, é verdadeiramente uma estupidez!
Caro Eric,
"Santos da casa não fazem milagres" ou "a galinha da vizinha é melhor que a minha" ditados populares que neste caso traduzem um distúrbio do foro psicológico. Vivi em Armação de Pêra até ao dia que parti para estudar na Universidade...
Obrigado pelos seus comentários ;) pode continuar a apreciar os nossos vinhos que felizmente gozam de boa saúde e recomendam-se :)
Rui Virgínia-Produtor dos vinhos Barranco Longo
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