Há anos que este é um dos bastiões dos produtos de excelência de Portugal e é da região de Castro Marim, que se gaba a fama de ser o seu o melhor do mundo.
Se é não sei, mas tive a oportunidade de o experimentar e comparar com o de outras regiões do nosso país, e, apesar de todos serem, de forma generalizada, de excelente qualidade, os de Castro Marim eram especiais.Curioso que, apesar da tradição e da excelência da salicultura em Castro Marim, ela estava praticamente extinta e esquecida, e apesar de, nos últimos anos, ter ganho um novo fôlego e ânimo com a recuperação das salinas por vários produtores, apenas 10% destas estão a produzir, havendo ainda muito espaço para evoluir, crescer na sua produção e, principalmente, desenvolver um produto de excelência.
A extracção da flor de sal já tem muita história, mas a realidade é que, se se podem aligeirar alguns processos com o passar dos tempos, o método é praticamente o mesmo há várias centenas de anos. Primeiro, limpam-se as lamas das marinhas e fazem reparações aos desgastes do tempo, potenciando a quantidade e a qualidade de sal recolhido. Depois, enche-se de água salgada depositada em "tejos", circulando através de um sistema de viveiros.
A seguir, é o marnoto que controla a circulação, bem como a saturação da água nos cristalizadores, onde se forma o sal. De seguida, o sal é retirado das marinhas e colocado nas barachas, onde fica cinco dias ao sol para perder o excesso de humidade, seguido do seu armazenamento e embalamento.
A recolha é manual e diária, retirando-se a flor de sal com extrema perícia e cuidado da fina película de cristais de sal que se formam à superfície da água, devido à evaporação, utilizando-se um instrumento apropriado que permite não tocar no fundo do tanque e extraindo-se um produto 100% natural que retém todos os benefícios do mar, sem agentes branqueadores e antiaglomerante.
Um dos produtores que conheci foi o Filipe e a Sandra da Sal Marim, que posicionaram o seu produto na nobreza da qualidade e imagem, associando-se ao chefe Henrique Mouro e às cozinhas criativas lusas e criando uma embalagem moderna, bonita e acima de tudo cativante para o consumidor.
Na sua gama de produtos artesanais, pode contar com a linha natural, pimentão, aromática, limão e azeitona, e, se for ao site, poderá descobrir deliciosas receitas do chefe Henrique Mouro, que explica como usar este produto nas nossas cozinhas. www.salmarim.com
E agora não se esqueça: o que é nosso é melhor. Ao preferir o que é luso, está a ajudar a nossa economia.
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Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 13 de Setembro de 2011






