quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ideal a acreditar em Portugal

É um dos projectos mais inovadores e arrojados de investimento em vinha, as suas infra-estruturas, vinho, produção e distribuição

Nada foi deixado ao acaso e tudo é pensado para atingir a meta principal: fazer vinho de qualidade de forma sustentável e que se enquadra ao perfil de consumo, não só dos portugueses, mas também dos mercados internacionais. Assim nasce em 2010 a Ideal Drinks SGPS, SA.

É uma verdadeira reviravolta na vida do empresário e investidor Carlos Dias, que depois de vários anos na Suíça, onde criou a marca de relógios de luxo Roger Dubuis, vende a empresa e volta para Portugal, sua terra mãe, e desenvolve o seu negócio em duas áreas: Energias renováveis e aquela que nos leva a escrever hoje, os vinhos.

O investimento no sector dos vinhos e sua produção é forte e bem pensado, começando na Quinta da Pedra em Monção, conhecida pelos seus alvarinhos, passando pelo Paço da Palmeira, perto de Braga, onde produz um Loureiro de grande qualidade, e também pelas Colinas de São Lourenço na Anadia onde produz os famosos Bairradas, terminando os seus investimentos (por enquanto) na Quinta da Bella Encosta no Dão.

Tudo somado são aproximadamente 160 hectares preparados e dedicados a transformar as melhores uvas em vinhos, espumantes e destilados, assegurados pelos melhores profissionais e técnicas na demanda da excelência.

Ora, vamos iniciar a nossa viagem na Ideal começando o mais a norte possível, mais precisamente na Quinta da Pedra, que se situa na sub-região de Monção e Melgaço!

Tem precisamente 40 hectares de vinha em solos graníticos e clima moderadamente seco, proporcionando-se a exposição perfeita e mais adequada para os alvarinhos, dispondo mesmo da maior parcela contínua desta mesma casta, organizada em cordão simples e duplo.

As modernas instalações adegueiras não são só um local de produção e de apoio à vitivinicultura, como também um local de visita, pois são todas construídas em granito e madeira, sendo um local fantástico onde poderão ser vistas as mais recentes técnicas e equipamentos para vinificação.

Um destaque especial para a grande câmara frigorifica que cria exactamente as mesmas condições proporcionadas no estágio numa cave convencional.

Daqui saem vários produtos :
Já na Bairrada o perfil é completamente diferente, o nome da propriedade é um espelho do formato do terreno: Colinas de São Lourenço, pois os 80 hectares de vinha estão espalhados pelas cadenciadas colinas típicas da região.

O terroir da Bairrada ganha muito das suas características em x pontos principais: o clima temperado, os solos argilo-calcários e, principalmente, a moderada influencia atlântica suavemente protegida pelas serras do Caramulo e Buçaco.

A vinificação é feita na moderna e recente adega, construída e pensada totalmente de raiz, baseada nos melhores exemplos mundiais, não só pela qualidade instituída aos seus vinhos, bem como a capacidade de aproveitamento sustentável à produção.

Uma das suas características é ter sido toda edificada de forma a que as massas e líquidos se movam na sua totalidade através da gravidade, reduzindo a energia dispensada no seu transporte e aumentando a performance da produção.

Já no Dão, é a Quinta da Bella Encosta onde se centram os investimentos e intenções, começando por plantar 50 hectares de touriga e contruir uma adega pronta para transformar as ricas uvas que irão sair da nova vinha num bom néctar.

Nada do que foi descrito, poderia ser realizado sem a assistência técnica dos melhores profissionais do sector, sendo mesmo porta estandarte da empresa reunir-se com os melhores do sector, la creme de la creme.

Destacam-se nomes como o enólogo Anselmo Mendes, sobejamente conhecido pelo seu rigor técnico e qualitativo, frequentemente referenciado e elogiado pela imprensa nacional e estrangeira, pelo seu trabalho, principalmente no que se refere a vinhos verdes.

Pascal Chatonnet, é outro dos profissionais que se juntou e enriquece esta espécie de dream team da enologia, enólogo, e um dos maiores especialista de barricas do mundo.

A aposta na comercialização e distribuição é um dos aspectos mais arrojados da empresa, havendo uma direcção comercial única, que se divide no mercado nacional (norte, centro e sul) e internacional (Angola, Brasil, EUA e Ásia: China, Hong Kong e Singapura), com metas firmes e alcançáveis, garantida e assegurada por uma equipa bastante profissional e competente da área comercial.

Estão a dar os primeiros passos em Portugal, mas já demonstram muito sabedoria e agilidade nos mercados dos vinhos, mostrando acima de tudo, que com profissionais competentes, força de vontade e acima de tudo credibilidade, pode-se apostar e acreditar no mercado português.

Texto publicado originalmente na revista GO Magazine a 26 de Julho de 2011


VINHOS DA IDEAL DRINKS:

COLINAS BRANCO 2009
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Chardonnay e Arinto
Graduação: 12,00%
Tempo de Guarda: 3 a 4 anos
Nota de Prova
Cor citrina, com notas de fruta madura e frescura característica de ano de colheita.
Um vinho fresco, elegante e persistente.

COLINAS TINTO 2005
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Merlot, Baga
Tempo de Guarda: Mais de 5 anos
Nota de Prova
Cor rubi com nuances acastanhadas, aroma evoluído, com bom bouquet. Com corpo presente, em que os taninos prolongam a prova numa harmonia que tornam o vinho agradável e com carácter.

COLINAS TINTO 2006
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Merlot, Baga
Graduação: 13,00%
Tempo de Guarda: Mais de 5 anos
Nota de Prova
Cor rubi fechada com nuances acastanhadas, aroma rico, fruta madura e notas baunilhadas. Alguma evolução do estágio em garrafa. Vinho harmonioso na boca, com alguma complexidade do estágio e persistente.

COLINAS TINTO 2007
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Merlot e Cabernet Sauvignon
Graduação: 13,00%
Tempo de Guarda: Mais de 5 anos
Nota de Prova
Cor rubi fechada com nuances acastanhadas, aroma rico, fruta madura e notas baunilhadas. Alguma evolução do estágio em garrafa. Vinho harmonioso na boca, com alguma complexidade do estágio e persistente.

COLINAS ROSÉ 2009
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Pinot Noir, e Jaen
Graduação_ 12,50%
Tempo de Guarda: 3 a 4 anos
Nota de Prova
Cor rosa pétala, com aroma intenso, frutos vermelhos frescos. Vivo na Boca, de sabor rico e persistente.

PRINCIPAL RESERVA TINTO 2007
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot
Graduação: 13,50%
Tempo de Guarda: Mais de 5 anos
Nota de Prova
Cor granada fechado, aroma complexo, fruta vermelha (amora, cereja preta e fi go) muito madura, com notas de chocolate negro. Madeira bem casada com o vinoso do vinho. Vinho encorpado, com carácter e taninos nobres presentes, numa harmonia, que persiste e dá longevidade.

PRINCIPAL GRANDE RESERVA TINTO 2006
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon e Merlot
Graduação: 13,50%
Tempo de Guarda: Mais de 10 anos
Nota de Prova
Granada intenso com nuances acastanhadas, aroma de bouquet complexo, com notas de cacau, chocolate preto e tabaco, bem integradas com os aromas de estágio em carvalho francês e em garrafa. Na boca, é um vinho de estrutura forte, taninos nobres ainda com frescura, que se prolongam harmoniosamente.

PRINCIPAL ROSÉ TÊTE DE CUVÉE 2009
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Pinot Noir
Graduação: 12,50%
Tempo de Guarda: Mais de 4 anos
Nota de Prova
Leve cor rosa salmonada. Aroma personalizado pela casta predominante, particularidade da fermentação, estágio em carvalho francês e ainda pelo trabalho dos vinhos sobre as leveduras de fermentação. Na boca é cheio e rico, fresco e persistente. De grande harmonia.

PRINCIPAL RESERVA BRANCO 2009
Região Demarcada da Bairrada
Castas: Chardonnay e Sauvignon Blanc
Graduação: 12,50%
Tempo de Guarda: Mais de 4 anos
Nota de Prova
Cor citrina dourada, com aroma intenso de fruta e da madeira, onde fermentou. Rico de sabor na boca, de bom corpo, harmonioso e persistente. Com notas de frescura que lhe garantem longevidade

ROYAL PALMEIRA 2009
Região do Minho
Casta: Loureiro
Graduação: 12,50%
Tempo de Guarda: 3 a 4 anos
Nota de Prova
Límpido e citrino, complexo com aroma fl oral e frutado, originais da casta Loureiro. De sabor delicado e fresco, complexo e persistente.

sábado, 30 de julho de 2011

Ultimo Jantar de El Bulli

O titulo pode enganar, mas hoje não vou falar de uma experiencia ou da minha ultima refeição naquele que durante muitos anos foi considerado o melhor restaurante do mundo, sob a tutela do também apelidado melhor e mais revolucionário cozinheiro da era moderna: Ferran Adriá.

Vou falar, isso sim, do adeus e até já de Ferran!

Sublinho o até já porque apesar de ser hoje a ultima refeição que vai ser servida neste mítico restaurante, não é um fecho, mas sim uma mudança de ares: parar, pensar e evoluir.

Foi em Fevereiro deste ano que tive o duplo privilégio de jantar no El Bulli e entrevistar Ferran Adriá, que reafirmou por diversas vezes na conversa que, ao contrário do que todos os meios de comunicação anunciavam, o seu tempo ainda não terminou, o El Bulli não vai desaparecer, e tudo tem espaço para se renovar.

Assim, o objectivo é criar uma fundação, e em 2014 reabrir as portas, mas agora como um centro de criatividade! Em que moldes, isso seria prematuro, mas daqui a três anos, ou mesmo antes, vamos ter essa informação, e eu espero estar aqui para o poder anunciar.

Só abria seis meses por temporada, mas durante esse tempo servia 8.000 refeições, a um valor mínimo de €200, e segundo as más-línguas perdia rios de dinheiro. Sinceramente acho difícil pois, dos 70 cozinheiros, apenas meia dúzia não eram estagiários ou voluntários, sendo a despesa direccionada apenas para o serviço de sala, produtos, e manutenção.

E depois há os cursos altamente bem pagos, os livros que já venderam mais de dois milhões de cópias, o catering e um conjunto de receitas que dificilmente deixavam este poupado chefe passar forme.

Confessou-me que os luxos para ele são bastante diferentes do que as pessoas poderiam imaginar, o seu apartamento em Barcelona tem apenas um quarto, carros não o fascinam, e quando não está confinado ao trabalho, procura aquele que é o seu maior luxo: Ovos com batatas fritas!
Link
Isso mesmo, nem Porsches ou Ferraris, nem casas junto ao mar com muitos quartos, ou electrónica hi-fi.

Agora e depois de cinquenta anos de história, vamos ter três anos de elbullifoundation, e um vazio gastronómico muito grande, e para quem pensa que ainda pode conseguir um lugar no ultimo jantar El Bulli, fique descansado em casa que os convites já foram enviados há quase dois meses, e no site vai encontrar a seguinte mensagem: “elBullirestaurant has now closed and has been converted into elBullifoundation”.

Até já Ferran, obrigado e boa sorte na busca da criatividade!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Finalmente é sexta-feira

O Verão este ano anda a trocar as voltas a muitos portugueses, pois, quando se esperava que o sol abundasse e o vento amainasse, só tivemos direito a metade, dado que horas de sol, todos tiveram, mas debaixo de algum frio e de um vento deveras irritante!

O prognóstico para os próximos dias é de melhoria, aliás, é de muito calor, seja dia ou seja noite. Por isso, a vontade vai ser de muita praia durante o dia, petiscos e um bom branco no fim da tarde, jantares em esplanadas no início da noite e, quem sabe, um pé de dança antes de ir para a cama. Mas afinal onde podemos fazer todos estes programas? Provavelmente, em locais diferentes e, como nem sempre são fáceis de encontrar, andei a pesquisar alguns dos "spots" de Verão.

  • Purpura Beach & Brahmi

    Aqui está uma combinação pouco habitual, mas fadada ao sucesso: juntar alguns dos melhores terapeutas de medicinas orientais e transformar uma das praias mais fantásticas de Portugal, em Tróia, num enorme e relaxante SPA. Quem não conhece esta praia deveria conhecer, pois, além de uma areia branca e limpa e uma água e paisagem convidativa, tem, até ao dia 15 de Agosto, a presença diária, entre as 12h e as 19h, dos massagistas do Brahmi Oriental Wellness. E se na noite anterior a festa durou mais horas, recupere-as em apenas 30 a 60 minutos com a massagem relaxante da Brahmi

    (30 minutos: 45€, 60 minutos: 65€).

  • Side Bar (Hotel Tivoli Marina)

    Para quem gosta de um almoço, jantar ou simplesmente um snack ligeiro ao fim da tarde, não precisa de procurar mais - este é o local certo. Fica no deck suspenso do Hotel Tivoli Marina, com vista sobre os fantásticos veleiros e iates que pernoitam no porto seguro da Marina de Vilamoura. Hambúrgueres, saladas e muitas outras opções que podem ser acompanhadas de uns divertidos e saborosos cocktails como o "Lilly Ice Tea", o "Mojito on the side" ou o "Spicy bloody Mary". A noite e o jantar têm uma carta mais elaborada a cargo dos chefes da casa. Vá lá dar um saltinho, coma um petisco e veja o pôr-do-sol ao som do DJ da casa.

    Marina Vilamoura - Algarve.
    T: 289 303 303.
    www.tivolihotels.com
  • Pousadas de Portugal

    Esta é sempre uma boa combinação da oferta gastronómica com a oferta de locais únicos históricos, em contacto com natureza e perto de muitas praias, sejam elas marítimas ou fluviais. A par desta recomendação, vem uma campanha bastante apetecível até dia 15 de Setembro, de preços a partir dos €85 por quarto, desde que pernoite de 3 a 5 noites, e, para juntar a estes preços bastante mais económicos, oferece-se a estadia aos seus filhos (até duas crianças com um máximo de 12 anos de idade), bem como descontos que vão proporcionar umas férias em família bastante mais em conta.

    T: 218 442 001.
    www.pousadas.pt
  • Restaurante Eleven no T-Clube

    Aqui está uma combinação de que ninguém estava à espera: a união de um dos mais conceituados restaurantes de Lisboa com uma das mais animadas discotecas do Algarve. A Quinta do Lago ganha, assim, um dos mais prestigiados chefes mundiais, Joachim Koerper, que promete ser o primeiro animador de uma noite que pode ser extensa e muito divertida, mas a sua animação vai certamente provocar mais ênfase ao palato. O serviço funciona em buffet todas as noites até ao fim de Agosto.

    C. C. Buganvilla Plaza, Quinta do Lago - Algarve.
    T: 289 396 751.
    www.tclube.com
  • Terra a Terra Reserva 2010

    Produzido das castas Gouveio, Viosinho e Rabigato, fermentou e estagiou em cubas de inox inicialmente, passando depois para barricas usadas. O vinho é bastante fresco, muito aromático, revelando uma boa acidez, sendo um vinho que vai acompanhar não só o calor do Verão, mas também pratos que habitualmente são preferidos durante esta estação, como os peixes e mariscos grelhados.

    Teor Alcoólico 13,76%.
    Sirva entre os 12ºC e os 13ºC.
    PVP: €10,00.
Esteja quase no fim, a meio, a iniciar ou de volta ao trabalho, tenha um bom Agosto, pois as minhas crónicas e o OJE vão de férias. Em Setembro, cá estaremos para o informar e acompanhar no seu dia-a-dia

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 29 de Julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um segredo a desvendar

Foi em 1999, há precisamente uma dúzia de anos, que a dupla Guy Doré e Joaquim Vilela abriu a porta do sonho já há muito tempo idealizado: O Pequeno Mundo.

Amigos e parceiros de trabalho de longa data decidiram arriscar num restaurante seu e, desde o primeiro cliente até aos que saíram de lá ontem, houve sempre algo em comum: a satisfação de um momento bem passado e uma refeição de proporções épicas.

Nunca escrevi sobre este local com medo de me tornar parcial, pois nunca aqui tomei uma má refeição, mas, com o passar dos tempos, e ouvindo os elogios de quem foi ao Pequeno Mundo, percebi que é tempo de alertar para a existência deste local e descrever a minha última (mas a repetir) refeição.

Atravessar os portões que separam a casa e o estacionamento do mundo é, por si só, uma experiência, pois as longas e coloridas buganvílias, as alfarrobeiras e outras plantas e árvores escondem surpresas de encantar.

O primeiro a aparecer é o pátio, as mesas e cadeiras de palha debaixo do céu estrelado e o simpático Joaquim Vilela, que nos dá as boas vindas e simpaticamente nos encaminha à mesa.

As salas, nobremente decoradas, separam-se da principal, discreta e mais escolhida nos dias de Inverno, a da lareira com um longo banco, ideal para uma bebida quente nos dias frios, mas, atravessando esta e o bar, temos novamente uma esplanada, onde a companhia das alfarrobas e buganvílias mantêm-se, e aqui é um champagne, gin ou imperial que fazem as honras nos dias de calor.

Por aqui bebo um copo, antes de atravessar todas as salas, para voltar à esplanada inicial, na companhia da noite, da fonte e da minha família.

Chegam as entradas e temos direito a umas tostas de brioche e uma pequena terrina de foie, pães da casa e uma manteiga juntaram-se a estes, mas só mesmo para enfeitar, pois a terrina estava soberba.

Fui para a sugestão do dia - o folhado de foie gras com vinho da Madeira. Parece excessivo pedir "dois do mesmo", mas a realidade é que o primeiro era de galinha e o seguinte de pato. Folhado estaladiço e com a gordura a aguentar-se bem à do fígado, e o adocicado bem como a acidez do molho a enaltecerem e equilibrarem as gorduras.

Ainda houve tempo para dar uma dentada no estaladiço de camarão, salada e molho de iogurte, que nunca desilude e tem sempre algo da estação - neste caso, foram uns maduríssimos figos.

No principal, partilhámos a sugestão do dia, era uma dose para dois: Pato lacado e assado com batatas fritas, salada, legumes e um molho de carne e vinho simplesmente fantástico.

O ponto da carne exactamente como foi pedido, e tudo funcionava. Parcial? Talvez, mas não vi nenhuma das mesas a privar-se dos elogios.

Com tanta fartura, não consegui arriscar numa sobremesa. No entanto, o chefe enviou um pré-desert, um crumble com panacota e fruta de Verão, que também cumpriu o seu papel de excelência.

Boa carta de vinhos, uma sommelier que sabe o que diz, um serviço de sala sempre atento e simpático, boa cozinha e disposição é tudo aquilo de que um restaurante precisa, nada mais!

Fico espantado sempre que lá vou porque, tirando as pessoas que ali trabalham, só mesmo eu e as minhas companhias é que falam português. Será este um segredo escondido dos portugueses? Ou simplesmente não têm conhecimento?

Fica aqui o relato de, provavelmente, um dos mais fantásticos restaurantes de cozinha francesa simples e saborosa, onde a paixão por servir aparece em cada prato do chefe Guy Doré.

Detalhes

Restaurante Pequeno Mundo
Caminho de Pereiras
8135-022 Almancil - Pereiras
N 37.09096º, W 8.03090º
+351 289 399 866
www.restaurantepequenomundo.com / info@restaurantepequenomundo.com
Horário: Encerra aos domingos. Aberto das 19h00
às 22h00 (das 19h30 às 22h00 no Verão)
Preço médio: €60
Tipo de Cozinha: Francesa
Cartões: Todos

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 27 de Julho de 2011

terça-feira, 26 de julho de 2011

Revista GO #2

LinkTodos os dias acordamos com expectativa para o que aí vem. E, às vezes, são as próprias notícias negativas que nos influenciam e nos deixam numa melancolia tantas vezes escusada. Não venho aqui anunciar uma solução para todos esses problemas e muito menos dizer que os devemos ignorar. O que garanto, isso sim, é que daqui para a frente a boa disposição reina e nada do que irá ler causará uma indigestão.

Mas não esconda já os sais de frutos... é que esta edição está totalmente focada nos momentos de prazer.

Ora repare: Mostramos-lhe quais os brancos que poderá comprar para os próximos dias, com boas sugestões de pratos para os acompanhar.

Sugerimos-lhe uma viagem pelo mundo para descobrir quais os melhores restaurantes onde poderá comer. E, aqui, saímos de Portugal e levamo-lo a passear pela Europa, Brasil e Hong Kong.

Voltando aos vinhos, e dentro de uma opção verdadeiramente diferente, apresentamos aqui uma ideia: sinta-se bem com muito, mas mesmo muito vinho e tome um banho hidratante e esfoliante num SPA em que tudo gira em torno deste néctar sagrado.

Da Suíça para Portugal temos um empresário que, depois de ter ganho nome e fortuna nas artes da relojoaria, vendeu o negócio e acreditou em Portugal, investindo e acreditando no potencial do nosso terroir. A Ideal Drinks e o Carlos Dias apostaram em regiões como o Dão, Bairrada e Verdes e já há dez vinhos fruto da sua dedicação.

Ainda houve tempo para falar com o CEO da Quinta das Lágrimas, Miguel Júdice, que se confessa um apaixonado por viagens e turismo.

Agora, coloque o cinto, endireite a cadeira, desligue os aparelhos electrónicos e parta connosco nesta viagem de sugestões.

Ready, Steady, GO!

Descarregue em baixo a versão em PDF da revista número 2 da GO.

Texto publicado originalmente na revista de Lifestyle GO do diário OJE a 26 de Julho de 2011