segunda-feira, 25 de julho de 2011

Em modo biológico

Cada dia que passa, o "movimento" biológico ganha mais adeptos.

Coloquei os parêntesis porque não é nada organizado - as pessoas têm cada vez mais preocupações, usando a palavra biológico como mote.

Há quem defenda que a redução de processos químicos faz, paralelamente, com que os produtos tenham um sabor mais orgânico (menos químico) e, ao mesmo tempo, não destrói de forma agressiva os solos e os terrenos onde são cultivados e produzidos.

Na minha opinião, há ainda muitos mais factores a acrescentar a esta reduzida lista, mas o principal é fundamentar o equilíbrio entre o homem e a natureza, e reduzir a influência nociva dos processos químicos no meio ambiente.

Uma das empresas que faz deste movimento um porta-estandarte é a Casa Agrícola Reboredo Madeira (CARM). Há muito tempo que esta empresa familiar, situada no Alto Douro vinhateiro, fez com que os seus 130 hectares(ha) de vinha, 220ha de olival e 60ha de amendoais estejam em modo biológico, ajudando a preservar de forma sustentável a fauna e a flora.

Animais em extinção como a águia-real, a águia pesqueira, o grifo e a perdiz selvagem, ou plantas como a esteva, zimbro, funcho, rosmaninho, azedas e muitas outras são avessas ao processo químico e, não sustentando este, as plantas florescem, os animais ficam e o Douro ganha em diversidade.

Nos lagares, que, segundo a história, já produzem desde o século XVII, houve inovações, tendo sido construída uma nova unidade de produção, mas mantendo as tradições. Foi em 1999 que edificaram o novo lagar, com a particularidade de manterem o moinho de pedra tradicional, fazendo com que o processo de moer a azeitona seja de um modo mais natural e suave.

Os rótulos variam entre os CARM (Clássico, Grande Escolha e Premium), os da Quinta das Marvalhas e o da Quinta do Bispado. Mudam as marcas e os rótulos, mas a qualidade é sempre assumida, fazendo mesmo parte dos melhores azeites do mundo, e a corroborá-lo estão as várias medalhas de ouro e os centos de menções que os vários especialistas nacionais e estrangeiros lhe atribuíram.

Nos vinhos, também foram pioneiros e não se contentaram em ser biológicos no campo, criando o rótulo SO2, um vinho tinto da casta Touriga Nacional sem qualquer adição de enxofres. Este químico, dióxido de enxofre (vulgo sulfuroso), é quase sempre usado pelos produtores na vinificação pela suas propriedades anti-oxidantes ou de desinfectante, daí ser comum ver impresso nos rótulos "contém sulfitos".

Assim, o CARM Touriga Nacional SO2 é um caso de sucesso recente, mas ainda com alguns descrentes, principalmente no que toca a longevidade. No entanto, o certo é que, ainda há poucos dias, abri uma garrafa de 2009 e estava excelente.

Da sua prova, destaco o nariz muito aromático, onde as cerejas são as primeiras a aparecer, mas que depois evolui para fruta mais maturada, e na boca é fresco e guloso com notas de morangos, chocolate e especiaria e com um final persistente, longo e muito interessante, pois a fruta perdura num sabor muito orgânico.

Se a família Reboredo Madeira consegue viver em harmonia e sustentabilidade com o ambiente, em harmonia e sustentabilidade na gestão, é porque o modo biológico funciona, é rentável e, principalmente, é amigo do nosso ambiente.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 25 de Julho de 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Finalmente é Sexta-feira

Estava muito céptico em relação à versão portuguesa do programa de gastronomia Masterchef, mas a inclusão no júri da Justa Nobre ou do conceituadíssimo chefe Cordeiro, deram-me logo um certo alento. Na sua primeira emissão assisti do princípio ao fim sem dar pelo tempo passar, e até bastante animado com o desenvolvimento.

Depois pensei quais foram os pratos confeccionados e as suas receitas, e aí nada me vem à memória! Digamos que é mais uma versão de entretenimento do que de gastronomia, mas a televisão é isso mesmo.

Amanhã há mais a partir das 21h30 na RTP1, e muitas sacas de cebola irão trazer lágrimas e risos aos Masterchefs.

Largo agora um pouco o mundo televisivo para abordar as minhas sugestões para esta semana, onde destaco três restaurantes, um vinho e um livro:

Restaurante EMO

Fica integrado na luxuosa e fantástica unidade de cinco estrelas do Tivoli Victoria, em Vilamoura no Algarve, a região preferida de férias dos portugueses.

Tive a oportunidade de ir experimentar a nova carta do chefe Bruno e fiquei deveras impressionado: uma cozinha consistente, onde podemos perceber bem não só por onde este chefe andou pelo mundo, como a sua grande qualidade técnica e, acima de tudo, uma criatividade ponderada, onde o importante é a opinião do cliente.

Na sua visita recomendo que escolha uma mesa na varanda e experimente as “Vieiras e wasabi, sapateira e arroz de sushi” ou o “Filete de pregado em pele de pão, arbóreo de lima, alho selvagem” ou qualquer uma das saborosas sobremesas.

T. 289 317 000
www.tivolihotels.com

Restaurante Clube dos Jornalistas

Foi uma das minhas visitas desta semana e desde já revelo que também ela muito positiva.

Não é muito normal, mas é uma agencia de Brand Culturing™ (transformar negócios em fenómenos culturais) que explora o espaço: Norma Jean.

Mas o importante é a escolha do chefe Ivan e da sua cozinha de expressionismo sentimental, que ainda não são marca, mas é uma cozinha acima de tudo saborosa.

O risoto de moqueca está lá para o provar!

Rua das Trinas 129, Lisboa
T. 213 977 138

Restaurante Yo! Sushi

Fica situado no Fórum Sintra, e quem me conhece sabe bem que não sou adepto de centros comerciais, principalmente dos restaurantes no seu interior, pois há uma associação rápida a comida de plástico, mas neste caso tenho de me render às evidencias.

Primeiro porque o Yo! Sushi consegue criar um ambiente próprio dentro de um ambiente comercial, e segundo porque a comida é bastante boa e a preços verdadeiramente convidativos (pratos de €1,5 a €5).

Um dos responsáveis é o SushiMan Miguel Oliveira, que já passou por locais como o AYA ou o Go Natural.

Ao almoço há um menu Super! Sumo onde come o que quiser por apenas €12,90, com as bebidas à parte.

Quando lá for não se esqueça de tocar nas campainhas à mesa e espere pelo “japonês”.

T. 935 705 730

Herdade das Servas Branco 2010

É o primeiro ano que esta herdade lança um branco vinificado através das castas roupeiro, verdelho e viognier, de vinhas plantadas em Estremoz.

Curioso é que uma das vinhas, a da Judia, tem mais de 60 anos, imprimindo características singulares a este néctar já vencedor de prémios.

O vinho é bastante agradável, revelando boa estrutura e complexidade, e principalmente um simpático equilíbrio da acidez dando-lhe frescura.

Sirva entre os 13ºC e os 14ºC.
PVP: €8,75

Justa Nobre, Paixão pela Cozinha

Já não era sem tempo!

Finalmente podemos ter acesso à vida e receitas desta simpática e talentosa cozinheira e chefe, que há mais de 30 anos nos encanta com a sua cozinha tradicional portuguesa.

São cerca de 240 páginas com histórias, aromas, receitas e acima de tudo uma experiência de vida que mostra bem o que é a “paixão pela cozinha” da Justa Nobre.

O livro custa €35 e conta com prefácios do cineasta José Fonseca e Costa e o jornalista António Salvador.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 20 de Julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Reynolds e o tributo a Glória

Reza a história que a família Reynolds chegou há mais de 180 anos a Portugal, era então o ano de 1820 e foi pela pessoa do marinheiro e comerciante inglês Thomas Reynolds que esta duradoura ligação começou.

Como não poderia deixar de ser, a razão foi o vinho do Porto e foi na capital do norte que se sediou. Apesar de terem vivido alguns anos em Espanha a desenvolver uma indústria corticeira, não resistiram ao bichinho luso e voltaram para Portugal, desta vez o assento foi em Estremoz.

Aqui é Robert que inicia a gestão dos negócios de família e de uma forma inovadora tenta criar um vinho estilo Porto em terras alentejanas, e como facilmente se podia adivinhar o resultado não foi o esperado.

Foi depois do desaire que começaram a produzir vinhos de qualidade, e apesar de terem passado por propriedades e vinificações que estão na memória de todos, como o Mouchão, a história teve tanto andamento que não há linhas no jornal que possam explicar.

Em suma, Julian, filho de Gloria (quinta na geração dos anglo-lusos), comprou a herdade de Figueira de Cima em Arronches, com o objectivo simples de voltar às tradições familiares e produzir um vinho único com uma assinatura que transmita o terroir e ambição de fazer algo diferente.

A gama “Reynolds” divide-se entre a gama Gloria e a gama Julian, sendo os primeiros a gama de topo.

(www.gloriareynolds.com)

Aqui ficam as notas de prova dos novos lançamentos:
Julian Reynolds Branco 2010
Castas: Arinto
Graduação: 14,5%
Temperatura de Serviço: 10ºC a 12ºC
Nota de Prova: Cor: verde citrino límpido. Nariz: muito frutado, onde prevalecem as frutas tropicais e citrinos. Boca: Frutado, com boa acidez e muito elegante com um final suave e refrescante. Gastronomia: Aperitivo, peixes confeccionados e marisco grelhado.
PVP: €9

Gloria Reynolds Branco 2007
Castas: Antão Vaz
Graduação: 13,5%
Temperatura de Serviço: 13ºC a 14ºC
Nota de Prova: Cor: Amarelo carregado. Nariz: evidentes notas tostadas da barrica, alguma fruta seca torrada. Boca: Boa estrutura, muito mineral e fresco, mas principalmente com boa acidez: Gastronomia: Peixe no forno, queijo de casca mole.
PVP: €18

Julian Reynolds Tinto 2006
Castas: Trincadeira, Aragonês, Alicante Bouschet e Syrah.
Graduação: 13,5%
Temperatura de Serviço: 16ºC a 18ºC
Nota de Prova: Cor: Granada. Nariz: apesar dos cinco anos tem um nariz jovem com várias notas balsâmicas, mentoladas e alguma especiaria. Boca: Enche bem a boca, com taninos suaves. Macio e com uma longa e agradável persistência. Gastronomia: Pratos de confecção forte como as açordas, migas ou caça.
PVP: €9

Julian Reynolds Reserva Tinto 2005
Castas: Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet.
Graduação: 13,5%
Temperatura de Serviço: 16ºC a 18ºC
Nota de Prova: Cor: Granada. Nariz: Grande equilíbrio entre a fruta e a barrica, com evidentes notas de ameixas, frutos de bosque e especiaria. Boca: Boa estrutura, fresco e com taninos muito elegantes, terminando longo suave e persistente: Gastronomia: Um pouco de tudo desde carnes vermelhas assadas, caça forte, até aos peixes salgados e sobremesas com chocolate negro.
PVP: €13,5

Gloria Reynolds Tinto 2004
Castas: Trincadeira e Alicante Bouschet.
Graduação: 13,5%
Temperatura de Serviço: 17ºC a 18ºC
Nota de Prova: Cor: Granada, algo jovial para os seus sete anos. Nariz: Muito intenso e complexo, com fruta do bosque confitada, chocolate e algumas resinas. Boca: Um verdadeiro estrondo, enchendo bem a boca, revelando uma acidez apaixonante e uns taninos maduros. Termina fresco e persistente com uma assinatura muito própria. Gastronomia: Visto que apesar da idade o vinho apresenta vigor o ideal é optar por pratos bastante intensos como a caça ou assados.
PVP: €35

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 20 de Julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vítor Sobral abre "Tasca da Esquina" no Brasil

Vítor Sobral acaba de inaugurar a “Tasca da Esquina” na cidade de São Paulo, no Brasil. Mantém a mesma filofia do espaço de Lisboa: fazer com que todos os visitantes se sintam em casa. O menu será muito idêntico ao português e, como tal, será um desafio para Vitor Sobral que introduz produtos que não se comem no Brasil, como por exemplo a farinheira.

«Alegria, dinamismo, energia, calor humano e um despertar de sentidos, assim é São Paulo, dinâmica! Esta é a grande afinidade da cidade com o conceito da Tasca da Esquina, ambas sempre abertas a ideias cedentes à criatividade, cultura e ao novo, respeitando sempre as raízes», afirma o Chef Vitor Sobral a propósito da escolha da cidade de São Paulo para acolher a sua Tasca.

Vitor Sobral irá apresentar a São Paulo e ao Brasil a actualidade gastronómica de Portugal, através da sua cozinha de autor. A Tasca da Esquina de São Paulo irá dar a conhecer novos produtos e paladares aos brasileiros e, simultaneamente, acrescentará a riqueza dos produtos brasileiros às raízes de pratos portugueses. Na elaboração do cardápio não foi colocado de parte o respeito pelos produtos nativos, regionais e costumes dos brasileiros, e uma houve uma atenção especial à exigência do público paulistano.

Aliás, o chefe chega mesmo a afirmar que «se fizer uma retrospectiva das minhas criações, facilmente consigo perceber que fui influenciado pela gastronomia do Brasil. Comecei a utilizar fruta nas guarnições, confecções, ligação dos molhos e suas composições, de uma forma constante, com produtos que conheci no Brasil. A Tasca da Esquina em São Paulo é o reflexo de toda a minha experiência como cozinheiro».

Em São Paulo, a Tasca da Esquina será uma casa e não a esquina de um edíficio. Toda a arquitectura e decoração do espaço é assinada pela arquitecta Paula Moura. O restaurante irá manter a mesma contemporaneidade, descontração, conforto e um design moderno e arrojado, tal como em Lisboa.

«O prolongamento da Tasca da Esquina de Lisboa para a cidade de São Paulo é a mistura do que há de melhor das duas culturas e dar a conhecer um Portugal actual» finaliza o chef.

Tasca da Esquina de SP.

Horário de Funcionamento:
De Terça a Sábado das 12 horas às 15 horas e das 19 horas às 24 horas.
Domingo das 12 horas às 16 horas.

Morada:
Alameda Itu, 225 – São Paulo.

Reservas:
+5511 3262-0033/ +5511 3141-1149 / (11) 3141-1149

Press release Integral, fonte: GRUPO MULTICOM

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Elevar a tradição inovando a gastronomia

Em Maio do ano passado nesta mesma coluna fiz um aviso sério sobre uma experiência gastronómica na Madeira. Estava eu então à mesa no Funchal no Restaurante Casa da Quinta, magistralmente chefiado pelo talentoso e jovem Miguel Laffan.

Na semana passada em passeios por terras alentejanas fui deparar com o chefe Cascaense em Montemoro-O-Novo num dos mais recentes e inovador projecto imobiliário: o L’And Vineyards.

Ainda está no inicio mas fiquei fascinado com a ideia do projecto, criar uma espécie de micro adega ligada um hotel, onde os hospedes além de poderem ter as regalias e luxos associados à etiqueta Small Luxury Hotels of the World, podem participar na vindima e vinificação do néctar da casa, e produzir um vinho personalizado.

Neste momento a assessoria é feita pelo Enólogo Paulo Laureano e das recentes vinha, só ainda foi engarrafada o L’and Vineyard Reserva de 2009, que apesar de jovem é bastante agradável e fácil de beber, aliás foi a minha companhia para a refeição que mais à frente vou descrever.

O restaurante está decorado de forma agradável com linhas contemporâneas minimalistas, sendo a sala rectangular espaçosa, e cheia de luz.

Três janelas são as culpadas do efeito luminoso, uma virada para a paisagem alentejana, onde se destaca um grande lago, e outras duas que dão passagem a duas esplanadas, uma das quais destaca-se pela lareira que ilumina a noite e aquece nos dias mais frescos (presumo, uma vez que estive lá para almoço e debaixo de calor intenso).

Há mesa, os pratos, copos, bem como as toalhas e guardanapos de linho de qualidade, demonstram cuidado e são o prognostico de uma boa refeição.

Destaque para o couvert que foge às tradicionais entradinhas alentejanas, e num prato rectangular apresenta um queijo amanteigado, alguns enchidos, pimentos assados e uma manteiga, acompanhados por uma boa variedade de pães, onde sobressai naturalmente o bolo do caco – certamente influencias dos tempos do chefe na madeira.

Depois da surpresa do chefe (figos em duas texturas, presunto, rucula, amêndoas e laminas de queijo), inicio a minha experiencia: Cabeça de xara… croquete de pezinhos salada de alfaces silvestres com uma coentrada.

– os sabores estavam bons, ligeiros, mas com uma ausência dos aromas e sabores do coentro.

Gostei, mas daria um nome diferente, pois é uma interpretação muito própria de um prato com uma personalidade muito intensa em sabores, aromas e principalmente texturas.

Seguiram-se os lagostins, com caldo de marisco, algas e bivalves, tanto os lagostins como os bivalves, estavam muito bem cozinhados e bem temperados por um caldo verdadeiramente apetitoso, saindo um pouco do Alentejo, mas ganhando na diversidade.

Depois veio uma Raia, mais uma vez no bom ponto de cocção, servida com um gaspacho com boa acidez, não se sobrepondo ao peixe, e alguns legumes salteados.

Terminei os salgados com um prato com muitas influências marroquinas, lombo de borrego merino assado, tagine de legumes primaveris e moleja, puré de batata-doce de Aljezur, bom ponto da carne, rosada como mandam as regras, os legumes e as batatas eram bons, mas havia um pouco de hortelã da ribeira a mais, o que por vezes sobrepunha aos sabores adocicados do caldo e carne.

Depois de uma oferta do pasteleiro, terminei com a abundante floresta negra (A minha floresta negra com cerejas da época, gelado de nata e geleia de quirche), que apesar de se notar grande trabalho e qualidade dos produtos, de realçar a qualidade do chocolate, estava um pouco seca, e faltavam os sabores compotados das cerejas.

Em suma, voltei a ficar impressionado de forma positiva com o chefe Miguel Laffan, que consegui transformar algumas receitas tradicionais e apresentações interessantes e aromas e paladares de grande categoria.

Volto a realçar, temos chefe com raça e agora no Alentejo!

Detalhes
Restaurante L’And
Estrada Nacional 4
Herdade das Valadas
7050-031 Montemor-o-Novo
N 38º 38' 44", W 8º 14' 50"
+351 266 242 400
www.l-andvineyards.com / info@l-andvineyards.com
Horário: Aberto todos os dias das 12h30 às 14h30 e das 19h30 às 22h00 (às segundas apenas serve o menu de cafetaria)
Preço médio: €45 (Menu de degustação s/ bebidas: €75)
Tipo de Cozinha: Alentejana Contemporânea de Autor
Cartões: Todos


Surpesa do Chefe


Lagostim com bivalves


Raia com gaspacho e legumes salteados

A minha floresta negra com cerejas da época, gelado de nata e geleia de quirche

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 13 de Julho de 2011