sexta-feira, 29 de abril de 2011

Boa Cama Boa Mesa 2011

Sai amanhã nas bancas o novo guia Boa Cama Boa Mesa 2011, editado e promovido pelo jornal Expresso.

As mais de 45 mil cópias vendidas em 2010 confirmam a notoriedade e interesse que este compêndio nacional de restaurantes e hotéis tem.

Ontem foi o pré-lançamento, numa festa onde foram entregues os 52 galardões: 25 garfos de ouro para os restaurantes e 25 chaves de ouro para os hotéis, bem com um garfo de platina e uma chave de platina entregues aos melhores do ano, que em 2011 foram:

  • Restaurante The Ocean, no hotel Vila Vita no Algarve, chefiado pelo chefe Hans Neuner;

  • E umas das mais fantásticas e recentes unidades hoteleiras do país, o Areias do Seixo na costa de Santa Cruz, na região Oeste.
O preço é de €9.90 e conta com mais de 500 restaurantes e outros centos de hotéis.

Lista de premiados Boa Cama Boa Mesa 2011

Chave de Ouro:
Altis Belém Hotel & Spa (Lisboa)
Aquafalls Spa Hotel Rural (Caniçada, Vieira do Minho)
Aquapura Douro Valley (Samodães, Lamego)
Casa da Calçada (Amarante, Porto)
Four Seasons Hotel Ritz Lisbon (Lisboa)
Grande Real Santa Eulália Resort & Hotel Spa (Albufeira)
Grande Real Villa Itália Hotel & Spa (Cascais)
H2otel Congress & Medical Spa (Unhais da Serra, Covilhã)
Herdade da Malhadinha Nova – Country House & Spa (Albernoa, Beja)
Hotel Quinta das Lágrimas (Coimbra)
M’AR De AR Aqueduto (Évora)
Martinhal Beach Resort & Hotel (Sagres)
Penha Longa Hotel & Golf Resort (Sintra)
Pestana Palace Hotel & National Monument (Lisboa)
Porto Palácio Congress Hotel & Spa (Porto)
Pousada de Amares - Santa Maria do Bouro (Amares, Braga)
The Cliff Bay (Funchal)
The Yeatman (Vila Nova de Gaia)
Tivoli Palácio Seteais (Sintra)
Tróia Design Hotel (Tróia)
Tivoli Victoria (Vilamoura)
Vidago Palace Hotel (Vidago)
Vila Joya (Albufeira)
Vila Monte Resort (Moncarapacho, Olhão)

Garfo de Ouro:
Restaurante Assinatura (Lisboa)
Restaurante Bocca (Lisboa)
Restaurante Buhle (Porto)
Restaurante Convento de Belmonte Gourmet (Belmonte)
Restaurante D.O.C. (Armamar)
Restaurante Degust’AR (Évora)
Restaurante Egoísta (Póvoa de Varzim)
Restaurante Eleven (Lisboa)
Restaurante Feitoria (Lisboa)
Restaurante Fialho (Évora)
Restaurante Flor de Sal (Mirandela)
Restaurante Fortaleza do Guincho (Cascais)
Restaurante Foz Velha (Porto)
Restaurante Henrique Leis (Almancil, Loulé)
Restaurante Il Gallo D’Oro - The Cliff Bay (Funchal)
Restaurante Largo do Paço - Casa da Calçada (Amarante)
Restaurante Panorama – Sheraton Lisboa Hotel & Spa (Lisboa)
Restaurante Pedro Lemos (Porto)
Restaurante Pequeno Mundo (Almancil)
Restaurante Porto de Santa Maria (Cascais)
Restaurante São Gião (Moreira de Cónegos, Braga)
Restaurante Tia Alice (Fátima)
Varanda do Ritz (Lisboa)
Restaurante Vila Joya (Albufeira)
Restaurante Willie’s (Vilamoura)

Além do merecido elogio a todos os premiados e referenciados, não quero deixar de dar os parabéns ao João Xara-Brasil (Publisher), Paulo Brilhante (Coordenador) e Elsa Furtado (Jornalista) com quem tive o prazer de trabalhar na elaboração deste guia!

(Os jornalistas depois de se aperceberem que este ano já acabou!)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fugir ao básico respeitando a tradição

Há anos que vou à Arruda sempre com o mesmo destino, pois há por lá uma casa que privilegia a quantidade em detrimento da qualidade, e há dias em que comer muito sabe bem, principalmente para mais tarde me vangloriar de que comi imenso e paguei pouco.

Estou a falar do muito conhecido Fuso, mas, realmente, nos últimos tempos a qualidade está a passar ao lado e o serviço, então, nem se fala!

Então iniciei a minha pesquisa, para descobrir novos e mais interessantes poisos gastronómicos na localidade.

Os parâmetros eram simples: regionalidade, tradição, quantidades humanas e um pouco de inovação.

Meti-me à estrada e com as novidades rodoviárias passámos de 30 km de curvas e de uma hora de viagem, para a mesma distância em apenas meia hora no alcatrão.

Faço o pagamento na saída que indica Arruda na A10, e já na direcção da localidade encontro um longo muro cor-de-rosa e a placa que indica Quinta de Santa Maria.

É para aí que entro e dirijo-me rapidamente para o restaurante. Espaço moderno, decorado de forma sóbria com mesas espaçosas, bons atoalhados e guardanapos de pano, propício a um bom repasto.

O menu, bem elaborado, tem cinco entradas, quatro peixes, seis carnes e um bom conjunto de sobremesas.

Além da carta, há uma sugestão semanal para o almoço, mais económica, com quatro pratos.
Iniciei com os cumprimentos do chefe: leitão desfiado e seu crocante com morangos e rúcula, combinação interessante e bastante veraneante a
aproximar-se bem da época.

Das entradas provei o crocante de pêra e rúcula e a morcela com maçã, ambos bons, mas o crocante da pêra revelou-se pouco ácido e um pouco doce, nada chocante.

Dos peixes, a perca do Nilo corada foi para esquecer e nada apropriada ao espaço, e sigo para um bom naco de bacalhau que me encheu a boca.

Nas carnes, as bochechas de porco preto com batata frita e cogumelos salteados foram uma agradável surpresa, revelando boa técnica na cozinha.

Terminei com as costoletas de borrego com um “gratin” de batata e maçã sobre um creme novamente de maçã.

Não percebi a ligação da maçã à maçã e a carne estava um bocado passada.

Enfim, uma distracção no tempo de exposição ao quente.

Serviço adequado, muita simpatia e bom acompanhamento remataram as qualidades do espaço.

E agora posso acrescentar à lista da Arruda um espaço agradável onde a comida agrada e o ambiente encanta.

Detalhes
Restaurante Sabores da Quinta
Quinta de Santa Maria – Hotel Rural
Galinhatos
2630-183 Arruda dos Vinhos
N 38º 58' 33.45'' , W 9º 3' 54.65'
+351 263 975 528/9
www.quintadesantamaria.pt / info@quintadesantamaria.pt
Horário: aberto todos os dias das 12h00 às 15h00 e das 19h30 às 23h00. (Aberto ao jantar de quinta-feira a sábado. Nos restantes dias, os jantares estarão sujeitos a marcação.)
Preço médio: 35 €
Tipo de cozinha: mediterrânica e regional contemporânea
Cartões: todos


Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 27 de Abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

sábado, 23 de abril de 2011

Voltando ao World's 50 Best Restaurants

Sempre fui muito céptico em relação a esta lista, onde havia e há grandes marcas a “financiar” os resultados! Para mim esta lista deveria ser elaborada por um meio de comunicação social idóneo e sem qualquer tipo de interesse comercial.

San Pellegrino e Electrolux são dois dos mais conhecidos, mas o Cacao Barry, Lavazza, Silestone, Veuve Clicquot, Birra Moretti e Foods & Wines from Spain também se juntam aos “mecenas”.

Penso que uma lista destas ganhava muito em primeiro lugar, anunciar quem são os coordenadores de cada uma das 15 regiões e responsáveis pela escolha dos mais de 900 votantes. Pois se são sempre os mesmos, certamente que serão sempre os mesmos votantes, e como os que “votam” são jornalista, chefes e gastrónomos (profissionais ou simplesmente amigos do oficio) facilmente se monta uma cabala.

Faço estas acusações porque este ano a lista parece-me demasiado estranha, não conheço pessoalmente os 100 restaurantes, mas tenho o privilégio de conhecer bastantes de países como o Brasil, Espanha, Hong Kong, França, U.K, Itália, Holanda, USA, Alemanha, Suíça e felizmente Portugal (o restaurante Vila Joya este ano figura o 79º lugar), o que não me faz um “expert”, mas pelo menos dá algum valor há minha palavra.

E este ano fiquei escandalizado com o que vi, não vou individualizar o nome de restaurantes que acho que deveriam estar em melhores lugares, ou outros que nem ali deviam estar, mas está na hora de revelar o suco da lista.

Aqui estão algumas das criticas proferidas pelos nosso vizinhos:


The World's 50 Best Restaurant Awards

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pastel de Nata versus Pastel de Belém

Eu há anos que afirmo que o pastel de nata e o de Belém são o mesma produto: Pastel de Nata, a única diferença é que o de Belém é uma marca registada.

Outras diferenças qualitativas também se podem descobrir, pois continuo a achar que a fabrica de Belém mete um microchip de autodestruição dentro dos pasteis, pois mal passam a porta, ficam impróprios para consumo. Ou aliás, podem-se comer mas perdem toda a graça!

Anualmente organizo durante o festival do Peixe em Lisboa uma prova que pretende não só destacar os melhores pasteis de nata e suas pastelarias, bem como, voltar a criar burburinho sobre um dos mais importantes embaixadores de Portugal.
Este ano os eleitos foram as pastelarias Chique de Belém (1º), Cristal (2º) e Alcoa (3º).

Mas voltando ao dilema nata versus Belém, curiosamente, não sou o único com esta opinião, e desta feita foi o conhecido jornalista e gastrónomo Dias Lopes (Revista Gosto) que deixou opinião similar no Jornal Estadão (São Paulo).

Vale a pena ler!