quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Em espaços durienses

Subir o rio Douro de barco é uma das viagens mais fantásticas que fiz, pois além de estarmos rodeados por uma paisagem verde e castanha que se entrelaça entre a vegetação, vinhas e oliveiras, podemos ver casas e solares que rezam histórias onde nem a imaginação pode lá chegar.

Diariamente saem barcos que vão do Porto, sobem ao Pinhão e, depois, voltam à Invicta, onde uma das fases mais fantásticas do passeio é a subida e descida pela eclusa. Esta tem 90 metros de comprido e um desnível de 28,5 metros na barragem da Régua, a qual podemos subir e atravessar, e, em poucos minutos, vive-se uma pequena aventura.


Na subida, poucos quiló
metros depois da barragem, há um pequeno cais, onde se encontra um dos mais fantásticos restaurantes da região: O D.O.C.

O restaurante único, construído sobre o Douro, assenta num magnífico deck de madeira desenhado pelo arquitecto Miguel Saraiva.

A sala de arquitectura moderna, com mesas primorosamente a
rrumadas, tem espaço para mais de 90 comensais e a esplanada outros 30, apesar de esta última só estar aberta nos meses mais quentes.

A ementa é muito variada, destacando-se alguns eleitos como os milhos, cabritinho, a vitela seja maronesa ou barrosã. No entanto, na sua maioria, é uma ode à cozinha transmontana e duriense, mas sempre com uma personalidade e identidade muito própria do chefe.

Os sempre bem-vindos menus de degustação, dividem-se em dois: menu do azeite, que tem um preço de €50 e inclui uma entrada, um peixe, um intermezzo, carne e sobremesa; o outro chama-se mesmo menu de degustação, custa €60 e inclui mais uma entrada que o primeiro, sendo a primeira fria e a segunda quente. Em ambos não estão incluídas as bebidas.

Optei por escolher um mix entre as degustações e a carta, iniciando com a asa pintada com vieiras (€10). Produtos excelentes e um azeite de grande qualidade, onde tudo liga - nada a apontar.

Seguiu-se a mão de vaca em tosta de pão com azeite (€9) que, na minha opinião, tinha uma mistura muito boa entre os enchidos e a
mão, mas faltava um pouco mais de "tosta" e gordura na tosta, tornando-se um bocado enfadonha na boca.

O risotto de sapateira com garoupa, lagostim e espuma de ouriço-do-mar (menu degustação), estava a roçar a perfeição, um risotto num ponto de cozedura excelente, a garoupa fresca e dura onde se notava que era produto de qualidade, e a espuma a dar o traço salino que lhe conferiu o estatuto de perfeição.

Terminei os pratos com a perdiz do Douro com dois purés: castanha e abóbora (€23), muito bem cozinhado, boa harmonização entre os elementos, a evidenciar a sazonalidade dos produtos outonais.

Este prato nota bem a preocupação do chefe no rigor regional e sazonal, muitas vezes esquecida pelos seus parceiros.

Ainda houve espaço para degu
star o crepe crocante de leite-creme com frutas exóticas e molho de framboesa (€10), que não trouxe nada de novo, mas não me chocou. Provavelmente, deveria ter escolhido o pudim Abade de Priscos, com pêra em LBV e brulée de ananás (€10), que fez muito sucesso na mesa do lado.

A carta de vinhos é boa, com mais de 600 títulos, dos quais 40 são a copo, e está repleta de rótulos nacionais, com especial incidência no Douro, como já se podia adivinhar.

Na região, é talvez um dos restaurantes mais afamados, e percebe-se, pois evidencia uma cozinha regional de grande qualidade, produtos de excelência, a sazonalidade e uma técnica de confecção exímia.

Ficam apenas dois apontam
entos menos positivos: primeiro, o preço elevado, pois dificilmente se pagará menos de €50 com as bebidas à parte (entrada, prato principal e sobremesa), e o segundo é a ausência do chefe, pois, pelos preços praticados neste restaurante, exige-se e recomenda--se a presença daquele que assina e comanda a cozinha.

É um espaço único, num enquadramento admirável e o Douro e o país só ganham com restaurantes deste calibre.

Detalhes
D.O.C. - Degustar, Ousar, Comunicar
Cais da Folgosa - EN 222
Folgosa do Douro
5110-204 - Armamar
W 7º 40' 47,7'' N 41º 9' 5,5''
+351 254 858 123 / +351 910 014 040
www.ruipaula.com / doc@ruipaula.com
Horário: Aberto todos os dias das 12h30 às 15h30
e das 19h30 às 22h30
Preço médio: €50
Tipo de Cozinha: Criativa regional
Cartões: Todos


Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 12 de Janeiro de 2011

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Finalmente é sexta-feira

Entrámos em 2011 e é tempo de fazer contas na restauração e hotelaria, pois os diversos jantares de grupo foram a bonança esperada, depois de um ano que se adivinhou mau. Curioso foi as diversas queixas que as pessoas fizeram, na demanda de um restaurante para fazer uma refeição no dia 1 de Janeiro, quase tudo fechado, até as grande superfícies!

Muitos proprietários perderam um excelente dia para fazer negócio, e quem sabe para descobrir novos clientes.

Mas voltando às novidades, a norte, em Vila Real, o Edgar Gouveia abriu um novo espaço cheio de glamour e carisma. Chama-se Cais da Villa e fica na antiga estação de comboios da cidade.
Tive a oportunidade de experimentar a comida feita pelo chefe de
cozinha Manuel Gonçalves e a chefe de pastelaria Graça Silva, e a par com
a decoração deixou-me deslumbrado.

Uma zona para beber vinhos e petiscar,uma sala para refeições, um balcão
para os mais apressados, e uma esplanada que no Verão vai ser certamente
um local a não perder. Depois dos sucessos do Douro IN e do Casta e Pratos, este empresário junta mais um êxito à sua lista: Cais da Villa. Rua Monsenhor Jerónimo do Amaral (Estação de Comboios Vila Real),
Tel: 259 351 209 - www.caisdavilla.com

Já em Vieira do Minho, mais precisamente no Lugar de São Miguel na Caniçada, fui conhecer o restaurante Splendid onde o chefe Chakall assumiu a responsabilidade de fazer a carta.

Inspirado no seu novo programa Portugal Revisitado, onde procura os produtos das regiões e seus receituários, o chef argentino criou uma carta repleta de sabores minhotos e com grande paladar.

Há alguns pratos que só podem ser degustados se forem previamente solicitados, um ou dois dias antes, como a perna de bísaro.
Tel: 253 649 000 - www.aquafalls.pt

O famoso restaurante Porto de Santa Maria, no Guincho em Cascais, mudou de mãos, mas não de estilo ou qualidade, tendo sido comprado por um grupo de empresários portugueses da zona.

O chefe reformou-se mas deixou legado, e o ex proprietário José Galveia passou o negócio e o conhecimento, e as novidades já começam a aparecer. De caras já há novidades, a simpática e competente Jade Alvim é a nova Relações Públicas do espaço; da cozinha, e da carta que nunca me deixou mal consta que vão haver novidades à base de marisco, como um arroz de lavagante e uma pasta com o mesmo marisco!

Tive ainda a oportunidade de ir visitar a enorme e variadíssima garrafeira da casa, que além de uma colecção invejável de portos, tem inúmeras raridades como Barcas Velhas, Colares, Ferreirinhas, entre outros.
Estrada do Guincho – Cascais, Tel: 214 879 450 - www.portosantamaria.com

Termino com uma referência a um livro: “2780 Taberna, Cozinha Experimental”.

Li e reli recentemente e voltou-me a encantar pela sua forma moderna, directa e divertida como encara a cozinha. Unem-se produtos e ingredientes, principalmente os portugueses, de diferentes regiões, criando novas e arrojadas receitas, cheias de sabor.

Os seus autores são os proprietários e cozinheiros do restaurante 2780 Taberna em Oeiras e, tal como o livro, o restaurante é arrojado, experimental e diferente. Editado pela Bertrand.
PVP €22,72.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 7 de Janeiro de 2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

le chef: Dia de Reis

O Bolo-rei é um bolo tipicamente português,que começa a ser comido por volta da época do Natal e ganha o seu expoente máximo no dia de hoje, 6 de Janeiro, Dia de Reis.

Muitas pessoas questionam o porquê do nome, mas se observarem bem esta peça de pastelaria, vão ver que se assemelha muito a uma coroa. A sua forma arredondada e dourada a simbolizar o ouro, os vários ornamentos dos frutos secos e fruta cristalizada a substituir as pedras preciosas, tornam este bolo numa alusão
aos três Reis Magos.

Antes das normas comunitárias o proibirem, havia dentro do Bolo-rei uma fava, e a pessoa a quem saísse teria de pagar o bolo no ano seguinte.

Foi assim que nasceu a expressão “saiu-te a fava”.

Hoje é Dia de Reis e seria muito difícil fazer um Bolo-rei em poucas horas, por isso o nosso conselho seria comprar o bolo feito no Hotel Real Parque e deliciar-se com as receitas que se seguem.

PAULO PINTO,
Chefe do Hotel Real Villa Itália
em Cascais

CREME DE LAVAGANTE E SEU MEDALHÃO SOBRE COMPOTA DE TOMATE E TOSTA DE AIOLI
Para 6 a 8 pessoas

2 Lavagantes de 500gr cada
50gr Tapenade
1lt Creme lavagante
500gr Tomate chucha maduro
200gr Cebola
50gr Coentros
200ml Leite
100gr Batata
2 Dentes de alho
1 Gema de ovo
Poejo, azeite virgem, sal e pimenta preta q.b.

Para o creme de lavagante: Refogar as cabeças de lavagante, juntar um pouco de brandy, adicionar alho francês, cebola, alho e tomate e deixar ganhar cor.

Cobrir com água (apenas a suficiente), tapar com papel vegetal e deixar ferver lentamente durante 15 a 20 minutos. Triturar e coar.

Cozer as caudas do lavagante durante 5 minutos e as pinças 8 minutos, arrefecer em água e gelo, descascar.

Pelar o tomate chucha, retirar as grainhas.

Refogar a cebola em meias-luas, juntar o tomate cortado e deixar cozer lentamente. Temperar e juntar poejo picado.

Para o molho aioli: Cozer a batata, juntar alho picado e passar em passe-vite. Juntar a gema e montar com azeite. Temperar.

Emulsão de coentros: Colocar a ferver o leite com as folhas de coentros, temperar e emulsionar com a varinha mágica.

CELESTINO GRAVE,
Chefe do Hotel Real Palácio
em Lisboa

DUO DE BACALHAU COM PONTAS
DE POLVO E AMÊIJOAS SALTEADAS

120gr Bacalhau
80g Pernas de polvo
40g Amêijoas
1 Dente de alho
10ml Azeite
5gr Coentros
100ml Vinho branco
10gr Cebola
100gr Batata palha
50gr Ovo inteiro
20gr Espargos verdes
Sal e pimenta q.b.

Limpar o bacalhau, levar ao forno com sal e pimenta com umas lâminas de alho;
Cozer o polvo em água fervente, durante 45 minutos e deixar arrefecer na própria água depois de cozido;

Cozinhar as amêijoas em azeite e alho, refrescar com o vinho branco e acrescentar os coentros picados grosseiramente; Fazer um refogado com cebola, azeite e alho;

Juntar os espargos previamente descascados e cortados em lâminas finas;

Acrescentar o ovo e envolver bem; Rectificar todos os temperos e empratar.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 6 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Relembrar o Madeira!

Foi em 1419 que a ilha da Madeira foi descoberta pelo navegador João Gonçalves Zarco, que tinha instruções do Infante D. Henrique para patrulhar e explorar a costa oeste do continente Africano.

Ao chegar com a boa nova, e depois de persuadir D. Henrique, voltou para colonizar a ilha, tendo como uma das suas primeiras missões plantar cana-de-açúcar e vinhas.

As primeiras vinhas a serem plantadas foram as Gregas, que vieram da cidade de Candida (capital de Creta), mas mais tarde foram introduzidas as castas que predominam e têm as características perfeitas para as condições atmosféricas e composição dos solos da Madeira: Tinta Negra Mole, Sercial, Boal, Verdelho e a Malvasia.

Foi apenas no século XVII, quando o Rei de Portugal Filipe I ordenou que os navios com destino às várias colónias portuguesas se abastecessem de mantimentos e vinhos, e também porque os ingleses paravam muito nesta ilha para se abastecerem, que o vinho da Madeira se tornou famoso, sendo reconhecido e apreciado por toda Europa e América.

Aliás, reza a história que no dia 4 de Julho de 1776 se brindou à independência dos Estados Unidos com "um Madeira"! Nos dias de hoje, produzem-se mais de 3 400 000 litros, sendo a Madeira Wine Company responsável por mais de um terço da produção e por 40% dos vinhos de qualidade superior (Madeiras de 5 anos ou mais).

Foi formada em 1913, quando dois produtores, Welsh & Cunha and Henriques & Camara, se uniram para criar a Madeira Wine Association nos tempos de maior crise, de modo a reduzirem custos e partilharem a produção. Com os anos, a Blandy's, Leacock's, Miles Madeira, Cossart, Gordon & Co e outras uniram-se ao projecto e, mais tarde, mudaram o nome para Madeira Wine Company Lda. (MWC)

As parcerias não pararam por aí e, em 1989, os Symingtons (reconhecidos pelos seus vinhos do Porto como o Graham ou Dow) entraram na sociedade, trazendo um vasto conhecimento em produção e distribuição à MWC.

O seu enólogo actual, Francisco Albuquerque, desde que entrou na empresa, em 1990, já recebeu o galardão de melhor Winemaker For Fortified Wine pela International Wine Challenger (IWC) por três vezes (2006, 2007 e 2008), e o Len Evans Trophy também pela IWC em 2007, criando uma notoriedade e mediatismo sobre esta casa muito importante.

Vinhos da Blandys como o Malvasia 1985 (medalha de ouro 2010 pela IWC), Terrantez 1975, Bual 1964, ou da Cossart Gordon como o Malvasia de 15 anos, Verdelho Colheita 1995, ou o Barbeito Sercial Old Reserve 10 anos já ganharam o seu espaço na história ao receberem várias medalhas de ouro nas principais competições internacionais como a IWC, Internacional Wine and Spirit Competition e a Decanter.

Os vinhos da Madeira, apesar de já usarem as técnicas mais modernas de vinificação, respeitam sempre as tradições, sendo a fermentação feita em cubas de inox, mas a estufagem é feita ainda nos tradicionais tanques onde, durante três meses, os vinhos estão a temperaturas constantes de 45ºC. Curiosamente, esta técnica foi descoberta durante as viagens nos trópicos em que as barricas ficavam sujeitas a altas temperaturas constantes durante vários dias. E assim nasce a característica única nos madeiras!

Seria difícil definir qual o melhor, ou o melhor que alguma vez provei, mas há dois que ganharam um lugar de destaque: Blandys Bual 1977 e as suas notas de açúcar mascavado misturadas com a ameixa e baunilha e uma boca muito frutada, com fortes notas de nectarina e muito macio - verdadeiramente excelente.

Outro é o Cossart & Gordon Bual Vintage 1908 com um nariz muito compotado, na boca é um concerto fantástico com a interpretação de vários frutos revelando uma acidez incrível, sendo uma experiência única.

São séculos de tradição que urgem na perfeição!

The Old Blandy Wine Lodge

A loja e centro de provas no centro do Funchal é visitada por mais de 200 000 pessoas anualmente, onde, além de poderem visitar o museu da Blandy, que inclui um pouco da história do vinho e sua produção, tem também uma sala de degustação especial dedicada exclusivamente ao Madeira Frasqueira-Vintage. As visitas demoram sensivelmente 45 minutos, custam €5 e incluem uma prova de dois vinhos.

Fotografias de Recovering Protestant, Paul Mannix & Karel Vízner
Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2011

The Wine House Hotel: Descansar no vinhedo

O cenário do Douro, a boa gastronomia e as inúmeras actividades disponíveis são o cartão de visita desta unidade hoteleira!

Foi há pouco mais de um ano que a família Serpa Pimentel terminou a sua grande obra e, no primeiro dia de Setembro de 2009, abriu ao público as portas do The Wine House Hotel - Quinta da Pacheca, em Lamego.

O seu interior é composto por 15 quartos que se dividem por números iguais em três categorias: superior, twins e standard. Os preços, esses, podem variar conforme a época, mas normalmente a diária de um superior fica pelos €140 e os restantes por €120.

A casa onde reside o hotel tem uma vizinhança do melhor, casas antigas bem recuperadas, o rio e um vinhedo que se perde pelo horizonte, penso que mais apropriado não poderia ser.

Assim, há quartos com vista para o vinhedo e rio, quartos com vista para o vinhedo e serra, e quartos simplesmente com vista para o vinhedo.

Depois de ultrapassada a porta da entrada, onde alguém simpaticamente se oferece para ajudar e carregar as nossas malas, não encontramos a tradicional recepção, mas sim umas confortáveis cadeiras em frente de uma bonita mesa com um tampo bastante largo.

Sentamo-nos e, confortavelmente, fazemos o check-in de uma forma descontraída e, diria mesmo, divertida.

Lanço-me à escadaria de pedra que separa a recepção e uma pequena sala com lareira e televisão, para o piso onde se encontram os quartos.

Ao subir, estou num hall com mais um lanço de escadas e mais quartos, a sala de refeições, um corredor com várias portas (quartos) e, ao fundo, uma outra sala de estar. A decoração é simples, entre o branco da pintura e o "amadeirado"do soalho e escadas, podemos ver algumas estátuas de santos e mais arte sacra.

Vou para o quarto (n.º 4) e vejo que a decoração é sóbria e acolhedora: um hall com armários, uma porta para a casa de banho com um duche fantástico e um quarto com mobília requintada, desde a cama com dossel e um colchão e almofadas muito confortáveis, às mesinhas de cabeceira clássicas, terminando no espaçoso sofá.

Notei logo a ausência de televisão, mas pensei que, quem vem para o Douro para este cenário, pretende perder tempo a fechar-se no quarto?

Visitei outros quartos e verifiquei que, apesar da decoração ser muito similar, é sempre diferente em cores, mobília e outros pormenores, e, afinal, os quartos 1 a 3 têm televisão, mas são os únicos.

O restaurante está sob a batuta da excelente cozinheira e muita afamada na região pelas suas iguarias tradicionais, Teresa Serpa Pimentel. Praticamente todos os dias muda a ementa, pois quando chega algo novo tem de cozinhar e disponibilizar aos vários comensais que procuram este restaurante.

Bacalhau com broa, perna de cabrito, arroz de polvo com filetes e a posta mirandesa são algumas das especialidades residentes, junte estas às várias sugestões que diariamente Teresa disponibiliza e certamente vai encontrar o prato que mais lhe agrada, mas garanto-lhe que tudo é bom!

Os vinhos, como não poderia deixar de ser, são os da casa e a preços de venda, o que não deixa de ser relevante. Por pouco mais de €25, pode fazer aqui uma bela refeição (excluem-se os vinhos).

Mesmo ao lado do hotel está a loja e centro de enoturismo da quinta e, por €7, pode visitar as adegas e lagares e terminar com uma prova de seis vinhos diferentes - neste campo, é a Tânia que se encarrega de fazer as honras da casa.

É importante referir que esta família e propriedade estão fortemente ligadas à produção de vinho, pois foram uma das primeiras a engarrafar vinhos com a sua própria marca em 1738.

Outros programas como aulas de cozinha, passeios de barco, provas de azeite, rotas de vinhos, entre muitos mais, são disponibilizados e, para isso, basta ir à recepção e pedir mais informações.

Desde já, recomendo as aulas de cozinha acompanhadas por uma prova de vinhos para assim poder aprender o melhor de dois mundos: comer bem, harmonizando com excelentes néctares.

O projecto de arquitectura esteve a cargo de Miguel Veríssimo e a decoração foi uma parceria ente o José Manuel Leite Castro e a família Serpa Pimentel, que resulta num local lindo onde a simbiose entre o espaço e a hospitalidade da família resultam num destino obrigatório.

Detalhes
The Wine House Hotel
Cambres 5100-387 Lamego
+351 254 313 228 |F: +351 254 321 359
enoturismo@quintadapacheca.com
www.quintadapacheca.com
W 7 º 47' 52.9'' N 41º 9' 18.2''

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2011