quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

le chef: Dia de Reis

O Bolo-rei é um bolo tipicamente português,que começa a ser comido por volta da época do Natal e ganha o seu expoente máximo no dia de hoje, 6 de Janeiro, Dia de Reis.

Muitas pessoas questionam o porquê do nome, mas se observarem bem esta peça de pastelaria, vão ver que se assemelha muito a uma coroa. A sua forma arredondada e dourada a simbolizar o ouro, os vários ornamentos dos frutos secos e fruta cristalizada a substituir as pedras preciosas, tornam este bolo numa alusão
aos três Reis Magos.

Antes das normas comunitárias o proibirem, havia dentro do Bolo-rei uma fava, e a pessoa a quem saísse teria de pagar o bolo no ano seguinte.

Foi assim que nasceu a expressão “saiu-te a fava”.

Hoje é Dia de Reis e seria muito difícil fazer um Bolo-rei em poucas horas, por isso o nosso conselho seria comprar o bolo feito no Hotel Real Parque e deliciar-se com as receitas que se seguem.

PAULO PINTO,
Chefe do Hotel Real Villa Itália
em Cascais

CREME DE LAVAGANTE E SEU MEDALHÃO SOBRE COMPOTA DE TOMATE E TOSTA DE AIOLI
Para 6 a 8 pessoas

2 Lavagantes de 500gr cada
50gr Tapenade
1lt Creme lavagante
500gr Tomate chucha maduro
200gr Cebola
50gr Coentros
200ml Leite
100gr Batata
2 Dentes de alho
1 Gema de ovo
Poejo, azeite virgem, sal e pimenta preta q.b.

Para o creme de lavagante: Refogar as cabeças de lavagante, juntar um pouco de brandy, adicionar alho francês, cebola, alho e tomate e deixar ganhar cor.

Cobrir com água (apenas a suficiente), tapar com papel vegetal e deixar ferver lentamente durante 15 a 20 minutos. Triturar e coar.

Cozer as caudas do lavagante durante 5 minutos e as pinças 8 minutos, arrefecer em água e gelo, descascar.

Pelar o tomate chucha, retirar as grainhas.

Refogar a cebola em meias-luas, juntar o tomate cortado e deixar cozer lentamente. Temperar e juntar poejo picado.

Para o molho aioli: Cozer a batata, juntar alho picado e passar em passe-vite. Juntar a gema e montar com azeite. Temperar.

Emulsão de coentros: Colocar a ferver o leite com as folhas de coentros, temperar e emulsionar com a varinha mágica.

CELESTINO GRAVE,
Chefe do Hotel Real Palácio
em Lisboa

DUO DE BACALHAU COM PONTAS
DE POLVO E AMÊIJOAS SALTEADAS

120gr Bacalhau
80g Pernas de polvo
40g Amêijoas
1 Dente de alho
10ml Azeite
5gr Coentros
100ml Vinho branco
10gr Cebola
100gr Batata palha
50gr Ovo inteiro
20gr Espargos verdes
Sal e pimenta q.b.

Limpar o bacalhau, levar ao forno com sal e pimenta com umas lâminas de alho;
Cozer o polvo em água fervente, durante 45 minutos e deixar arrefecer na própria água depois de cozido;

Cozinhar as amêijoas em azeite e alho, refrescar com o vinho branco e acrescentar os coentros picados grosseiramente; Fazer um refogado com cebola, azeite e alho;

Juntar os espargos previamente descascados e cortados em lâminas finas;

Acrescentar o ovo e envolver bem; Rectificar todos os temperos e empratar.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 6 de Janeiro de 2011

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Relembrar o Madeira!

Foi em 1419 que a ilha da Madeira foi descoberta pelo navegador João Gonçalves Zarco, que tinha instruções do Infante D. Henrique para patrulhar e explorar a costa oeste do continente Africano.

Ao chegar com a boa nova, e depois de persuadir D. Henrique, voltou para colonizar a ilha, tendo como uma das suas primeiras missões plantar cana-de-açúcar e vinhas.

As primeiras vinhas a serem plantadas foram as Gregas, que vieram da cidade de Candida (capital de Creta), mas mais tarde foram introduzidas as castas que predominam e têm as características perfeitas para as condições atmosféricas e composição dos solos da Madeira: Tinta Negra Mole, Sercial, Boal, Verdelho e a Malvasia.

Foi apenas no século XVII, quando o Rei de Portugal Filipe I ordenou que os navios com destino às várias colónias portuguesas se abastecessem de mantimentos e vinhos, e também porque os ingleses paravam muito nesta ilha para se abastecerem, que o vinho da Madeira se tornou famoso, sendo reconhecido e apreciado por toda Europa e América.

Aliás, reza a história que no dia 4 de Julho de 1776 se brindou à independência dos Estados Unidos com "um Madeira"! Nos dias de hoje, produzem-se mais de 3 400 000 litros, sendo a Madeira Wine Company responsável por mais de um terço da produção e por 40% dos vinhos de qualidade superior (Madeiras de 5 anos ou mais).

Foi formada em 1913, quando dois produtores, Welsh & Cunha and Henriques & Camara, se uniram para criar a Madeira Wine Association nos tempos de maior crise, de modo a reduzirem custos e partilharem a produção. Com os anos, a Blandy's, Leacock's, Miles Madeira, Cossart, Gordon & Co e outras uniram-se ao projecto e, mais tarde, mudaram o nome para Madeira Wine Company Lda. (MWC)

As parcerias não pararam por aí e, em 1989, os Symingtons (reconhecidos pelos seus vinhos do Porto como o Graham ou Dow) entraram na sociedade, trazendo um vasto conhecimento em produção e distribuição à MWC.

O seu enólogo actual, Francisco Albuquerque, desde que entrou na empresa, em 1990, já recebeu o galardão de melhor Winemaker For Fortified Wine pela International Wine Challenger (IWC) por três vezes (2006, 2007 e 2008), e o Len Evans Trophy também pela IWC em 2007, criando uma notoriedade e mediatismo sobre esta casa muito importante.

Vinhos da Blandys como o Malvasia 1985 (medalha de ouro 2010 pela IWC), Terrantez 1975, Bual 1964, ou da Cossart Gordon como o Malvasia de 15 anos, Verdelho Colheita 1995, ou o Barbeito Sercial Old Reserve 10 anos já ganharam o seu espaço na história ao receberem várias medalhas de ouro nas principais competições internacionais como a IWC, Internacional Wine and Spirit Competition e a Decanter.

Os vinhos da Madeira, apesar de já usarem as técnicas mais modernas de vinificação, respeitam sempre as tradições, sendo a fermentação feita em cubas de inox, mas a estufagem é feita ainda nos tradicionais tanques onde, durante três meses, os vinhos estão a temperaturas constantes de 45ºC. Curiosamente, esta técnica foi descoberta durante as viagens nos trópicos em que as barricas ficavam sujeitas a altas temperaturas constantes durante vários dias. E assim nasce a característica única nos madeiras!

Seria difícil definir qual o melhor, ou o melhor que alguma vez provei, mas há dois que ganharam um lugar de destaque: Blandys Bual 1977 e as suas notas de açúcar mascavado misturadas com a ameixa e baunilha e uma boca muito frutada, com fortes notas de nectarina e muito macio - verdadeiramente excelente.

Outro é o Cossart & Gordon Bual Vintage 1908 com um nariz muito compotado, na boca é um concerto fantástico com a interpretação de vários frutos revelando uma acidez incrível, sendo uma experiência única.

São séculos de tradição que urgem na perfeição!

The Old Blandy Wine Lodge

A loja e centro de provas no centro do Funchal é visitada por mais de 200 000 pessoas anualmente, onde, além de poderem visitar o museu da Blandy, que inclui um pouco da história do vinho e sua produção, tem também uma sala de degustação especial dedicada exclusivamente ao Madeira Frasqueira-Vintage. As visitas demoram sensivelmente 45 minutos, custam €5 e incluem uma prova de dois vinhos.

Fotografias de Recovering Protestant, Paul Mannix & Karel Vízner
Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2011

The Wine House Hotel: Descansar no vinhedo

O cenário do Douro, a boa gastronomia e as inúmeras actividades disponíveis são o cartão de visita desta unidade hoteleira!

Foi há pouco mais de um ano que a família Serpa Pimentel terminou a sua grande obra e, no primeiro dia de Setembro de 2009, abriu ao público as portas do The Wine House Hotel - Quinta da Pacheca, em Lamego.

O seu interior é composto por 15 quartos que se dividem por números iguais em três categorias: superior, twins e standard. Os preços, esses, podem variar conforme a época, mas normalmente a diária de um superior fica pelos €140 e os restantes por €120.

A casa onde reside o hotel tem uma vizinhança do melhor, casas antigas bem recuperadas, o rio e um vinhedo que se perde pelo horizonte, penso que mais apropriado não poderia ser.

Assim, há quartos com vista para o vinhedo e rio, quartos com vista para o vinhedo e serra, e quartos simplesmente com vista para o vinhedo.

Depois de ultrapassada a porta da entrada, onde alguém simpaticamente se oferece para ajudar e carregar as nossas malas, não encontramos a tradicional recepção, mas sim umas confortáveis cadeiras em frente de uma bonita mesa com um tampo bastante largo.

Sentamo-nos e, confortavelmente, fazemos o check-in de uma forma descontraída e, diria mesmo, divertida.

Lanço-me à escadaria de pedra que separa a recepção e uma pequena sala com lareira e televisão, para o piso onde se encontram os quartos.

Ao subir, estou num hall com mais um lanço de escadas e mais quartos, a sala de refeições, um corredor com várias portas (quartos) e, ao fundo, uma outra sala de estar. A decoração é simples, entre o branco da pintura e o "amadeirado"do soalho e escadas, podemos ver algumas estátuas de santos e mais arte sacra.

Vou para o quarto (n.º 4) e vejo que a decoração é sóbria e acolhedora: um hall com armários, uma porta para a casa de banho com um duche fantástico e um quarto com mobília requintada, desde a cama com dossel e um colchão e almofadas muito confortáveis, às mesinhas de cabeceira clássicas, terminando no espaçoso sofá.

Notei logo a ausência de televisão, mas pensei que, quem vem para o Douro para este cenário, pretende perder tempo a fechar-se no quarto?

Visitei outros quartos e verifiquei que, apesar da decoração ser muito similar, é sempre diferente em cores, mobília e outros pormenores, e, afinal, os quartos 1 a 3 têm televisão, mas são os únicos.

O restaurante está sob a batuta da excelente cozinheira e muita afamada na região pelas suas iguarias tradicionais, Teresa Serpa Pimentel. Praticamente todos os dias muda a ementa, pois quando chega algo novo tem de cozinhar e disponibilizar aos vários comensais que procuram este restaurante.

Bacalhau com broa, perna de cabrito, arroz de polvo com filetes e a posta mirandesa são algumas das especialidades residentes, junte estas às várias sugestões que diariamente Teresa disponibiliza e certamente vai encontrar o prato que mais lhe agrada, mas garanto-lhe que tudo é bom!

Os vinhos, como não poderia deixar de ser, são os da casa e a preços de venda, o que não deixa de ser relevante. Por pouco mais de €25, pode fazer aqui uma bela refeição (excluem-se os vinhos).

Mesmo ao lado do hotel está a loja e centro de enoturismo da quinta e, por €7, pode visitar as adegas e lagares e terminar com uma prova de seis vinhos diferentes - neste campo, é a Tânia que se encarrega de fazer as honras da casa.

É importante referir que esta família e propriedade estão fortemente ligadas à produção de vinho, pois foram uma das primeiras a engarrafar vinhos com a sua própria marca em 1738.

Outros programas como aulas de cozinha, passeios de barco, provas de azeite, rotas de vinhos, entre muitos mais, são disponibilizados e, para isso, basta ir à recepção e pedir mais informações.

Desde já, recomendo as aulas de cozinha acompanhadas por uma prova de vinhos para assim poder aprender o melhor de dois mundos: comer bem, harmonizando com excelentes néctares.

O projecto de arquitectura esteve a cargo de Miguel Veríssimo e a decoração foi uma parceria ente o José Manuel Leite Castro e a família Serpa Pimentel, que resulta num local lindo onde a simbiose entre o espaço e a hospitalidade da família resultam num destino obrigatório.

Detalhes
The Wine House Hotel
Cambres 5100-387 Lamego
+351 254 313 228 |F: +351 254 321 359
enoturismo@quintadapacheca.com
www.quintadapacheca.com
W 7 º 47' 52.9'' N 41º 9' 18.2''

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Três propostas para engordar no Natal e uma um pouco menos

3 Chefes de Cozinha, 1 nutricionista e 9 receitas!

Alva Seixas Martins é a nutricionista e, Henrique Mouro, Justa Nobre e Vítor Claro os chefes que aceitaram o desafio da GO Magazine para criar 9 receitas para este Natal.


Por Henrique Mouro
Chefe do restaurante Assinatura


Rua do Vale Pereiro, Nº 19
1250-270 Lisboa
Telefone: (351) 21 386 76 96
www.assinatura.com.pt
Email: restaurante@assinatura.com.pt
GPS: 38º 43' 14 N , 9º 09' 07 O
Almoço: Segunda a Sexta
das 12:30 às 15:00
Jantar: Terça a Sábado
das 19:30 às 22:30 (23:30 sexta e sábado)

Bacalhau no forno com todos e mais alguns

4 pessoas
4 lombos de bacalhau
1 Molho de agrião
1 Batata média
1 Cenoura
1 Alho francês
1 Nabo
8 Ovos de codorniz
1 Cebola
4 Dentes de alho
100 gr de farinha
1 Ovo
1 Fio de azeite
1 dl de cerveja ou vinho branco
Sal
Pimenta

Preparação

O bacalhau
Prepara-se um polme com a gema do ovo, a farinha, um fio de azeite, a cerveja ou o vinho branco mexendo com umas varas até homogeneizar, incorpora-se por fim a clara do ovo em castelo e tempera-se de sal e pimenta.
Passam-se os nacos de bacalhau pelo polme e cora-se em azeite. Terminam-se no forno.

Os “todos”
Descascam-se a batata e os restantes legumes, cortam-se em cubos e levam-se ao forno, a 160º, temperados com azeite, sal e pimenta. Salpicam-se com salsa picada no final.

O creme de agrião
Escaldam-se os agriões em água e sal e arrefecem-se de seguida em água e gelo. Escorrem-se bem. Num tacho com um pouco de manteiga sua-se a cebola, o alho francês e o alho, molha-se em seguida com a água da cozedura dos agriões e deixa-se ferver durante 15 minutos acrescentando no fim os agriões escaldados. Passa-se pela varinha mágica e rectificam-se os temperos.
Os ovos cozem-se durante 3 minutos em água e sal.

Pudim de castanhas e abóbora e canela

Bolo de abóbora:
100gr de farinha de amêndoa
200gr de açúcar
100gr de puré de abóbora
1 Ovo
5 Gemas
10gr de farinha sem fermento

Misturar todos os elementos e levar ao forno a 180º durante 10 minutos

Pudim de castanhas:
1 Ovo
7 Gemas
400gr de açúcar
½ lt de leite
100gr de puré de castanhas

Envolver todos os elementos e cozer a 150º durante 30 minutos em banho Maria

Creme
de requeijão:
500gr de requeijão
125gr de açúcar em pó

Misturar com ajuda de umas varas de cozinha até obter um creme.

Por Justa Nobre
Chefe do restaurante Spazio Buondi


Avenida Sacadura Cabral 53 B
10
00-273 Lisboa
Portugal
Telefone: (351) 217 970 760
www.buondicaffe.com
spazio_buondi@hotmail.com
GPS: 38º 44' 35 N , 9º 08' 39 O
Almoço:Todos os dias
das 12:00 às 15:00
Jantar: Todos os dias
das 19:30 às 23:00



Lebre à Dr. Canas da Silva

1 Lebre grande
2 Perdizes
3 dl de Porto Tawny
1 dl de Conhaque
2 dentes de Alho
2 colheres de sopa de Mostarda de Dijon
2 dl de Azeite
2 pés de Tomilho fresco
Flor de Sal

Tira-se o lombinho e às pernas às Lebres, desossam-se as pernas deixando o osso da ponta e abrem-se os peitinhos, tiram-se os peitos às perdizes e cortam-se em escalopes e recheiam-se as pernas e os peitinhos da lebre, fecham-se com palitos ou corda e levam-se a corar no azeite quente de um lado de outro.
Junta-se os restantes ingredientes menos a mostarda e deixa-se cozinhar, no fim junta-se a Mostarda, e bate-se bem o molho

Para acompanhamento
Feijão Branco Guizado


500gr de Feijão branco cozido
150gr de Bacon aos cubos pequenos
1 dl de Azeite
1 Tomate grande picado
1 Cebola picada
2 dentes de Alho picados
1 folha de Louro

Numa frigideira funda, salteia-se o bacon com o azeite, junta-se a cebola, o alho, o tomate e o louro, depois o feijão e deixa-se cozinhar um pouco

Sopa de Crustáceos Folhada
6 Pessoas

200 gr de Camarões descascados e picados
Miolo de 12 Ameijoas
200 gr de carne de Lagosta picada
100 gr de carne de Santola
6 Mexilhões grandes sem casca
1,5 lt de Àgua de cozer os mariscos
3 dl de Natas
1 copo de Porto seco
1 Alho Francês
30 gr de Gengibre fresco
Umas gotas de picante
150 gr de Margarina
Flôr de Sal-Noz Moscada e Pimenta Q.B.


Salteia-se o alho francês às tirinhas na margarina, junta-se os mariscos e o gengibre, refresca-se com porto, junta-se a àgua dos mariscos e ferve 2 minutos, junta-se as natas o picante a pimenta e a noz moscada, rectifica-se o sal.
Põe-se numas tigelas que possam ir ao forno e tapam-se com uma rodela de massa folhada, fechando bem a tigela e vai ao forno a 180º durante 10 minutos ou até a massa folhada estar cozida.

Azevias de Castanhas

Massa
700 gr de Farinha sem fermento
2 colheres de sopa de Azeite
2 colheres de sopa de Banha
2 colheres de sopa de Margarina
1 cálice de aguardente
Àgua morna Q.B.
Óleo para fritar
Açúcar e Canela para povilhar

Recheio
300 gr de puré de Castanha
300 gr de Açúcar

Leva-se o Açúcar ao lume com 1 chávena de àgua até fazer ponto de cabelo, junta-se o puré de Castanhas e volta ao lume mexendo sempre durante 1 minuto, retira-se para um prato fundo e deixa-se arrefecer.

Numa terrina põe-se a farinha, faz-se um buraco no meio e junta-se as 3 gorduras quentes, mistura-se bem, junta-se a aguardente e alguma àgua morna, amassa-se bem, deixa-se com consistência elástica, faz-se uma bola tapa-se com um pano e deixa-se repousar em lugar quente durante 1 hora.
Estende-se com o rolo, que fique bem fina, corta-se as rodelas de 8 cm de diâmetro, onde se coloca 1 colher de sobremesa de puré de Castanhas e dobram-se, fritam-se em óleo quente e envolvem-se com o açúcar e a canela

Por Vitor Claro Chefe do restaurante Hotel Albatroz

Rua Frederico Arouca, 100
2750-353 Cascais
Telefone: (351) 21 484 73 80
www.albatrozhotels.com
Email: albatroz@albatrozhotels.com
GPS: 38º 41' 58 N , 9º 25' 02 O
Almoço:Todos os dias
das 12:00 às 15:00
Jantar: Todos os dias
das 19:30 às 22:30


Javali com Camarão e Cogumelos
4 Pessoas


Picar 400gr de camarão muito finamente.
Temperar com sesamo tostado, coentros e cebolo laminado e um pouco de sal e um toque de amido de milho.
Misturar tudo e rechear 12 gyozas.
Com as cascas, fazer um caldo escuro. clarificar e temperar com molho de soja.
Cortar 4 miscaros ao meio e retirar muito bem a areia evitando ensopar em água.
Fechar em vácuo com azeite e cozer a 85º durante meia hora.
Cortar o lombo do javali em nacos. corar em azeite e deixar repousar. cozinhar em forno a 63º com vapor.
Corar os gyozas.
Corar os cogumelos laminados.

Dourada com Pastinagas Assadas,
Salvia e Beterraba

4 Pessoas


Filetar uma dourada selvagem, de 1,5kg
Fazer uma salmoura com 70g de sal por litro (o ideal é usar água do mar...).
Mergulhar os filetes na salmoura por dez minutos.
Fechar em vácuo com um fio de azeite e cozer a vapor a 63º durante cinco minutos.
Descascar a pastinaga.
Saltear em azeite, bem quente e assar no forno até ficarem bem tenras.
Retirar o sumo a uma beterraba pequena. reduzir em lume muito brando.
Escaldar 8couves de bruxelas e retirar as folhas.
Aquecer uma noz de manteiga e quando corar juntar algumas folhas de salvia.
Juntar a pastinaga. envolver na manteiga e regar o peixe com esta manteiga.
Empratar o peixe, as folhas de couve de bruxelas aquecias, a pastinaga, as folhas de salvia.
Pingar com o sumo espesso de beterraba.

Consomé de batata doce e queijo da Ilha
4 Pessoas

Assar 1,5kg de batata. Retirar o centro do miolo e voltar a assar as cascas.
Quando estiverem bem tostadas, fazer um caldo com pouca água, uma cenoura e um talo de aipo.
Passar o puré na bimby, emulsionando com azeite. juntar no fim um molho de cebolinho picado.
Entretanto coza 50gr de lentilhas de Puy. Escorrer e guardar.
Colocar no prato as lentilhas e o puré.
Polvilhar de pimenta recem moída e queijo da ilha ralado.
Se possível, escolher um queijo da ilha mais envelhecido como o S.Miguel Velho ou um Graciosa.
Regar com o caldo de batata doce, rectificando de sal.

Por Dra. Alva Seixas Martins
Nutricionista

Licenciada em Ciências da Nutrição e Alimentação pela Universidade do Porto, trabalhou nos últimos anos em áreas tão diversas como a nutrição clínica, a restauração colectiva, a industria alimentar, o ensino e a promoção da saúde.

Foi responsável pelo Serviço de Alimentação e Dietética do Hospital Distrital de Torres Novas e directora executiva da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

Actualmente exerce o cargo de provedora do cliente do grupo Jerónimo Martins.

Fritos de Abobora…
no forno


Ingredientes:
2 kg de abóbora menina
Sal, cravinho e azeite q.b.
80 gr de farinh a 65
4 ovos e duas claras
4 colheres de sopa de açúcar mascavado
2 laranjas
Gengibre fresco ralado q.b.
1 colher de sobremesa de manteiga
1/2 cálice pequeno de aguardente
Açúcar, canela

Coza a abóbora em água ligeiramente temperada com sal, cravinho e azeite, melhor ainda se a cozer no microondas, pois precisa de pouca ou nenhuma agua. Passe-a pelo passador e esprema o polme obtido dentro de um pano, para lhe retirar toda a água.

Ao puré de abóbora junte as gemas, a farinha, o açúcar e a raspa das cascas das laranjas, um pouco de gengibre fresco ralado, 1 colher de sobremesa de manteiga e meio cálice pequeno de aguardente. Misture bem sem bater. Por fim adicione as claras batidas em castelo bem firme. Coloque colheradas desta massa num tabuleiro de forno coberto com papel encerado. Coza em quente.

Sirva os fritos polvilhados com açúcar e canela ou açúcar baunilhado. Também os pode decorar com pepitas de chocolate – as crianças gostam.

O seu amigo cozinheiro pode melhorar a receita. O objectivo é fazer destes doces regionais fritos uma iguaria mais aromática e menos calórica.
Outras achegas nutricionais a explorar por si…..
emagrecer as suas Receitas
Utilize porções mais pequenas de carne ou peixe, partindo-as em fatias ou cubos mais pequenos e fazendo-as acompanhar de doses mais generosas de farináceos, fruta ou vegetais “carnudos” como os cogumelos ou a beringela.
Inclua legumes nos pratos mais calóricos como por exemplo no arroz de pato fica bem com couve em juliana grosa – desse modo diminui a porção “calorica”, mas não reduz o volume de comida.
Desengordure molhos e caldos - A gordura é menos densa do que a água, por isso tende a ficar à superfície. Enquanto cozinha, recolha a gordura acumulada à superfície, com a ajuda de uma colher. Um método mais fácil, mas mais moroso, consiste em levar o cozinhado ao frigorífico até que a gordura solidifique à superfície e depois, removê-la.
Asse no forno, com pouca gordura; deixe os alimentos marinarem previamente; asse-os numa cama de legumes como a cebola, tomate, alho, cenouras, e um pouco de azeite;
Use o forno como alternativa à fritadeira para preparar salgados rissóis, panadinhos, batata “frita”, borrifando os alimentos com azeite ou óleo amendoim com a ajuda de um pulverizador;
Asse as aves com pele mas não a coma
Substitua total ou parcialmente o leite completo por leite magro e as natas, por iogurte natural.
Reduza o número de gemas de ovo, substituindo dois ovos inteiros por quatro claras ou por duas claras e um ovo inteiro.
Nos doces, reduza cerca de um terço a quantidade de açúcar e utilize puré de ameixa (100gr de ameixas secas trituradas com 3 colheres de água quente) ou puré de banana ou maça para substituir parte da gordura (não mais do que metade). Uma colher de sopa de puré de ameixa substitui igual quantidade de manteiga ou margarina.
Use as especiarias “doces” como a canela, cravinho, noz moscada, pimenta da Jamaica e o anis para aumentar a percepção do sabor doce, nas suas receitas modificadas.
Bebidas Natalícias

O eggnog servido frio numa taça de ponche (licor de ovo à base de leite ou natas, gemas, açúcar, noz moscada e rum, brandy ou whiskey), é considerada a bebida mais consumida em todo o mundo durante a quadra natalícia.
Muito popular é também o mulled wine, especialmente no Reino Unido (vinho quente, preparado com mel, gemas e canela), assim como o glögg preferido dos Nórdicos, servido bem quente em taças com amêndoas e passas de uva.
Típico do Natal é também o wassail um vinho doce e carregado de especiarias que desde há largos séculos faz parte das tradições natalícias anglo-saxónicas.

Seja qual a for a sua opção, lembre-se que estas bebidas quentes, aromáticas e doces são muito calóricas, razão pela qual deve beber pequenas quantidades. Procure reservá-las para o momento mais especial, por exemplo para a chegada do pai Natal , e até lá delicie-se com uma chávena de chá verde, de menta, ... ajudará na digestão, reconforta e se bebido sem açúcar é totalmente isento de calorias!


O Natal é a festa da família, mesmo para aqueles que estão à parte do Cristianismo. A festa está profundamente enraizada na cultura dos portugueses. Alguns vão à Missa do Galo e outros refugiam-se no calor das casas à espera da meia-noite para os miúdos abrirem os presentes.
Na noite de Consoada o bacalhau cozido com todos é provavelmente o prato preferido. A rotina é essa mesmo. De casa para casa os rituais imitam-se. Porém, há alternativas imaginativas, umas mais tradicionais do que outras. O espírito é o mesmo.
Em busca duma Consoada diferente fomos ouvir alguns chefs e uma nutricionista. Cada um com suas propostas. Cada um com a sua visão da festa, mas que nunca se afastam muito da tradição dos afectos.
O Natal é uma festa de abundança. Da austeridade da noite de Consoada seguem-se dias de fazer levantar os níveis de colesterol e de preencher demasiado a roupa. Apesar do carácter religioso da data, os cristãos caem facilmente no pecado da gula. Mas filosofias e juízos de valor ficam fora do texto, porque o tempo é de festa e logo virá o momento para acertar contas com a consciência e a balança.
A nutricionista Alva Seixas Martins desdramatiza a questão do apetite pelas iguarias de Natal. Os excessos fazem parte dos prazeres da vida. As regras fizeram-se para se quebrarem, mas não para se deixarem cair a todo o momento.
A especialista revela que, em média, as pessoas engordam um ou dois quilos na época natalícia. Não vem grande mal ao mundo abusar nos dias de festa. O problema está na antecipação da data dos festejos e no seu prolongamento. Com a sociedade de consumo a badalar cedo a festa maior do Cristianismo, as festas à mesa começam muitas vezes em meados de Novembro. Passa o Natal, passa o Ano Novo e a coisa só pára no Dia de Reis… ou uns diazinhos depois. Este é o problema, salienta Alva Seixas Martins.
“O Natal é para engordar”, diz o chef Henrique Mouro, do restaurante Assinatura, em Lisboa. “Engordo um ou dois quilos. Mas o Natal para mim passa depressa, talvez por isso não engorde tanto. É o dia e a véspera. Logo depois volta-se à realidade com o fim-de-ano. Se ganho algum peso perco-o logo a seguir.”
“O Natal não é para emagrecer, é para aquecer a alma. E nada melhor do que estar com a família a ter uma boa refeição”, diz Justa Nobre, do restaurante Spazzio Buondi, em Lisboa.
Para quem trabalha em hotelaria, o Natal não é uma época fácil, adianta o chef Vítor Claro, do Hotel Albatroz, em Cascais. “A véspera de Natal é para mim o único dia que digo como sagrado e que faço toda a questão que seja só para mim e para quem eu quero.”
Vítor Claro refere que o Natal “é uma época que diz família, generosidade, que traz memórias”. “É quando se torna obrigatório, por auto-obrigação, juntar as pessoas que mais gosto, e que ao longo do resto do ano se torna tantas vezes, por falta de tempo, impossível.”
Vítor Claro apresenta a receita mais arrojada e afirma que a Consoada “é a refeição mais importante do ano”.
Javali com Camarão e Cogumelos, dourada com pastinagas assadas e consomé de batata doce e queijo da Ilha. O chef explica as suas escolhas: “O desafio para mim era grande. Era ver a ceia de Natal como comida, que é o meu trabalho, e como técnica. E pensar em alguns pratos que fizessem sentido, especialmente baseando-me em produtos típicos da época.”
Henrique Mouro propõe uma Consoada menos radical. A aposta faz um balanço entre a tradição e a inovação. Bacalhau, pois com certeza, mas… está lá tudo o que manda a lei, mas está diferente.
Pela sua vontade sai um bacalhau no forno “com todos e mais alguns”. O peixe é corado, os legumes são assados e tocados pelo azeite, alho, sal e pimenta. Ovos de codorniz cozidos rematam o conjunto. Para sobremesa, Henrique Mouro vai buscar um dos produtos da época e da tradição, a abóbora e a castanha. “Na ceia sou tradicionalista; bacalhau. Mas sempre um pouco diferente.”
Porém, as opções poderiam ser outras. Puxando pela sua memória de Alentejo, Henrique Mouro cita o cabrito, o borrego ou o peru preto. “A tradição é diversa. Tudo é possível. Até já vi leitão e vitela. Em tempos já foi o polvo e a raia.”
Henrique Mouro nem na Consoada tem descanso. Cabe-lhe a ele a elaboração da refeição. Nem sempre foi assim. A ceia era trabalho das senhoras da família. Um dia cansou-se dos erros de confecção e assumiu o controlo dos tachos da casa. Agora é o chef quem cozinha. “Passei a cozer o bacalhau e não a fervê-lo nem a refervê-lo. Assim mantém a gelatina, ganha rigor.” A família agradece.
O chef do Assinatura salienta que o Natal é hoje mais do que uma festa religiosa. “É a festa da família. Como tenho filhos, é uma altura muito importante.”
Tradicionalista é Justa Nobre. Tradição transmontana e com orgulho. “Sou transmontana, o Natal tem de ter polvo, bacalhau, congro e galo capão. É isso que há essencialmente no meu sítio de Vale Prados, em Macedo de Cavaleiros.”
Contudo, a proposta de Justa Nobre é um pouco diferente daquelas que indicou, porém bem portuguesa e invernal. Uma lebre com feijão branco e uma sopa de crustáceos folhada. Em casa vai servir o ubíquo bacalhau, o polvo, a couve penca, batata e cebola. Os doces são os da ordem: rabanadas, filhós, sonhos, azevias e milhos doces, “que é como o arroz doce, só que feito com milho”.
Para o dia 25 de Dezembro, a mesa de Justa Nobre continua farta, embora costume variar mais de ano para ano. A carne é obrigatória. Em princípio será cabrito assado e “uma bela canja”. Chocolates e frutos secos para terminar.
“Em todas as nossas províncias há pratos fabulosos. O Natal é sempre celebrado com as suas especialidades e todas elas boas. A lebre e a perdiz fazem-se em qualquer parte do país, e não é preciso ser-se rico para as ter. Talvez seja um pouco mais caro em Lisboa, mas no campo basta caçá-los e cozinhá-los com amor”, remata Justa Nobre.
Antes de terminar refira-se a proposta de sobremesa de Alva Seixas Martins. Imaginativa, sem romper completamente com a tradição. Abóbora, pois então. Contudo, a confecção é bem diferente. Festa é festa, mas convém ter cuidado, diz a especialista. Um excesso de vez em quando vai bem.

Texto publicado originalmente na revista GO Magazine a 26 de Novembro de 2010

Novidades no Arola de São Paulo

Para quem estiver a pensar passar por são Paulo no Brasil nos próximos tempos, aqui vai uma sugestão verdadeiramente magnifica!

O multi galardoado chefe espanhol Sergi Arola que assumiu o comando do restaurante Arola Vintetres no 23º andar do Tivoli São Paulo, mudou a sua ementa para entrar em 2011 cheio de novidades.

Novos menus de degustação apelidados de “Descubiertas” Arola Vintetres com três tipos de opções: Tapeo, constituído de 3 tapas, prato principal e sobremesa; Gastrobar, com 5 tapas, prato principal e sobremesa; e o Experiencia Arola Vintetres, com 7 tapas, prato principal e sobremesa.

Quanto a novos pratos há o “Cocas” Arola, um tipo de pizza, em formato rectangular, originária das Ilhas Baleares, com diferentes tipos de recheios.

Muitos pasteis e tapas como os espárragos blancos, pulpo estofado a la Gallega, pancenta de Cerdo y Jamón Ibéricos de Belleto e outros.

No menu continuam continuam residentes os clássicos, como as famosas Batatas bravas “Arola”, o Polvo na brasa com batatas confitadas e pimentón de la Vera, Jamón Ibérico de Bellota, Lombo de cordeiro marinado com compota de ameixa e macadamia "al Maceración Carbónica” e Ravióli de rabo de boi.

Se dúvida da qualidade gastronómica, veja os prémios que recebeu apenas com um ano de existência:Grande Prémio de Excelência 2010 pela revista Prazeres da Mesa;
  • Prémio Melhor Cozinha Espanhola de São Paulo 2010 pela revista Go’Where Gastronomia;
  • O Melhor da Cozinha Espanhola no Brasil pelo Guia Quatro Rodas 2011;
  • Indicado para o Prémio Comer & Beber 2010/2011 pela revista Veja São Paulo.
Detalhes:
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