sábado, 20 de novembro de 2010

Gastronomia e vinhos no iPhone

(Press Release)

Verificar os restaurantes, obter notas de prova de vinhos, aceder a notícias diárias sobre enogastronomia e visionar os vídeos da Essência do Vinho TV são algumas das possibilidades que a revista WINE – A Essência do Vinho proporciona a partir de agora aos utilizadores do iPhone.

Através de uma aplicação desenvolvida pela Appstore, a WINE – A Essência do Vinho torna-se pioneira em Portugal, neste sector da Imprensa especializada em vinho e gastronomia, a disponibilizar conteúdos avalizados para o iPhone, que já conta mais de 500.000 utilizadores nacionais e quase um milhão de brasileiros.

“Trata-se de mais um passo da Essência do Vinho no sentido de alargar a produção de conteúdos a novas plataformas de comunicação que têm ganho importantes audiências ao longo dos anos”, realça Nuno Pires, director executivo da Essência do Vinho e da revista WINE – A Essência do Vinho.

A aposta no segmento das novas tecnologias de informação e comunicação tem sido vincada pela empresa que, neste momento, envia também uma newsletter electrónica semanal para um universo superior a 176.000 subscritores, produz conteúdos audiovisuais através da Essência do Vinho TV (www.essenciadovinhotv.com) e conta mais de 10.000 seguidores nas páginas que detém na rede social Facebook.

“Muito em breve anunciaremos ainda uma importante parceria estratégica relacionada com conteúdos na Internet e que nos permitirá alcançar ainda mais público”, acrescenta Nuno Pires.

Disponível em Portugal e no Brasil, a revista WINE – A Essência do Vinho é uma publicação da Essência do Vinho, empresa líder na realização e promoção de eventos enogastronómicos no nosso país, tendo já experiência em mercados externos como o Brasil, Angola, Estados Unidos e Suíça.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Finalmente é sexta-feira

Estava a acabar de ler as recomendações da Câmara de Lisboa sobre o trânsito durante os próximos dois dias e, ao fim de 5 minutos, perdi-me nas ruas e avenidas.

À custa da "Lisbon Summit", a capital vai andar às avessas.

Pode dar muito prestígio ao País, mas dá uma carga de chatices em alterações ao quotidiano.

E como não quero encher o texto de rotas alternativas para as minhas sugestões, vou centrar-me na cidade do Porto.

Esta semana houve uma grande afluência de cozinheiros ao Hotel Porto Palácio para assistir ao Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha.

Foram mais de 300 a trocar ideias e a debater o futuro da profissão.

Eu, como não poderia deixar de ser, também marquei presença, pois, perante tal aglomerado de saber gastronómico, retiram-se as melhores e mais frescas novidades do meio.

Novidade fresquinha é a abertura, na passada quarta-feira, de um novo espaço de restauração: A Casa de Pasto da Palmeira, que é do mesmo proprietário da Horta dos Reis em Vila Nova de Gaia.

O Madeira, nome pelo qual é conhecido, decide atravessar a ponte da Arrábida em direcção à Foz e abre um novo restaurante a apostar nos petiscos e degustações de pequenas porções.

Só fecha à terça-feira e, nos restantes dias, abre do meio-dia até à meia-noite. Boa comida a bom preço.
Rua do Passeio Alegre 450.
Tel: 226 168 244

Quem tem estado a dar frutos da sua criatividade é o novo, mas experiente, chefe Vítor Matos, que se mudou do Hotel Tiara, no Porto, para a Casa da Calçada, em Amarante.

Não deixe de lá ir para experimentar a carta residente, que parece que vai ser mudada lá para meados de Dezembro.

A minha recomendação é que aproveite os preços de época baixa e, durante a sua refeição, não pode deixar de provar a sobremesa "vintage".
Largo do Paço - Amarante.
T: 255 410 830.
www.casadacalcada.com

Voltando ao Porto e a um dos seus grandes clássicos - falo na Casa Aleixo e no seu arroz de feijão e de polvo. Ainda esta semana tive a oportunidade e privilégio de comprovar que a qualidade e o rigor das receitas, que tanto celebrizaram este espaço, seguem as suas linhas tradicionais.

Junto à estação da Campanhã, debaixo do grande letreiro com o nome da casa, tem um espaço verdadeiramente familiar, onde a qualidade e os preços andam de mãos dadas.

A sua proprietária, Inês Diniz, encarrega-se que a sua refeição seja um acontecimento que certamente não o decepcionará.

Quando lá for, não se esqueça de procurar no cesto dos vinhos algumas das raridades da casa e tentar a sua sorte, pois aqui, se o vinho não estiver em condições (a idade não perdoa alguns néctares), pode sempre abrir outra sem custos extra.
Rua da estação, 216.
Tel: 225 370 462

Ainda dentro dos mais tradicionais e familiares, bati à porta da Cozinha do Manel, subi os degraus do 215 da rua do Heroísmo junto ao museu militar e dou de caras com os "barros" que albergam deliciosas confecções.

Aqui, o show coocking está estabelecido há anos e não é uma tendência de mercado, é algo que nunca foi escondido - há rigor e tradição e não há nada para se esconder. Assim foi, ainda é e continuará a ser a teoria desta casa.

Os filetes de pescada ou o cabrito assado no forno a lenha são as minhas recomendações, mas, para ser sincero, até agora nada me desiludiu nesta casa.

Se passar por lá numa terça, peça o arroz de pato, mas, se for à quinta, é o cozido que faz as honras da casa.
Tel: 225 363 388.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Le Chef: A Castanha

Por Vítor Claro
Chefe do Restaurante Hotel Albatroz-Cascais

O som das castanhas a estalar na brasa e o grito do homem que as vende (até a ASAE se lembrar...) querem sempre lembrar-nos que o frio está aí à porta.

A castanha é hoje menos utilizada enquanto guarnição de mesa e mais como uma espécie de petisco quase sempre salgado, mas nem por isso caiu no esquecimento da sua valiosa função nutritiva de há alguns séculos atrás, antes de termos descoberto a lógica da batata... a castanha teve, muito mais do que hoje, um lugar cimeiro nos pratos dos portugueses e dos europeus.

Uma preparação francesa é um requinte doce. "Marron glacé", miolo de castanha confeitado, sucessivamente em caldas mais fortes, até termos uma espécie de bombom super-doce e super-delicioso.

As castanhas do norte de Portugal, Trás-os-montes e da Beira Interior são de qualidade reconhecida, de vários calibres, todos eles de fantástico sabor e quando frescas, de uma macieza tenra quase cremosa.

Serão, junto com a sardinha, um dos últimos bastiões da afamada "sazonalidade". De facto, não lembra a ninguém em pleno Agosto passar na Praça da Figueira e encontrar uma motorizada "tunning" com um assador a carvão e alguém de manga à cava aos gritos de alguma coisa quente... por melhor que seja (ou de uma sardinha na brasa... por alturas do... Carnaval!).

Costumamos, nesta altura do ano, aquecermo-nos por dentro com elas "quentes e boas" e sempre estaladiças e tostadas. Ou então cozidas, com erva doce, especiaria que nos é tão familiar como estranha... lembrando os rebuçados de funcho das ilhas e, ao mesmo tempo, a estranheza que cria à maior parte dos portugueses, um bolbo fresco de funcho, com o seu subtil aroma doce e delicado.

Juntei a esta receita outro ingrediente... mágico, a trufa negra. Também nesta altura do ano nos brinda com a sua existência e o seu perfume que consegue transformar quase todos os pratos em luxos terrenos.

Poucos poderão saber é que a trufa cresce preferencialmente nos solos ricos perto de carvalhos e..... castanheiros.

Raia com castanhas e trufas negras
Ingredientes (4pax)
1kg de asa de raia limpa
16 castanhas médias
1 funcho grande
1 trufa preta
2 pimento padron
1 bróculo-filho (os mais finos)
4 camarões 20/30
4 folhas de wonton
100g vinagre de arroz
20g açúcar
5g sal

Preparação:
Descascar as castanhas. Escaldar em água dois minutos e pelar.

Estufar com pouca água as aparas do funcho, uma noz de manteiga, sal e um pouco de açúcar. (Um toque de licor de castanha fica bem bom...)

Ferver o vinagre com o sal e o açúcar e deitar para um recipiente com o interior do funcho laminado.

Picar MUITO finamente o camarão descascado (metade pode mesmo ser passado no 1,2,3),
temperar a gosto e enrolar nas folhas de wonton e cozer a vapor.
Picar as pontas do brócolos.

Numa frigideira, derreter manteiga e cozinhar a raia, sem deixar ganhar cor. No fim, colocar as pontas do brócolos e cozinhar junto com a raia.

Empratar tudo e no fim laminar a trufa para o prato, em último lugar, preferencialmente na mesa!


VINHO
Navazos-Niepoort, branco Palomino 2008

O "véu", característica dos palominos finos, mais acentuada nos olorosos, apresenta-se neste vinho numa filosofia totalmente nova, como um vinho de mesa de graduação alcoolica tranquila.

O perfil salino, quase a lembrar maresia e ostras, e o aroma da oxidação nobre, a lembrar nozes e óleos gordos, vão na minha opinião encaixar, junto com a muito refrescante acidez, neste prato de raia, peixe tão sui-generis.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Chefes reunem-se no Porto

Está a decorrer no Hotel Porto Palácio a maior reunião dos profissionais de cozinha com o tema Produtos da Nossa Terra. Grandes chefes de cozinha Hélio Loureiro, José Cordeiro, António Alexandre, António Vieira, Pedro Lemos, José Avillez, Nuno Diniz, Hans Neuer e Francisco Gomes abordam as novas tendências da gastronomia portuguesa, os seus produtos e as suas questões emergentes.

Destacamos alguns momentos do programa de hoje:

11h30 - Debate: Novos Desafios para os Chefes de Cozinha
Intervenientes: Chefes Hélio Loureiro, José Cordeiro, António Alexandre

12h15 - Demonstração de pastelaria
Interveniente: Joaquim de Sousa

15h - Lançamento da campanha "a Copo!", da ViniPortugal

15h30 - Restauração no Porto: Chefes Proprietários
Intervenientes: Chefes Fausto Airoldi, Rui Paula, António Vieira, Pedro Lemos

Mais informações no site oficial!

O meu menu : Pelos Caminhos de Portugal

Hoje acordei a pensar em água, nos peixes nos barcos e marinheiros!

E foi assim que comecei a pensar quais eram os restaurantes que sobre este tema poderiam dar uma boa resposta para "executivos", acumulando, uma boa refeição.

Foi junto ao Oceanário que encontrei este menu: Terrina de beringelas grelhadas com queijo da ilha, manjericão e tomate; Crepes gratinados de bacalhau e espinafres com creme de camarão; Olho de bife grelhado com chimichurri; Vulcão de chocolate com gelado de nata.

Foi a ver o Tejo, a outra margem, o Oceanário, e até o teleférico, que degustei esta refeição na esplanada do Água e Sal.

Um restaurante descontraído, moderno e muito agradável que reúne muitas influências da América Latina, com a gastronomia portuguesa e um pequeno cheiro a Açores.

A sala ampla e com um pé direito de perder de vista tem uns candeeiros em linho que "iluminam" a decoração do espaço. Aos almoços de fim--de-semana, o restaurante dedica uma parte do menu aos "enfants".

E hoje, sendo terça-feira, e porque gosto que vivam as mesma experiencias que eu, junto a este artigo um voucher de 10% até dia 15 de Dezembro.

E para usufruir basta levar uma cópia do jornal ou recorte deste artigo.

Sem perder a concentração inicial, desloquei-me à procura dos barcos e de um local onde, juntamente com uma boa refeição, pudesse relaxar ao som do tilintar dos mastros.

E vejam só o que descobri na Marina de Cascais: Salada de peito de pato fumado com tangerina e vinagrete de Romã; Bacalhau lascado com puré de grão e amêndoas torradas; Carne lombinho de vitela branca com puré de batata violeta e molho de cogumelos selvagens; mousse de chocolate gelada, panacota de coco e frutos vermelhos.

Estou no restaurante e bar Hemingway a degustar as criações do Chefe Igor Martinho.

Há quem o conheça por ser o chefe do Ano, outros pela Quinta dos Frades, mas eu reconheço-o pela sua criatividade, simplicidade e rigor técnico. O espaço é moderno e interessante, combinando várias frentes num só resultado: o de servir bem!

A Telma faz as honras da casa; Pedro também dá a cara; mas são o shacker e os copos os seus melhores aliados, e o Igor cozinha - uma trilogia de sucesso. Senão veja este menu:

Restaurante, esplanada, música ao vivo, bar e muito boa disposição!

Se há algo na marina de Cascais que mereça atenção é com certeza o Hemingway.

Leve a cópia do OJE ou recorte deste artigo e até dia 15 de Dezembro divirta-se ao som dos sabores e cocktails... do mar!

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Voucher
10% na factura até dia 15 Dezembro (Max 6 pessoas)
Restaurante Água e Sal
aguaesalrestaurante.wordpress.com
Esplanada D. Carlos I - Oceanário de Lisboa 1990-005 Lisboa
W 9º 5' 33'' N 38º 45' 57''
Tel. (+351) 218 936 189
Email: restauranteaguaesal@gmail.com

10% na factura até dia 15 Dezembro (Max 6 pessoas)
Restaurante Hemingway by Igor Martinho
www.hemingwaycascais.com
Marina de Cascais 58-1º 2750-800 Cascais
W 9° 25' 8" N 38° 41' 29''
Tel. (+351) 916 224 452
Email: hemingwaycascais@gmail.com

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 16 de Novembro de 2010