segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Branding aquático

O universo das águas...

Há uns anos, o acto de comprar uma garrafa ou garrafão de água estava associado a poucas acções e todas elas bem presentes na minha mente: a primeira, e mais comum, passava-se quando ia a um restaurante, pois era quase uma vergonha pedir um copo de água da torneira; a segundo, e também recorrente, era porque estava no Algarve e a água da torneira era "off limits"; terceira, e felizmente já não se pensa quase nela, era porque não havia água a sair das torneiras - ou um cano rebentava, ou não havia pressão, ou por uma outra razão provavelmente impensável nos dias de hoje.

Ganhei uns anos e uns quilos, e a vida e as vontades já não são as mesmas. Agora, a água já tem vários apelidos: suave, leve, delicada, gulosa, untuosa, DOP, da nascente, esquisit, gourmet e sei lá mais quantos.
Chegar a um local e pedir uma água e distinguirem apenas por fresca ou natural, ou com ou sem gás é cada vez mais um luxo.

Assim, e pesquisando o que o mercado actual tem para nos oferecer, fiquei maravilhado com o leque vastíssimo da oferta, não só pelo conteúdo líquido, como pela dedicação e empenho que se dá ao design das garrafas.

Em mais de 70% das garrafas deste segmento, o material usado é o vidro, outras quantas são em polímeros (vulgo plástico) e um número muito reduzido é de porcelana, metal e até cristal.

Os designs são tão distintos e personalizados que basta olharmos para a forma de uma garrafa que facilmente identificamos a marca.

Os casos mais conhecidos são os da Bling - esbeltas, altas e cravejadas de "diamantes" (cristais Swarovski), a Finé, desenhada pelo Karim Rashid, é outra que está longe de parecer uma garrafa de água, mas é facilmente reconhecida.

Curioso não?

A mais mediática e falada é a norueguesa VOSS e a sua garrafa cilíndrica é, nos testes de reconhecimento, aquela que recebe mais pontos.

Em Portugal, a febre das águas premium não passou ao lado e todas as unidades hoteleiras tentam destacar-se utilizando estas "garrafas design" como peça chave. Seja na decoração nos quartos ou como forma de criar status, simplesmente com uma água.

Ora vejamos. Os Hotéis Altis Castilho, em Lisboa, e o Porto Palácio, no Porto, têm sempre a Blue Kelt, água retirada de uma nascente em Yorkshire Wolds, a 1000 metros da superfície. Muito elegante e suave.

Os Hotéis Real Vila Itália, em Cascais, e Troia Resort apostaram mais na Solan de cabras (vidro nos quartos e restaurante, plástico no Spa e piscina). Esta, mais conhecida por causa do Real Madrid, é talvez a água com o maior crescimento em Portugal.

O luxuoso Vila Joya, no Algarve, onde integra o único restaurante com duas estrelas Michelin, optou pelas águas inglesas da Elsenham.

Além de uma água, é também uma verdadeira peça de design, tendo mesmo sido galardoada com a "Bottled Water World Design Award 2005".

O grupo hoteleiro Lágrimas preferiu as discretas Hildon, umas águas inglesas com baixa concentração de sódio e riquíssimas em cálcio. Boa para juntar a um whisky ou para acompanhar pratos de carne vermelha ou caça.

Em Évora, o Hotel M'ar de Ar apontou as suas baterias para a curiosa OGO.

Além de uma estética invulgar a lembrar uma bolha de oxigénio, leva 35 vezes mais oxigénio que as outras. Segundo estudos efectuados, o consumo desta água incrementa o nível de oxigenação do sangue logo após 15 minutos da ingestão.

Os restaurante também se renderam a esta nova tendência e já são vários os que criaram cartas apenas de águas.

Nomeadamente o Panorama do Hotel Sheraton e o Largo no Chiado, que tem como água de selecção a holandesa Sourcy.

O Tavares de José Avillez tem uma carta com várias opções, desde a exótica 420 Volcanic Water, proveniente dos antípodas na Nova Zelândia até à fantástica e única Pedras Salgadas.

O outro recém galardoado estrela Michelin, The Ocean, integrado no luxuoso Vila Vita, no Algarve, também tem várias opções, destacando-se a Blue Keld.

Encontrá-las fora destes locais também já foi mais difícil, havendo vários estabelecimentos onde podemos adquiri-las: Supermercados VIP em Cascais (214 821 911), na DeliDelux em Lisboa (218 862 070), GLS gourmet em Vila do Conde (252 099 145), Supermercados Apolónia no Algarve (289 351 440), www.saboresgourmet.pt via net, e nas lojas gourmet do grupo Auchan e do grupo Sonae.

A Fillico é talvez a mais cara, mas, mesmo assim, é a que mais rapidamente esgota nos supermercados e não são os €300 que impedem as pessoas de as comprarem.

Os dados de Outubro apontam para um crescimento de vendas na ordem dos 40% em relação ao ano homólogo.

Agora fica a questão, águas premium serão um luxo ou uma questão de gosto?

Águas são todas, agora depende do palato, do sentido estético e principalmente da carteira.
PVP: Fillico €300; Bling €30 a €2500; Finé 6€; Elsenham €10; 1 Litre €6; OGO €2,5; 420 Volcanic Water €5; Blue Keld €3; Voss €5,5; Hildon €2.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Finalmente é sexta-feira

Esta foi uma das semanas na qual tive a oportunidade de ver muitos restaurantes que estão a resultar, não só no panorama gastronómico, como na qualidade e simpatia do serviço.

O mais curioso é que todos são fora dos locais de destino tradicionais. Por isso, junto aqui uma dupla oportunidade sugerindo um fim-de-semana fora.

Cinco recém-empresários decidiram largar a azáfama da cidade e rumaram a Peniche, criando um projecto diferente.

Na mais movimentada avenida da cidade, abriram as portas do Tempero do Mar, garantindo a alta qualidade gastronómica.

Na defesa da honra dos tachos estão os chefes Ricardo Cera - ex-Chefe de Cozinha da Bica do Sapato, e cozinheiro no Pestana Palace, e Marcos Silva - também ele ex-Bica do Sapato.

A regra é pegar nos produtos locais e evidenciá-los através de formas clássicas de contenção, conferindo-lhes a contemporaneidade na criatividade.

Uma espécie de cozinha regional contemporânea de influências marinhas. Fui e gostei do que vi, agora falta mais gente confirmar a minha sugestão.

Av. do Mar 30-32 Peniche, tel. +351 262 185 545.

Depois de um jantar onde o chefe Adérito Gonçalves me fez lembrar os bons sabores transmontanos, não poderia deixar de fazer uma pequena menção ao seu fantástico cabrito da serra de Montesinho assado.

Sei que, para comer esta iguaria, não vai bater à porta ao lado, pois tem de ir ao restaurante O Geadas em Bragança. Mas se a fome de comer esta ode aos Deuses e mais um punhado de sobremesas feitas pela sua mulher aperta, então dê um salto ao Altis Park, pois ele vai lá estar até ao próximo domingo a servir estas e outras iguarias.

O Geadas - Rua do Loreto 32 Bragança, tel. +351 273 326 002 / Altis Park Avenida Engenheiro Arantes e Oliveira 9 Lisboa, tel. +351 218 434 200.

E, se quiser continuar por terras do norte, há mais locais onde pode ficar deslumbrado. Este é um dos sítios que faz com que, quem lá vá, se renda ao espaço.

Fica no Parque Dr. José Gama, em Mirandela, e chama-se Flor de Sal. O proprietário e criador do projecto, João Paulo Carlão, transformou o Flor de Sal num dos mais fantásticos restaurantes do país.

Maravilhosamente decorado, perfeitamente integrado na paisagem, uma garrafeira que faz chorar muitos dos seguidores de culto e uma gastronomia que se adequa às expectativas.

As Murgas recheadas de foie gras de pato e flamejadas em cognac, trufa e sumo das mesmas é um prato que vou levar na minha memória gustativa por muitos anos.

Parque Dr. José Gama - Mirandela, tel. +351 278 203 063.

Se ficou pela capital para assistir à 35.ª edição do Moda Lisboa In The Market, então vá jantar a um restaurante cool ou fashion em Lisboa: Panorama do Leonel Pereira, Assinatura do Henrique Mouro, Alma do Henrique Sá Pessoa, Tavares do José Avillez, 100 Maneiras de Ljubomir Stanicic, Olivier Avenida, Pedro e o Lobo ou a Tasca da Esquina do Vítor Sobral, e depois vá para uma das festas que promete animação:
Hoje, 8: LOFT - DJ Vibe, BBC - Festa de inauguração do SushiFashion, Urban Beach - Festa da Caras, Lx Factory - Sala das Colunas, 5.º Aniversário N*Style Magazine;
Sábado, 9: Twins Lx - Festa de inauguração do Refresh Saturdays, Gossip - Fashion Victim.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 8 de Outubro de 2010

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Vencer no Algarve conquistar no Alentejo

Foi em terras algarvias, dirigindo o negócio Garrafeira Soares, que esta família se apresentou e afirmou no mundo dos vinhos.

Alguns anos após se iniciarem na distribuição, apaixonaram-se por um terreno em Albernoa, no baixo Alentejo, e investiram em 200 hectares de terreno quase baldio.

Seguiram-se os investimentos na vinha, nas árvores, na adega, na casa e até num hotel, e é em 2003 que fazem a primeira vindima, começando logo da melhor forma.
O Malhadinha tinto, na sua primeira aparição ao público, conquistou três importantes prémios na International Wine Challenge, em Londres.

A partir desse momento, vivem todos os dias sobre a motivação de fazerem mais: mais quantidade, mais variedade e mais qualidade.

Pois assim, das poucas castas que constituíram as primeiras vindimas dos 20 ha de vinha, juntaram-se mais 7 ha em 2006, havendo agora um conjunto muito alargado de castas: Antão Vaz, viognier, aragonês, alicante bouschet, trincadeira, syrah, touriga nacional e outras.

Hoje vou falar dos últimos a que tive acesso, começando por aquele que mais me espantou: O Malhadinha Branco 2009.
Foram 7936 garrafas produzidas das castas Arinto (50%), Viognier (35%) e Chardonnay (15%) que resultaram num elegante e moderno vinho.

Com aromas primaveris discretamente florais e vegetais, revela-se na boca muito intenso, fresco e frutado e com uma acidez graciosamente controlada.
A influência da madeira faz o seu final longo e persistente.

Via este vinho a acompanhar um robalo com ervas aromáticas ou marisco frito. Servia a 11ºC. PVP €18.

Ainda nos brancos, outro interessante e de uma complexidade mais graciosa é o Antão Vaz, que infelizmente já está esgotado, mas podemos encontrar uma das 4223 garrafas de 2009 nos mais perspicazes restaurantes.

Mineral, frutado e ligeiramente fumado nos seus aromas, revela a mesma potencialidade na boca, juntando-se uma acidez equilibrada.
É o parceiro ideal para peixes assados ou cozidos (com molhos).
Sirva entre os 9-10ºC. PVP €9,50.

O apogeu foi ao degustar o Marias 2007! O blend das castas Aragonês (60%), Alicante Bouschet (20%) e Cabernet Sauvignon (20%) só peca pela quantidade: 6200 - quantos por este mundo fora irão ser privados deste néctar dos Deuses?

A cor encarnada escura carregada, quase negra, revela inúmeros aromas elegantes onde os frutos vermelhos sobressaem, juntando-se elegantemente ao aroma de frutos secos torrados, revelando ainda notas especiadas e um pouco de tabaco.

A boca elegante e rica em sabores demarca-se pela sua estrutura de taninos muito robusta e polida, tornando o vinho macio e muito guloso.

O final é muito longo e graciosamente persistente, sendo um vinho que casa bem com pratos fortes e aromáticos.
Sirva entre os 16-18ºC, mas guarde algumas garrafas para provar daqui um par de anos ou mais.
PVP €60.

Parabéns ao enólogo Luís Duarte e à sua equipa, pois aqui só a excelência é que vai para os mercados

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Outubro de 2010

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Finalmente é sexta-feira

Depois do anúncio melindroso dos aumentos dos impostos, principalmente no que respeita ao IVA, sinto que a minha tarefa torna-se cada vez mais importante.

Pois é minha obrigação estimular e incentivar os portugueses a saírem mais, a viverem mais o nosso turismo, ou podemos cair na desgraça de vários estabelecimentos encerrarem as portas.

Para fugir à adversidade, começo por anunciar que o restaurante Saldanha Mar, no hotel Fontana Park em Lisboa, tem uma nova carta de jantar criada pelo chef Rui Matias.

A nova carta intitulada "Sabores do Mundo" divide-se em capítulos como "Entradas" - utilizando produtos como vieiras ou foie gras; "Do Atlântico" - com produtos provenientes do oceano; "Do Prado" - onde podemos optar entre algumas carnes, onde se inclui veado; "Nem é carne nem é peixe" - pastas e outros; "Sobremesas" - onde se pode deliciar entre uma pavlova com frutas da época, um fondue de chocolate e outras. Rua Eng. Vieira da Silva, 2 Lisboa, tel. 213 576 212.

Será certamente um bom jantar para este longo fim-de-semana.

Havendo a possibilidade de prolongar até terça os dias de descanso, seria uma desconsideração se não desse algumas opções "hoteleiras", começando pela minha mais recente estadia: "Herdade da Malhadinha".

O que a família Soares conseguiu: transformar um descampado e um conjunto de ruínas num dos mais espectaculares hotéis de campo que já visitei.

Silencioso, no topo de uma colina e rodeado de árvores, planícies, lagos e ausência de actividade urbana, é o local ideal para relaxar, descontrair e recuperar energias.

Um spa apaixonante, um restaurante fantástico com a assinatura do chefe Joachim Korper, uma adega repleta de excelentes néctares, uns por produzir e outros engarrafados, cavalos, bicicletas, jeeps... bem poderia continuar, mas mais vale ir lá e ver com os seus próprios olhos.

Albernoa - Beja, tel. 284 965 432.

Se pretende outro local de sonho, relaxe e bastante qualidade gastronómica, tem então no Douro, junto a vinhas e um rio cheio de história, o charmoso Aquapura.

Quartos fantásticos, uma piscina violeta chocante e cativante, uma vista de deslumbre, um serviço ao mais alto nível e uma oferta gastronómica deliciosa.

E como ainda há por lá vindimas a decorrer, pode certamente visitar uma das quintas e fascinar-se pelo encanto da transformação da baga em néctares inesquecíveis.

Quinta do Vale Abraão Samodães -Lamego, tel. 254 660 600.

Termino revelando que está a decorrer nas várias lojas do Continente a Feira de Vinhos até dia 17 de Outubro.

Várias opções como: Douro - Caldas, Enólogo Alves de Sousa; Dão -Quinta dos Pinhanços, Enólogo Álvaro e Castro; Beiras: Rebel, Enólogo Luís Pato; Tejo: Hobby, Enólogos Pedro Pinhão e Diogo Campilho, Península de Setúbal: Terras do Pó Castas, Enólogo Jaime Quendera; Alentejo: Rapariga da Quinta, Enólogo Luis Duarte.

É mais uma oportunidade de degustar vários vinhos, e depois comprar a um preço mais económico os néctares que mais gosta.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 1 de Outubro de 2010

Contemporaneidade sobre história

Lisboa é uma cidade que esconde pequenos segredos e grandes tesouros por todos os seus cantos e recantos, se procurarmos facilmente encontramos algo que nos maravilha.

Foi através de um convite para um almoço que me foi revelado um "dois em um".

Primeiro, entrei num pátio pequeno, no entanto fantástico, onde havia espaço para pouco mais de dois pares de carros, e, ao sair da viatura, entrei no hall que antecede a sala de jantar - já havia prenúncio de uma fantástica revelação.

Nada se gorou e as expectativas completaram-se: uma sala fantástica decorada de forma clássica, uma varanda de sonho e uma vista sobre um jardim que, quem não viu, não acredita que seja possível.

Estou na sala de jantar do Hotel Olissipo Lapa Palace, no restaurante Lapa, onde a primeira de duas revelações já está apresentada.

Agora, sentado à mesa, deixo de pensar na vista e decoração e foco-me na relevância deste texto: a gastronomia.

A carta divide-se em quatro especialidades mediterrânicas, seis entradas, seis sopas e pastas, quatro peixes, quatro carnes e pouco mais de meia dúzia de sobremesas.

A carta de vinhos é enriquecida conforme a chegada de novos e elegantes néctares, mantendo-se actual e adequada. Claro que há muitas propostas para harmonizações de toda a ementa e surpresas, como o amouse bouche.
Apesar de parecer que este é o relato de uma visita, na realidade é o resultado de várias visitas e degustações, sendo que, como em tudo, há uns que ganharam rapidamente o meu coração e outros que não chocaram, mas também não encantaram.

Do que provei e degustei, rendi-me rapidamente ao gaspacho do Lapa Palace com gambas (€16), suave e boa acidez - poderá ser uma opção de Verão ou de Inverno: apesar de frio, vence em todas as estações.

A sopa de ervilhas da época com lavagante (€16), a minha primeira opção quente é igualmente suave e o lavagante fantástico - não foram forretas e deram bastante do crustáceo para se mastigar, e que boa que estava a sopa!

O lombo de borrego com abóbora e aroma de café (€27) não é dos meus preferidos, pois gosto dos pratos mais salgados do que doces. A abóbora teve um papel dominante não no aroma, mas no açúcar, e o café era suave, não havendo um forte contrabalanço da acidez.
No fim da minha primeira visita, terminei com aquele que foi o meu preferido: Atum fresco marinado com abacate picante, crocante, salada de ervas e clementina fresca (€14). O atum revelou-se fresquíssimo e tudo o que estava no prato combinava e harmonizava - doce, amargo, ácido, crocante... bem, gostei verdadeiramente deste prato pela sua irreverência.

O jovem sub-chefe Hélder Santos, com a supervisão do veterano chefe Pimenta, venceram rapidamente este round, deixando-me num verdadeiro knock-out gastronómico. Se todos os combates fossem neste formato, haveria mais procura pela derrota do que pela vitória, pois o crítico só tem espaço para o elogio.

Mais uma visita e mais uma conquista dos chefes do restaurante Lapa. Desta vez, a experiência começou da mesma forma: optei novamente pelo gaspacho.

Seguiram-se as gambas "al allijo" (€14) que, apesar da repetição do marisco, em nada parecia que repetia, pois era um prato apresentado de forma diferente, mas repleto de sabor tradicional e com um pequeno twist do chefe.

Neste dia, terminei com uma das minhas sobremesas preferidas - o discreto mas saboroso tiramisú: bem executado, o doce é suave, o cacau não engasga e o final é algo para ficar na memória. Não sei se foi herança do anterior chefe italiano, mas a execução mantém-se exímia.

Restaurante Lapa: serviço impecável, execução gastronómica fantástica, sobre sabores que se recordam.

Detalhes
Olissippo Lapa Palace
www.olissippohotels.com
Rua Pau de Bandeira, 4, 1249 - 021 Lisboa
W 9º 9' 52'' N 38º 42' 28''
+351 213 949 494 / reservations@lapa-palace.com
Horário: Aberto todos os dias das 12h30 às 15 e das 19h30 às 22h30.
Preço: €55 com bebidas
Tipo de Cozinha: Portuguesa e italiana contemporânea
Cartões: MB, Visa, AMEX, Maestro, Mastercard, Dinners

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 30 de Setembro de 2010