domingo, 26 de setembro de 2010

Um Oceano Gastronómico

Sou um verdadeiro apaixonado pelo nosso país, se há algo de que não me envergonho é de começar um texto com um pouco de orgulho nacional.

Gosto do Algarve, sempre gostei desde criança, e tenho a certeza de que vou continuar a gostar.

São tantas as surpresas gastronómicas que esta região oferece, sempre prezando a mais alta qualidade.

Se formos fazer uma análise fria, é a região do país que tem mais estrelas e recomendações do guia Michelin, menções no guia American Express, entre outros.

Desde que conheci a cozinha do restaurante The Ocean, sob a batuta do jovem chefe austríaco Hans Neuner, fiquei com a certeza de que é possível chegar às tão cobiçadas três estrelas Michelin.

Eu sei que foi ainda há pouco tempo que ele recebeu a primeira, mas se a ambição, criatividade e nível técnico se mantiverem, nada vai parar este talento gastronómico.

O Ocean está integrado no luxuoso e fantástico resort hoteleiro do Vila Vita Parc, em Porches, tendo uma sala de decoração simples onde os pormenores são tão discretos que a atenção vai para os quatro pontos mais importantes: uma vista de sonho sobre a costa algarvia, um serviço de mesa e de louça dificilmente superáveis, uma garrafeira de fazer corar o mais nobre escanção e uma gastronomia única e exemplar.

A ementa está sempre a mudar e as sugestões têm um período de permanência de apenas uma semana, mas vou falar de algumas que, nos últimos tempos, me surpreenderam.

À mesa chegou um recipiente que, tal como uma cebola, vai-se revelando camada a camada.

Das três houve uma que mereceu uma atenção extra: era uma sardinha de escabeche enrolada com um pequeno gomo de toranja e um espantoso merengue que lhe incutia uma textura crocante simplesmente admirável.

Outra das referências que ainda se encontra no menu é a presa de porco preto com maçã Granny Smith, um ligeiro puré de alho e uma panchetta, em que o ponto do porco estava perfeito, combinado de forma subtil com a acidez da maçã e potenciado pelo ligeiro picante do puré de alho.

Este prato foi acompanhado pelo Herdade do Grous 23 Barricas, um dos ‘vinhos da casa', uma vez que os proprietários do resort também são os donos da Herdade do Grous.

Nas sobremesas, destaco a irreverente combinação entre o queijo de Azeitão líquido com muesli estaladiço de legumes e fruta - este é um daqueles pratos que se ama ou se odeia.

No meu caso, a paixão foi imediata. Sou um rendido ao ‘Azeitão' e achei esta combinação simplesmente divinal.

E porque o Sado estava mesmo presente neste prato, a combinação vínica foi com o Moscatel Roxo 1999 da Quinta da Bacalhoa, que se enquadrou perfeitamente na harmonização.

Com o café chegaram umas mignardises, também elas fantásticas.

Nada é feito ao acaso, tudo tem justificação e enquadramento.

Hans Neunar é um nome a decorar, pois este chefe ainda tem muito para crescer e, neste momento, já é gigante!

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.


Detalhes
Restaurante The Ocean
Vila Vita Parc - Alporchinhos 8400-450 Porches
W 8º 22' 45'' N 37º 6' 6''
+351 282 310 100 / reservas@vilavitaparc.com
Horário: Aberto de quinta-feira a segunda-feira a partir das 19h.
Preço: Menu 4 pratos €90, 6 pratos €125
- suplemento vinhos €95/€65
Tipo de Cozinha: Autor
Cartões: MB, Visa, Maestro, Mastercard, Dinners

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 15 de Setembro de 2010

O meu menu : Pelos Caminhos de Portugal

Semanas após as minhas ultimas recomendações, volto hoje a escrever sobre as minhas aventuras gastronómicas por este Portugal fantástico. Lisboa, apesar das férias, não baixou os talheres, e quem ficou a trabalhar encontrou uma oferta fantástica e muito capaz.

O espaço de que vou falar é recomendado a qualquer hora do dia, pois é calmo para se manter uma boa reunião de negócios, é rápido para assim poder voltar ao trabalho, e come-se bem.

Ora delicie-se com este menu: Três entradas do dia (supresa da cozinha), um combinado de sushi e sashimi (entre 12 e 14 peças), uma dose de Gunka Olivier (bife de Kobe, foie gras e cebola caramelizada) e ainda um combinado de bacalhau preto marinado em miso e teriyaki ou uma gamba gigante salteada e flamejada em sake – menu Omakasse (€35).

É um dos japoneses que mais furor fez no verão e chama-se Yakuza.

O espaço pertence a Alexandre Maia Carvalho e ao mediático Olivier.

A decoração, como já tem sido habitual nos espaços de Olivier, foi da responsabilidade da sua irmã Sofia Costa. Cadeiras cómodas, muita luz e glamour são os ingredientes que compõem a decoração.

Lisboa ganha aqui um local diferente que une a comodidade dos locais ocidentais à boa gastronomia nipónica, e o OJE para o incentivar a visitar este espaço criou uma pequena parceria até ao dia 26 de Julho, oferecendo 10% de desconto sobre a factura dos almoços, e para isso basta levar a sua cópia da edição de hOJE ou o recorte deste artigo para usufruir deste atraente desconto.

A Serra da Estrela é um dos locais mais fantásticos de Portugal: branca e misteriosa no inverno, florida e romântica na primavera, quente no verão, e os meus atributos preferidos da serra, castanha e pensativa no Outono.

Assim, e para celebrar a quase entrada nesta estação, vou recomendar um espaço que combina a melhor gastronomia internacional e regional contemporânea, com um twist do Brasil.

Vejam o menu: Sopa Fria de melão com Presunto e Gelado de pimenta Preta (€7,20); Ovos pochés sobre espargos verdes, creme de queijo e trufas pretas de verão (€7,80); Cherne corado com tagliatelle fresco e creme de dois caviares (€19); Jarret de porco assado lentamente, com gratin de batata e esparregado de farinheira (€19);Tarte Tatin de maça, Creme de Baunilha e Gelado de Canela (€7,20).

Onde pode comer estas iguarias?

No Convento de Belmonte Gourmet!

É um pequeno paraíso “quase“ escondido no interior do país, pois quem o visita encarrega-se de fazer a mais valiosa das publicidades: O passa palavra.

Recuperação fantástica de um velho convento em Belmonte, transformando o que há uns anos era uma ruína numa das mais belas pousadas do país.

A sala de jantar de decoração sóbria e de bom gosto, é o palco ideal para as criações do chefe Valdir Lubave, que depois de passar algumas temporadas com alguns dos melhores chefes do mundo decidiu assentar arraiais por Portugal e presentear-nos com os seus conhecimentos e criatividade.

É um dos meus locais preferidos, pois alia o rústico ao moderno, a novidade à excelência e a simplicidade de quem sabe receber!

E porque o OJE gostou muito deste restaurante, aqui vai a nossa recomendação para uma visita obrigatória, aliada a um delicioso desconto de 10% (excepto jantares especiais). A partir de hoje e até ao dia 15 de Outubro leve a sua cópia do OJE ou recorte deste artigo e usufrua de uma refeição extraordinária.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

VOUCHER
10% sobre factura ao almoço
Restaurante Yakuza by Olivier
Edifício Tivoli Fórum - Av.da Liberdade 180, Loja F 1250-146 Lisboa
W 9º 8' 42'' N 38º 43' 13''
Tel. (+351) 213 571 502

10% sobre a factura (excepto em jantares especiais)
Restaurante Convento de Belmonte Gourmet
www.conventodebelmonte.pt
Serra da Esperança 6250 Belmonte

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 14 de Setembro de 2010

sábado, 25 de setembro de 2010

Finalmente sexta-feira

Depois de a chuva ter ameaçado instalar-se, parece que o bom tempo vai mesmo regressar e, como é habitual, trago uma mão cheia de sugestões para o seu fim-de-semana.

Acabadas as férias para quase todos, regressamos à azáfama do quotidiano, ainda revigorados pelos raios de sol de que temos usufruído durante todo o Verão, substituídos por pontuais dias de chuva e descidas de temperatura.

Mas nem tudo são más notícias, pois o nosso país tem muitas alternativas por explorar e divagar e, se não as conhece, aqui vão algumas sugestões para melhorar o seu fim-de-semana.

Começo por falar de um novo restaurante: O Pedro e o Lobo. Na Rua do Salitre nº 169, em Lisboa, é o primeiro projecto a solo dos chefs Diogo Noronha e Nuno Bergonse, que deixaram o prestigiado Moo em Barcelona e rumaram na procura de novos desafios.

Juntaram-se ao arquitecto Luís Batista, que assina o projecto arquitectónico, e daí nasce um novo espaço, contemporâneo, que procura a fusão entre a sofisticação e simplicidade.

Quanto à paparoca, esta é portuguesa contemporânea, onde as especialidades são a : Salada de quinoa, rabo de boi e tamboril lardeado.

Está aberto das 13h às 15h e das 20h às 23h, encerrando aos domingos e aos sábados ao almoço. O preço é de 20€ ao almoço e 35€ ao jantar. Tel: 211 933 719, www.pedroeolobo.pt.

Mas se quiser fazer algo verdadeiramente diferente, vá ao encontro do desafio lançado pelo produtor de vinhos Pinhal da Torre (Quinta do Alqueve e Quinta de São João) e vá vindimar.

Isso mesmo, é diferente e divertido: vista uma roupa confortável, uns sapatos prontos para o pó e a lama, um chapéu de palha e, claro, um par de luvas e trace o seu destino para Alpiarça.

Leve a sua família e pode colher os bagos, pisar as uvas no lagar, conhecer as castas do produtor, fazer provas dos vinhos e descobrir todos os segredos do processo de vindima de uma empresa familiar que está ligada à vinha e ao vinho há várias gerações.

As portas abrem às 7h dos dia 11 e 12 de Setembro e prolonga-se pela manhã toda. Vá e descubra como é que são produzidos os vinhos deste produtor.

Informações através do telefone 243 559 700 ou geral@pinhaldatorre.com, Quinta de São João 2090 Alpiarça -GPS 39º 16` N 8º 33` O.

Voltando aos sólidos, o chefe Ljubomir Stanisic do Restaurante 100 maneiras acabou de lançar um novo menu: I Love You. Certamente que o chefe se inspirou na sua outra paixão de nome Mónica e criou mais um irreverente e criativo menu.

Neste romântico menu podemos degustar Vieiras marinadas com azeite de avelã, puré de aipo e vinagreta de trufa, bombom de foie gras, Picanha, arancini de feijão preto, piso de coentros, chips de mandioca, entre outros.

Vá experimentar uma romântica inspiração gastronómica, e dirija-se ao Bairro Alto, na Rua do Teixeira, 35 em Lisboa. Reservas: 910 307 575.

Não se deixe arrasar pelo facto de ter regressado aos dias de trabalho e divirta-se gastronomicamente no fim-de-semana.

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Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 10 de Setembro de 2010

Redoma 17 anos de história

Desde que degustei pela primeira vez um Redoma, que entrou nos meus vinhos de selecção.

Tem todas as características que aprecio num vinho: novidade, irreverência, além de ser um vinho altamente gastronómico.

É importante frisar que, como não poderia deixar de ser, iniciei a minha relação pelos tintos, depois os brancos, terminando nos rosés.

Desde esse primeiro contacto que todos os anos faço a mesma pergunta: será possível manter a qualidade e talvez superar um pouco?

A resposta é sim!

Pois faz menos de uma semana que tive acesso às mais recentes novidades e nenhuma delas me desiludiu, até pelo contrário, o Redoma Branco 2009 é um néctar bastante surpreendente.

Começo por falar um pouco do mais clássico: o Redoma Tinto 2008. Já são 17 anos de história desde a sua primeira colheita na Quinta do Carril em 1991, mas não é pelo tempo de experiência que Dirk Niepoort baixa os braços ao progresso, e este ano voltou a demonstrar que tudo o que faz é para ser bom e contemporâneo.

O Batuta tinto é produzido de vinhas velhas entre os 60 a 120 anos, sendo um blend entre as castas Tinta Amarela, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão, e outras, resultando no engarrafamento de 13.847 garrafas.

Em 2008, a sua apresentação é escura e intensa, evidenciando notas de ameixa, pimenta e vegetais.

A boca é suave, muito frutada e mineral, com taninos e acidez muito equilibrados, terminando intenso e persistente. Recomendo servido a 18ºC com um bom bife grelhado ou frito e molho forte e especiado. PVP 29€.

Falando do Redoma Branco 2009, a história reza ao ano de 1995, sendo produzido principalmente das castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho e Arinto, revelando-se em 26.560 garrafas de um branco fantástico.

Limpo e cristalino, revela no nariz notas cítricas, minerais, um pouco de alperce e pêssego e uma ligeira tosta, e na boca essas mesmas notas revelam-se de forma fresca e elegante, de final complexo. Ideal para peixes assados, mariscos cozidos.

Sirva a 8-10ºC e o preço recomendado é de 14,70€.

Termino com o arrojado Redoma Branco Reserva 2009, também ele muito equilibrado e, principalmente, interessante.

Também ele é produzido das castas Rabigato, Codega, Donzelinho, Viosinho, Arinto e outras, dando lugar a mais de dez mil garrafas.

Envelhecido durante nove meses em cascos de carvalho francês, que lhe dão uma característica única e singular, este vinho é extremamente fresco e mineral e de uma complexidade apaixonante, com um subtil aroma a fumado.

A boca é um pouco ácida, mas mesmo assim equilibrada, passando para os sabores das frutas e minerais. Tem um bom potencial para envelhecimento. Sirva entre os 10-12ºC e o PVP situa-se nos 30€.

Dirk Niepoort não faz vinhos a pensar no seu ego, faz sim muitos vinhos de forma intensa e apaixonada, mas sempre a pensar que quem bebe os seus vinhos também tem uma palavra válida nas suas criações.

Os Redomas são vinhos para beber, degustar e, principalmente, apreciar.

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Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 8 de Setembro de 2010

É tempo das vindimas

Ano após ano, inovam-se técnicas, agilizam-se os processos, sabe-se mais do clima e do solo, mas apesar de todas as evoluções e conhecimento, os produtores de vinho entram sempre expectantes no início da vindima.

Durante vários meses as vinhas foram seguidas, fertilizadas e mais um punhado de acções, para estarem no seu melhor, numa acção que dura pouco mais de uma semana (dependendo sempre do tamanho da vinha): A apanha da uva!

O processo é muito delicado e tem de ser muito bem iniciado, pois antes de tempo a uva não está certamente no seu equilíbrio perfeito, tornando o vinho desinteressante, sem concentração de açúcar e, por sua vez, sem álcool.

Tarde demais o vinho é rico em açucares, muito alcoólico, normalmente de baixa acidez e extremamente adocicado.

Cada variedade tem o seu ponto óptimo de maturação e, consequentemente, uma data.

Escolhida a data, há vários factores a ter em conta antes de se iniciar o esmagamento. Um dos mais importantes é a selecção da uva, sendo a primeira fase ainda no local da apanha, tendo normalmente uma segunda selecção antes da entrada na adega.

Outro ponto essencial é a temperatura, pois sendo ela demasiado alta corre-se o risco de iniciar a fermentação prematuramente.

Seleccionada e com a temperatura controlada, a uva é posta em tanques/ lagares para ser pisada – muitos produtores continuam a usar o processo tradicional, em que são os homens e mulheres a esmagar com os pés, mas a grande maioria tem sistemas mecânicos que substituem o processo “pedonal”.

Deste processo resulta um suco chamado de mosto, que já está preparado para uma nova etapa: A fermentação.

A fermentação inicia-se de forma lenta com um aumento subtil da temperatura e a libertação de gás carbónico - fermentação tumultuosa, e segue-se para a fermentação lenta - dia após dia, a presença de açúcares vai diminuindo, o líquido separa-se do bagaço e das cascas, e a glucose e frutose (açúcares) transformam-se em álcool, mutando de mosto para vinho.

Agora é tempo de estagiar e para alguns vinhos a sua nova casa são os cascos de carvalho, onde permanecem vários meses a envelhecer e a criar características únicas, e outros vão para as cubas para estagiar até estarem prontos a engarrafar.
Alguns meses depois, saem dos mimos dos produtos e chegam às nossas mesas, onde os meses de preparação, vindima, estágio e engarrafamento são transformados em segundos de prazer e degustação, que na mente podem durar uma eternidade.

A festa pré-vindimas

Mas nem tudo é stress, alguns produtores fazem uma festa antes de começarem a vindimar, onde combinam três factores muito interessantes: a apresentação dos novos engarrafamentos e vinhos prontos a consumir, um jantar onde se pode fazer a combinação eno-gastronómica, e uma festa pela noite dentro com muito vinho do Porto para desanuviar os pensamentos. E, por umas escassas horas, divertem-se antes de passarem para a dureza da vindima.

Estou a falar de cinco produtores do Douro que se uniram não só para criar um grupo sólido de amizades, mas principalmente para divulgar os vinhos de mesa do Douro e os nossos muito apreciados Portos por este mundo fora: Os Douro Boys.
São eles o Dirk Niepoort da Niepoort, Francisco Olazabal da Quinta do Vale Meão , Cristiano van Zeller da Quinta do Vale Dona Maria, Tomás Roquette da Quinta do Crasto e Francisco Ferreira da Quinta do Vallado.

Este ano evidenciaram os lançamentos de: Brancos - Quinta do Crasto (Crasto), Van Zellers e VZ Douro (Van Zeller), Tiara, Redoma e Redoma Reserva (Niepoort) e Reserva, Valado e Moscatel Galego (Vallado). Tintos - Douro 2009, Vinhas Velhas 2008 e Superior 2007 e 2008 (Crasto), Van Zellers Rufo 2008, Quinta Vale D. Maria 2008 e Curriculum Vitae 2008 (Van Zeller), Redoma 2008, Batuta 2008 e Charme 2008 (Niepoort), Douro 2008, Reserva Field Blend 2008 e Touriga Nacional 2008 (Vallado), Meandro 2008 e Quinta do Vale Meão 2008.

Durante a apresentação ainda deu para provar grandes Portos: Crasto LBV 2006, Niepoort Vintage Pisca 2007, Crasto Vintage 2008, Vale Meão Vintage 2008, Vallado Tawny 10 anos, Quinta do Vale D. Maria VZ Tawny 10 Anos.
Quero realçar que ainda se provaram o Van Zellers Reserva 2008, Vertente 2008, Sousão e Adelaide 2008 do Vallado e um fantástico Porto Niepoort Colheita 2001.
Todos estes vinhos, depois da prova, tiveram direito à companhia das criativas e regionais obras do Chefe Rui Paula, que deram uma perspectiva gastronómica a uma degustação que jamais será esquecida.

Aguardamos agora os relatórios das vindimas, as novas amostras, e um excelente ano de vinho. E para o ano há mais!

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 6 de Setembro de 2010