quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Peixe Volta a Lisboa

Começa já no próximo sábado, dia 10 de Abril, no Pavilhão de Portugal em Lisboa, a 3ª edição do evento gastronómico Peixe em Lisboa.

Este ano, além das apresentações dos grandes chefes a trabalhar em solo luso, em que se incluem Alexandre Silva do Bocca, António Nobre do M'Ar de Ar, Hans Neuner do The Ocean, Leonel Pereira do Sheraton, Vitor Sobral da Tasca da Esquina, o evento vai dar um ênfase especial ao Brasil, convidando alguns dos nomes mais sonantes da cozinha brasileira e internacional.

Alex Atala, Bel Coelho, Claude Troigos, Beto Pimentel, Mara Salles e Tsuyoshi Murakami são nomes que vão marcar presença no auditório central, fazendo show cookings demonstrando toda a sua técnica, criatividade e arte.

O chefe catalão Joan Roca, distinguido com três estrelas Michelin no restaurante Celler de Can Roca, é um dos convidados que também mostrará ao público português a sua destreza culinária. Marco Canora é também convidado e promete originalidade na sua apresentação de cozinha ao vivo.

São doze, os restaurantes permanentes e três rotativos que diariamente, das 12 às 24 horas, vão estar em serviço contínuo, apresentando as suas melhores criatividades em torno do peixe e marisco, sendo uma oportunidade única de degustar as criações de alguns dos melhores chefes nacionais a partir de €5 por degustação.

Este ano, entre vários poderá contar com a presença de restaurantes como o Eleven, Fortaleza do Guincho, Tavares, York House, Cervejaria Ramiro, entre outros. As entradas têm preços diferentes se compradas para um dia: €15 com uma degustação de €5, fim-de-semana €25, cinco dias úteis €60, nove dias €100, e ainda há preços especiais para grupos acima de cinco pessoas.

Além dos shows cookings e dos restaurantes presentes, pode assistir a cursos de cozinha para adultos ou crianças, workshops de gastronomia e vinhos, provas com especialistas, espectáculos de cocktails, degustação de vinhos, cervejas, espirituosos, águas e cafés, música ao vivo e muito mais.

No dia 13 de Abril às 15h, será prestada uma homenagem à grande referência da crítica gastronómica portuguesa, David Lopes Ramos, pelo seu excelente e valioso contributo na imprensa generalista e especializada, bem como nos diversos livros publicados.

"Não querendo parecer um falso modesto, sinto-me honrado pelo reconhecimento, mas sou uma pessoa que recorre mais à descrição. Esta vai ser, sem dúvida, uma boa oportunidade de reunir a família e os amigos e poder estar com quem gosto", confessa o crítico.

Duarte Calvão vai, assim, novamente dirigir um evento de nove dias, em que o peixe e a gastronomia nacional são vividos intensamente e já se tornaram uma referência internacional.

Quer peixe? Então vá ao Pavilhão de Portugal entre os dias 10 e 18 de Abril.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Hoje, o Chefe Sou Eu!

Com o apoio do Aquafalls Spa Hotel, vai ser lançado a 9 de Abril, às 21h, na Biblioteca Municipal de Vieira do Minho, o livro “Hoje, o Chefe Sou Eu!”, uma edição para pais e crianças onde alguns dos mais reputados chefes de cozinha a trabalhar em Portugal partilham receitas saudáveis e divertidas, e com o qual será oferecido um avental de criança.

Amaya Guterres, Augusto Gemelli, Bertílio Gomes, Giorgio Damasio, Henrique Mouro, Henrique Sá Pessoa, João Leandro, Luís Américo, Mafalda Pinto Leite, Marco Gomes, Paulo Morais, Paulo Pinto, Ricardo Costa, Rui Paula e Vítor Matos são os 15 chefes que aceitaram o desafio de criar receitas que traduzem a importância de cultivar, desde tenra idade, hábitos alimentares saudáveis em todas as refeições.

Com prefácio de Ana Rito, Investigadora do Instituto Nacional de Saúde e Vice-Presidente do Conselho Científico da Plataforma Contra a Obesidade, “Hoje, o Chefe Sou Eu!” conta com fotos de Nuno Correia, que captou em imagem a colaboração entre chefes e crianças.

A apresentação estará a cargo de Ana Rito e do chef Luís Américo.

O meu menu : Pelos Caminhos de Portugal

OJE - Lifestyle - 2010.04.06

A Quaresma já passou e até tivemos direito a três dias de descanso, culminando o ritual de "Pessach" num belo repasto que decretou o fim da penitência e de um jejum de 40 dias.

Domingo passado as casas portuguesas encheram-se de cabrito, borrego, folar, bolos de amêndoa e muitos ovos de chocolate, ou seja, uma concentração calórica anormal, e assim fui à procura de um menu diferente e pela primeira vez exponho um buffet: por apenas €14,90 pode comer feijoada de batata-doce, castanhas à Alentejana, espetadas, filetes ou pataniscas com arroz de tomate e pimentos, cogumelos à Bulhão Pato, e muito mais, mas mesmo muito mais opções de qualidade, e, para terminar, umas sobremesas como o crumble da Avó (€3,75) ou Mousse de Maracujá (€3,85).

Estou a degustar iguarias de baixas calorias no restaurante vegetariano Terra, em Lisboa. Confesso que não procuro este tipo de cozinha com frequência e normalmente opto sempre por locais mais piscívoros ou carnívoros, mas este conquistou o meu paladar e tornou-se, para mim, num local de visita frequente.

Uma sala discretamente decorada, reforçada pelos aromas intensos da cozinha ligeira, e uma esplanada discreta, alegrada pelos suaves sons da queda de água, são razões suficientes para visitar este espaço e descobrir um tipo de cozinha alternativa e saudável.

E porque hoje é terça-feira, o OJE motiva-o a fazer várias visitas e, para começar, pode ir já hOJE e utilizar um desconto de 10% válido até dia 9 de Maio, e para isso basta levar a cópia da edição ou recorte deste artigo.

Fugindo da cidade, as alternativas são cada vez mais empolgantes, interessantes e por vezes uma necessidade à fuga do quotidiano, e nada melhor que escolher um destino que, além de único, tem uma gastronomia que simboliza os mais altos valores da cozinha regional.

Ora vejam este menu: Ravioli de queijo e pezinhos de porco de coentrada; fatias finas de lombo novilho com saladinha de espinafres vermelhos e queijo de ovelha; lombo de bacalhau ao vapor, estufado ligeiro de Grão-de-bico, legumes e "sames"; pintada corada com fatias finas de polenta e boletos flamejados; pastel de requeijão quente com gelado de chocolate, shot de café e gengibre; queijo de Serpa com doce de tomate - menu três pratos €30, e de cinco pratos €45.

Na versão portuguesa de "Napa Valley", mesmo no centro vínico alentejano, está o Gourmet da Malhadinha.

Hotel, Spa, produtores de vinho, incentivadores de actividades rurais e proprietários de um restaurante, sublime exemplo de uma cozinha alentejana contemporânea de sabor e bom gosto, a família Soares transformou este, outrora abandonado monte alentejano, numa espécie de oásis.

A sala está decorada de uma forma em que todos os pormenores são pensados e repensados para o conforto e harmonização entre estética, utensílios, repasto e o vinho produzido na propriedade.

Até ao dia 9 de Maio não se esqueça de levar a sua cópia do OJE ou recorte deste artigo e usufrua de uma fantástica oferta de 10% de desconto sobre a factura final.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Voucher:
10% no valor da factura válido até 09.05.2010
Restaurante Terra
www.restauranteterra.pt
Rua da Palmeira 15 - Princepe Real 1200-311 Lisboa (38º 42' 52.9'' N, 9º 8' 56.9'' W)
Tel. (+351) 707 108 108 / 213 421 407

10% no valor da factura válido até 09.05.2010
Restaurante Gourmet do Malhadinha
www.malhadinhanova.pt
7800-601 Albernoa - Beja (37º 49' 15.7'' N, 7º 58' 40.9'' W)
Tel. (+351) 284 965 211

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 6 de Abril de 2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rota das Estrelas


Os grupos Lágrimas Hotels & Emotions, Porto Bay Hotels & Resorts, Vila Vita Parc, Fortaleza do Guincho e o restaurante Tavares juntaram-se para um roteiro gastronómico nunca antes realizado em Portugal.

O roteiro gastronómico, que acontecerá ao longo da Primavera de 2010, decorrerá de Norte a Sul do País, incluindo a ilha da Madeira, em restaurantes premiados com estrelas Michelin. Cada um dos Chefes envolvidos será anfitrião, durante dois dias, de outros dois Chefes convidados, preparando um ou mais menus de degustação em equipa, o que auspicia experiências gastronómicas inesquecíveis.

Em suma, um festival gastronómico itinerante que vai oferecer aos apaixonados pela cozinha muitas oportunidades para saborear o que de melhor se faz em Portugal.

Para mais informações ver o blogue Rota das Estrelas

Calendário

22 e 23 de Abril - Funchal
Anfitrião:
The Cliff Bay Il Gallo D´Oro - Chef Benoît Sinthon
Convidados:
Eleven - Chef Joachim Koerper
Tavares - Chef José Avillez

29 e 30 de Abril - Lisboa
Anfitrião:
Tavares - Chef José Avillez
Convidados:
Quinta das Lágrimas Arcadas da Capela - Chef Albano Lourenço
Vila Vita Parc Ocean - Chef Hans Johann Neuner

6 e 7 de Maio - Algarve
Anfitrião:
Vila Vita Parc Ocean - Chef Hans Johann Neuner
Convidados:
Fortaleza do Guincho - Chef Vincent Farges
Eleven - Chef Joachim Koerper

13 e 14 de Maio - Coimbra
Anfitrião:
Quinta das Lágrimas Arcadas da Capela - Chef Albano Lourenço
Convidados:
Tavares - Chef José Avillez
Fortaleza do Guincho - Chef Vincent Farges

27 e 28 de Maio - Guincho
Anfitrião:
Fortaleza do Guincho - Chef Vincent Farges
Convidados:
The Cliff Bay Il Gallo D´Oro - Chef Benoît Sinthon
Quinta das Lágrimas Arcadas da Capela - Chef Albano Lourenço

3 e 4 de Junho - Lisboa
Anfitrião:
Eleven - Chef Joachim Koerper
Convidados:
Vila Vita Parc Ocean - Chef Hans Johann Neuner
The Cliff Bay Il Gallo D´Oro - Chef Benoît Sinthon

BYOB: Um conceito e um exemplo a seguir

OJE - Lifestyle - 2010.04.05

É uma sigla ainda bem desconhecida do público português: BYOB - Bring Your Own Bottle, que no fundo quer dizer traga a sua própria garrafa! Para onde? Para o seu restaurante preferido!

Quantas vezes não pensamos, e até dizemos, nos restaurantes onde mais gostamos de ir e tendencialmente mais visitamos: "Qualquer dia trago um vinho que deve ficar excelente com este prato"? Ou então, depois de épocas festivas como o Natal ou no nosso dia de aniversário, em que a generosidade dos nossos amigos ou família recai sobre o magnífico néctar de Baco que é o vinho, e pensamos onde podemos consumir estes presentes todos.

Bem, agora já não precisa de se preocupar, porque o conceito parece que veio mesmo para ficar, ainda que a passos de bebé se compararmos com os EUA, França ou Canadá, mas mesmo assim já são vários os restaurantes, e em diversos pontos do país que aderiram a este serviço.

Os preços, ou a "taxa de rolha", vão variando - em muitos casos o praticado é o valor do vinho da casa, outros fixam pelo que acham justo, e outros recebem de portas abertas e não cobram nada.

Vejam bem a lista de alguns dos locais que pode visitar e levar a sua própria garrafa: Lisboa e arredores - Associação Naval de Lisboa - 2€ PAX - 213635329, Clube dos Jornalistas - €5 - 213977138, Eleven - €9 - 213862211, York House - €3.5- 213962435, Tavares - €15 - 213421112, Salsa e Coentros - €0 - 218410990, Na Ordem com Suspiro - €0 - 218406117.

Porto e arredores: Shis - €6 - 226189593, Ferrugem (Famalicão) - €5 - 252911700, Restaurante Pedro Lemos - €7,5 Garrafa - 220115986, Quarenta e 4 (Matosinhos) - €0 - 229363706, Cafeína - €5 - 226108059. Eira do Mel - Valor do vinho da casa - €15 (e pode levar a garrafa) - 282639016 (V.N. Bispo), Arcadas (Coimbra) - €9 - 239802380, A Escola (Alcácer do Sal) - €0 - 265612816 , Luar de Janeiro (Évora) - €7.50 - 266749114, entre outros.

Muitos se questionam, "então o vinho que era uma das nossas melhores formas de rendimento, vamos abdicar de vendê-lo?

A pergunta que eu faço é, aqueles clientes que nunca iriam ao restaurante, agora podem ser uma fonte de rendimento, será que vale a pena abdicar destes? E quem sabe se, no dia seguinte, não voltam para uma refeição e um dos mais caros néctares da casa.

É tempo de abrir os olhos e de começar a aderir às tendências dos mercados e, principalmente, às vontades dos clientes, pois são estes que têm sempre a palavra final.

Ora vejamos um caso prático. No passado domingo estava um dia de sol excelente, e a minha vontade era ir para uma esplanada mas, de certa forma, levar o vinho que me apetecia beber. Telefonei para a York House e perguntei se era possível - resposta afirmativa. Depois questionei se o vinho que pretendia levar fazia parte da carta: negativo.

Pois acho que levar o vinho que está na carta não é um bom princípio e até pode ser ofensivo.

Assim, peguei nas minhas seis garrafas de Adega Mayor, almocei maravilhosamente e só tinha de pagar 21€. Poupei uns dinheiros e o restaurante não deixou de ganhar.

Se todos se queixam da crise, por que não investir numa nova forma de rendimento?

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Abril de 2010