sábado, 9 de janeiro de 2010

Churchill’s Port apresenta nova imagem

A Churchill’s deu a conhecer a sua nova imagem dos vinhos do Porto. Mais elegante, sóbria e sofisticada, o design transmite o carácter premium dos vinhos da Churchill’s.

A Churchill’s dá a conhecer a nova imagem dos vinhos Churchill’s Port. Apostando num design mais elegante, distinto e sofisticado, a nova imagem transmite o carácter premium dos vinhos do Porto Churchill’s exaltando também os valores da marca, conforme explica Daniela Mihranian, directora criativa da Interbrand: “Novas orientações foram desenvolvidas aquando da renovação da marca pondo em destaque os seus três valores – pureza, paixão e paciência.”

Essas mesmas orientações exercidas sobre a gama de vinhos foram rapidamente dilatadas passando a incorporar o vinho do Porto, como salienta a directora criativa: “Tivemos que trabalhar os dois portfólios.”

Os rótulos seguem assim uma linha comum em termos de design, sendo a hierarquização dos produtos feita através do tamanho dos mesmos.

Em termos de garrafas, foram apresentadas também as novas de 50cl dos vinhos do Porto branco e dos Tawnies de 10 e 20 anos. Foi mantida, no entanto, a garrafa transparente do Dry White que tanto sucesso fez a quando da sua concepção no longínquo ano de 1991 e, que segundo Maria Emília Campos, directora de vendas e marketing da Churchill’s, “ajudou definitivamente o consumidor a compreender o Porto branco de 10 anos que a Churchill’s comercializa”.

A nova imagem dos Churchill’s Port foi assim desenvolvida tendo em conta vários vinhos da Churchill’s. Ao Dry White de 10 anos juntaram-se o Quinta da Gricha e quatro novos vinhos que foram lançados ainda este ano. “E foi com estes novos vinhos que preparamos a nova imagem. Foi fácil passarmos do vinho do porto para o Douro. Pegamos em algo muito especial para a empresa, a Quinta da Gricha que é um exemplo único do que se pode chamar “terroir” e fizemos fotografias aéreas dos terraços para incorporarmos nos rótulos dos nossos vinhos. É isso que queremos transmitir: expressão de terroir. Terroir Douro, terroir Gricha”, sublinha Maria Emília.

Temos muito orgulho de vermos a Quinta da Gricha retratada nos nossos rótulos, adianta a directora de vendas e marketing da Churchill’s, explicando o conceito de criação dos novos rótulos: “A hierarquização dos vinhos faz-se pelo tamanho dos rótulos – os super Premium “Quinta da Gricha” e “Churchill Estates” grande Reserva com o rótulo maior. O rótulo Grande reserva é sem dúvida um “must” junto de designers.”


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Best Foreign Language Blog 2009

Caros amigos é oficial!

O EuSouGourmet foi o grande vencedor de 2009 da Blogger's Choice Awards modalidade Foreign Language Blog.

A todos os que me têm seguido e apoiado o meu sincero obrigado,

Este ano sou automáticamente nomeado e conto novamente com o vosso voto e apoio-

E não se esqueçam Boa Sorte e Bom Gourmet

Eu Sou Gourmet e tu?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Manifesto de Luís Baena

OJE - Lifestyle - 2010.01.06
Imagens Rui Santos

Abriu há um mês e já é referenciado por alguns bloguistas como um dos lugares mais interessantes de Lisboa. Na passada segunda-feira fui verificar com os meus próprios olhos e palato o que o Chef Luis Baena anda a fazer, agora a solo.

O espaço está originalmente decorado, relembrando um estilo pop art dos anos 60: o lettering usado e algum papel de parede têm semelhanças com os quadros de Andy Warhol, nomeadamente o Flowers de 1970 e o Marlyn Monroe de 1967, o primeiro substituído pelas criações gastronómicas de Baena e o segundo pelo retrato do Chef.

As mesas em vez de toalhas têm vinil e as paredes são decoradas por várias frases que fazem parte da vida deste cozinheiro. Outro detalhe delicioso são os candeeiros sobre o balcão do bar, também eles num estilo pop art.

O manifesto não é novidade, pois é assim que todos o conhecemos: cozinha irrequieta, vanguardista e criativa. A vontade de recriar-se e reinventar-se para exceder- -se a si próprio e demonstrar a sua paixão na criação.

As ementas são sempre diferentes, por isso a minha experiência poderá ser só minha e de alguns que por lá passaram a semana passada. Agora alguns ficaram e outros saíram e, claro, novos apareceram.

Há menus de degustação de cinco pratos que se iniciam nos 35€ (blowup), 48€ (vertigo) e 68€ (stairway to heaven). Este último é um desafio do chef, em tom de provocação, clamando: se não me conhece coloque-se nas minhas mãos e tenha coragem!

Caso queira ir pela carta, os preços variam entre os 10 a 15€ nas entradas, 18 a 25€ nos pratos principais, onde se incluem alguns vegetarianos e meia dúzia de sobremesas que variam entre os 9 e os 18€.

Ao almoço a carta é diferente, apresentando alguns petiscos como o pastel de massa tenra de galinha (3€), sushi de presunto de Barrancos (5€) com arroz de coentros ou de tomate (2,50€), migas de bacalhau de coentrada 12€ e a empada de cabrito (14€). Estes últimos têm meias doses de 6,5€ e 7,5€.

A minha experiência começou num Fricassé de cogumelos silvestres das Penhas Douradas e croûtons de curcuma. Não foi o meu favorito, visto que o sabor dos citrinos abafava um pouco os restantes ingredientes e a concha que substituía a tradicional colher não facilitava o trabalho. Mas mostra aqui um pouco da originalidade e o quebrar de barreiras a que este chefe se obriga.

A Gamba frita com caril manjericão e nage de wasabi estava boa, notava-se bem a qualidade dos ingredientes e a originalidade da sua confecção. A combinação da nage de wasabi com o manjericão foi uma agradável surpresa, pois dava um toque asiático e mediterrânico bastante original.

O Pregado com crosta de mostarda foi o ponto mais alto, muito bem preparado, com uma crosta divinal e uma quadratura de crostas coloridas (açafrão, beterraba, salsa e tomilho limão, tinto de choco) a criar uma cama, que além do aspecto visual fantástico, enriquecia a harmonia dos sabores.

O Culombo de novilho com molhos diferentes estava novamente num ponto muito alto de gastronomia. O rabo de boi desfazia-se, não obrigando quase a passagem da faca, e o lombo mal passado fizeram música dentro da minha boca.

A emulsão de alho francês com feijão verde era realmente diferente, inovadora e saborosa. Um pouco de caldo e uma batata gratinada acabavam a guarnição deste prato.

Terminei com o Triffle de bolacha Maria, molho de caramelo e praliné de amêndoa, que me pareceu um pouco mediano para o nível que até aqui se tinha instituído.
Este era o menu Vertigo € 48,00 + 2 copos de vinho 5€ + couvert 4€ + água 3€ e café 1,5 e paguei 61,50€.

Vou ter de voltar e provar outras criações, na certa interessantes e saborosas, mas essencialmente irreverentes.

Termino com uma frase que vi estampada na parede: "A culinária, como a língua, deve ser dinâmica", Mia Couto.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Detalhes
Restaurante Manifesto
Largo de Santos, 9C 1200-808 Lisboa
www.restaurantemanifesto.com
Tel.: +351 213 963 419
Telm.: +351 911 715 880
Horário: Aberto das 12h00 às 15h00 e das 19h30
às 00h00
Preço Médio: 45,00 €
Encerra: Encerra aos domingos e feriados o dia todo e sábados ao almoço
Tipo de Cozinha: Criativa de Autor
Cartões: MB, VISA, AMEX
Notas: Estacionamento no parque Vitorino Nemésio.

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 06 de Janeiro de 2010

Galo capão com espumante

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/


Ingredientes:
1 Galo capão
1 Garrafa de bom espumante bruto
0,5l natas
250gr cogumelos
1 Cebola
1 Cenoura
1 Haste de aipo
1 Alho francês
1 Dente de alho esmagado
1 Fio de azeite
150gr manteiga
Raminhos de alecrim
Sal e pimenta

Preparação:
Dê uma entaladela ao galo num caldo com água, um fio de azeite aromatizado com grãos de pimenta, 1 cebola, 1 cenoura, 1 haste de aipo e 1 alho francês. Cozinhe até os legumes estarem cozidos e macios.
Retire-o e resrve o caldo, prepare uma pasta com o alho esmagado e picado, o sal, metade das natas, a pimente e barre muito bem o galo.
m seguida coloque-o num tabuleiro para ir ao forno, regue-o com metade do espumante, o resto das natas e a manteiga cortada em cubos pequenos.
Disponha em volta raminhos de alecrim e leve ao forno a assar a uma temperatura de 160ºC.
Verifique a assadura de vez em quando e vá regando com o resto do espumante até a pele do capão estar tostada.
A meio da assadura introduza os cogumelos cortados em quartos e deixe-os cozinhar até ao final.
Sirva com batata palha e agrião.

Sugestão de vinho: Por António Coelho, Enólogo.
Redoma 2006
Douro D.O.C.

Cor granada intensa. Aroma de frutos negros, notas florais rodeadas de cedro. Na boca revela-se com estrutura acompanhada de elegância. Taninos presentes mas domados. Final longo recheado de especiarias.
Temperatura de serviço: 16-18ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O meu menu: Pelos caminhos de Portugal

OJE - Lifestyle - 2010.01.05

Mais um ano passado e muitas festas depois, muita família e sobretudo muita comida.

Nos últimos dias foram as calorias do champagne, mas ainda não faz duas semanas que as calorias vinham do peru, do bacalhau e dos milhentos doces que o Natal obriga.

Agora todos lamentamos o peso que se acumulou, mas como ainda estamos muito longe do Verão ainda há tempo para recuperar a forma.

A minha sugestão de menu desta semana pensa em boa comida e com muito sabor: Bife de atum fresco salteado em azeite (14€), o arroz negro de choco (13€), corvina à pescador (17€), spaghetti de carabineiros (47€, para dois), e a estes junte os peixes grelhados e os petiscos - salada de ovas, salada de polvo, amêijoas, berbigão... picanha.

Perdi-me um bocado no meio de toda esta comida, pois a intenção de hoje é recomendar um menu mais ligeiro que o habitual.

Pois aqui vai mais uma tentativa. Diariamente o chefe cria um prato um pouco mais ligeiro para o almoço, que custa apenas 10€, e hoje é... surpresa! Para saber o que é vai ter de, como eu, visitar o chef Miguel Reino, pois só de manhã, e depois de vir da praça, é que o chef sabe o que vai criar.
É um dos mais recentes espaços de Lisboa, situa-se entre o Carmo e a Trindade e chama-se: Aqui há Peixe.

É verdade, não está a ler mal, o Miguel Reino e a sua equipa fizeram as malas e saíram da Comporta para assentar arraiais em Lisboa.

Foram 11 anos de reinado na Comporta. Quem lá foi nunca se esquecerá certamente da visita pois, além de se comer bem, tinha uma vista fantástica sobre o mar. Assim, perde a praia para ganhar a cidade.

Passa, então, da casa de madeira construída sobre a areia para a antiga casa de pedra, perdendo o cenário de praia, mas mantendo os quadros e um pouco da decoração para relembrar as origens.

O peixe continua fresco, o marisco a brilhar e o grelhador continua a ser a alma e magia deste maravilhoso restaurante.

E caso apareça durante este mês com uma cópia deste jornal ou um recorte des te artigo, tem direito a um desconto de 10% sobre o valor da conta.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

Voucher
10% de desconto até ao fim de Janeiro
Restaurante Aqui Há Peixe
www. aquihapeixe.pt
Rua da Trindade nº 18 A, 1200-468 Lisboa
Tel.: 213 432 154
Telm.: 963 695 601
Email:aquihamiguel@gmail.com


Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 5 de Janeiro de 2010