terça-feira, 29 de setembro de 2009

O MEU MENU - Pelos Caminhos de Portugal

OJE - Lifestyle - 2009.09.29

Ontem foi dia de recuperar a rotina de trabalho, e de despachar os emails que insistem em aparecer ao fim-de-semana. Hoje já é terça-feira, e devemos alimentar o corpo e refrescar a alma, pois ainda há muitas horas de decisões pela frente.

Sendo assim o menu executivo para esta semana é: hoje - Arroz de pato, amanhã - Favinhas com entrecosto e chouriço, quinta - Lulinhas guisadas com arroz branco, e sexta - Carne de porco à portuguesa. Quanto a preços: prato e café 8,50€, sobremesa 1,50€ e vinho a copo desde 2€.

Assim vá até à esquina da Luís Bívar com a Tomás Ribeiro, onde vai encontrar o Sessenta, em cima número de porta, em baixo nome de restaurante.

A ementa varia diariamente. Para além de que no próprio dia, ao almoço tem pelo menos dois pratos, petiscos e vinhos durante a tarde, e ao jantar uma carta mais requintada e elaborada.
Boa comida, preços baixos, uma decoração moderna e repleta de pormenores deliciosos, criam uma envolvência acolhedora e única a este espaço.

E se levar a sua cópia do OJE ou o recorte do artigo vai beneficiar de um desconto de 15%, sobre a factura final.

Já no coração do Minho, junto às faldas do Gerês, podemos encontrar uma gastronomia rica de sabores, tradições e história.

Ora delicie-se com esta sugestão: Papas de Sarrabulho com Estaladiço de Pão (12€), Bacalhau à Moda do Convento de Bouro - Lombo de Bacalhau em Crosta de Broa, Batata a Murro, Grelos Salteados e Azeite Especial de Trás-os-Montes (27€), Arroz de Galo Pica no Chão Biológico Malandrinho - Certificado de Vila Verde (25€), Degustação de Doçarias Conventuais e Regionais (8€).

Esta esplêndida e apetitosa carta está disponível na Pousada de Santa Maria do Bouro, combinando a riqueza dos sabores da gastronomia regional com a grandiosidade do Mosteiro Cisterciense do século XII.

O arquitecto Souto Moura foi o grande responsável pelo projecto, criando um espaço magnífico, onde o projecto arquitectónico e decorativo enriqueceu o espaço, preservando o traço exterior, e adicionando o conforto interior que todos procuramos nestes lugares.

Os passeios pedonais ou de jipe aos locais de interesse são muito frequentes, sendo os mais populares aos Santuário da Nossa Senhora da Abadia. O Mosteiro de Rendufe, as barragens da Caniçada e Vilarinho das Furnas e a aldeia típica de Santa Isabel do Monte são outros dos pontos que não deve deixar de visitar quando pernoitar nesta pousada.

E porque hoje é terça-feira, as reservas são a preços mais reduzidos através do site www.pousadas.pt ou telefone 218 442 001.

Não se esqueça de levar a sua cópia do OJE ou recorte deste artigo, e apresentar no momento do check-in. E receba uma garrafa de vinho da adega das Pousadas de Portugal. Oferta válida até ao fim do ano.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.pt.

VOUCHER
15% Desconto no valor da factura
Restaurante Sessenta
www.sessenta.pt
Rua Tomás Ribeiro,60, 1050-231 Lisboa
Tel. (+351) 21 352 60 60
Email: geral@sessenta.pt

Uma garrafa de vinho da Adega das Pousadas de Portugal
Pousada de Amares - Santa Maria do Bouro
www.pousadas.pt
Santa Maria do Bouro 4720-688 Amares
Tel. (+351) 253 371 970-
Email: recepcao.bouro@pousadas.pt

Texto publicado originalmente no Lifestyle do diário OJE a 29 Setembro de 2009

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Dourada em Papelote

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/

Ingredientes (1 Pessoa):
Uma dourada pequena
½ Pimento vermelho
2 Cebolas pequenas
Tomate cherry
Tomilho
Aneto
Alcaparras
Sal
Azeite

Preparação:
Acenda o forno a 220ºC.
Corte um rectângulo de papel vegetal onde possa caber a dourada.
Regue o papel com um fio de azeite e ponha por cima a dourada temperada com sal e as ervas aromáticas e disponha à volta as cebolinhas, os tomates cherry cortados ao meio, o pimento às tirinhas e umas alcaparras.
Regue com um pouco mais de azeite, feche o papelote e ate-o com o cordel de cozinha.
Coza no forno quente por cerca de 20 minutos.

Sugestão de vinho: Por António Coelho, Enólogo.

Quinta da Lagoalva Talhão 1 – Branco 2008 Vinho Regional Tejo Cor citrina muito límpida. Aroma delicado de frutos tropicais e ligeiro floral. Na boca surge muito equilibrado com acidez gastronómica. Termina fresco e limonado.
Temperatura de serviço: 8-10ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet

terça-feira, 22 de setembro de 2009

The Balvenie: A tradição no fabrico do Single Malt

OJE - Lifestyle - 2009.09.22

Família e tradição, dois dos valores que mais sigo e respeito. Não foi preciso mais do que 5 minutos para me aperceber de que a minha viagem às destilarias da família Grants são o reflexo destes valores.

Esta pequena cidade onde os habitantes mais comuns são os barris, tem mais de 120 milhões de litros de whisky como residentes volantes. A sua estadia pode prolongar-se até aos 50 anos, mas o mais comum é ficarem apenas 12.

É actualmente a única destilaria do mundo que produz a sua própria cevada, tem e usa eiras de maltagem, mantém os tanoeiros e caldeireiros, tornando o The Balvenie o mais artesanal dos maltes.

O processo de produção artesanal é garantidamente mais moroso, mas também é o factor que garante a alta qualidade desta bebida, a sua forte personalidade e ainda o emprego a mais de 200 pessoas.

Está um dia de Sol, raro para estas zonas, o verde da Escócia brilha e o dia vai ser certamente agradável. O primeiro destino é o barley loft. Este armazém recebe diariamente toneladas de cevada, produzidas e ceifadas nos mais de 500 hectares de campo pertencentes à família Grants.
Robbie está cá todos os dias para garantir todos os passos da maltagem, ou seja, transformar a cevada em malte. Assim, durante dois a três dias o cereal é levado para um tanque cheio de água para aumentar a sua humidade e depois é espalhado pelo chão do malt floor.

Ao longo de dois dias, Robbie e os seus colegas têm de percorrer toda a área da eira com uma pá e, com um movimento semelhante ao swing do golfe, revirar todo o grão, garantindo uma secagem homogénea.

Segue-se a viagem até ao kiln (forno) para a secagem final da cevada, agora já malte. O fuel usado neste processo é o peat, turfa local e natural que imprime o gosto e aroma que caracteriza o The Balvenie. Grão seco e saboroso, e está na altura de extrair os açúcares: o mashing. A cevada é moída criando o grist que será conduzido para as mash tun, uma espécie de tanques gigantes com umas pás rotativas e cheios com água da nascente aquecida. Daqui vai resultar uma massa açucarada apelidada de wort.

São precisos apenas três dias a fermentar o wort para transformar esta mistura no wash. "Aqui para nós, é cerveja, um pouco mais densa, mais aromatizada e com 8% de álcool", confessa Ian, que diariamente controla os tanques do Brewing. Agora é tempo daquele processo mágico: a destilação!

Basicamente, este processo é onde se separam os álcoois e os seus aromas das matérias indesejáveis, através do aquecimento.

Deita-se, assim, o wash para os alambiques de cobre - wash still, onde durante seis horas é sujeito a temperaturas perto do ponto de ebulição, criando a evaporação. Os líquidos evaporados são recepcionados num pequeno depósito conhecido por low wines receiver. Nesta fase do processo já temos um líquido com 21% de álcool, que irá ser novamente destilado num dos alambiques mais pequenos, chamados de spirit still.

Assim que estiver entre os 70% a 65% de álcool, o stillman começa a redireccionar o denominado de middle cut para um tanque intermédio e posteriormente para os cascos de maturação.

Agora é tempo para o Malt Master iniciar o seu trabalho. David Stewart já conta com 47 anos de casa. Sendo um dos mais experientes do ramo, é o grande responsável pela criação da gama única do The Balvenie.

David revela que o seu trabalho é um reflexo de uma equipa experiente, muito consciente do facto de todas as fases do processo de produção artesanal serem primordiais para as características do whisky. E acrescentou: "O facto de os cascos serem preparados e mantidos pelos nossos tanoeiros garante uma maturação mais controlada e personalizada, de acordo com os altos padrões do The Balvenie." Um facto curioso associado à maturação é a perda de 1,5% a 2% do volume dos cascos em vapores, conhecido por angel share ou parte para os anjos. Se somarmos toda essa perda de whisky entre as dezenas de destilarias da Escócia, fico a perceber o descontrolo dos anjos nas condições climatéricas, justificando-se assim a permanente chuva neste país.

É tempo de provas! A visita a uma destilaria não estaria completa sem a degustação da gama de maltes produzida nesta casa.

Um tabuleiro, cinco copos, um pequeno jarro com água da nascente, e dá-se início aos trabalhos. O anfitrião é David Mair, Embaixador do Whisky Single Malt The Balvenie, que comenta: "Saber apreciar um whisky de malte é reconhecer os sabores e aromas que ele transmite". Eleva o copo à boca e confessa: "Este aroma e bouquet leva-me a recordar os verdes campos da região de Speyside".

Uma visita à Escócia não está completa sem a passagem por uma destilaria, mas, se o que pretende é ver o processo tradicional, então não procure mais, só o vai encontrar numa casa: The Balvenie.

Para aqueles que estão em pulgas para saber qual é a edição limitada deste ano, fica aqui a notícia em primeira-mão: é o The Balvenie Madeira Cask 17 Anos, com acabamento em cascos da Madeira.

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O MEU MENU - Pelos Caminhos de Portugal


Pelos caminhos de Portugal
Por Vicente Themudo de Castro

Quem procura o local ideal para almoçar com os seus colegas de empresa, exige que o espaço seja sóbrio, se possível bonito, o serviço sem falhas, uma carta de vinhos em que haja várias escolhas válidas para cada prato, e uma confecção de excelência.

O menu executivo desta semana é: Foie Gras, esmagada de banana, amêndoa, redução balsâmico (13€); Dourada, risotto de manjericão e wakame, tártaro tomate (19€); Arroz de pato (15€); Soufflé de chocolate com gelado de tangerina (6,5€).

Onde? No Porto, e chama-se Buhle!

Junto ao Castelo do Queijo, na Av. Montevideu, o Buhle é o espelho de um projecto em que todos ganham: os clientes, por visitarem e degustarem uma gastronomia segura e arrojada, e os que lá trabalham, ao verem os sorrisos de quem sai satisfeito com o que viveu.

Da cozinha sai a assinatura do já experiente jovem Chef Rodrigo Garrett, que passou por restaurantes como o Tuga em Londres, com o Chef Miguel Castro e Silva, e pelo Four Seasons em Miami, EUA.

Não se esqueça de, quando for visitar este espaço, levar a sua cópia do OJE ou um recorte deste artigo para beneficiar da oferta de um mixology cocktail.

Onde o Zêzere encontra o Tejo, há uma terra que ao longe nos faz lembrar um
presépio.

De perto nota-se cuidada e preparada para receber os seus visitantes e, na mesa e com este menu, eleva-nos aos céus: Mexilhão de escabeche (10€), Bacalhau com miga de pão de milho (12€), Entrecosto com migas, e Bife à Remédio D´Alma (14€), e Paixão de maracujá (3€) ou Espera maridos (3€).

O restaurante chama-se Remédio D'Alma, e só não cura quem não gosta de comer bem. A comida nesta casa é bem cozinhada, sem excessos ou falhas.

A cozinheira e proprietária Maria João é açoriana e foi em Constância, terra do poeta Camões, que decidiu fazer poesia com a gastronomia.

O marido, Carlos, é beirão e músico. Habituado aos palcos é o rei da sala, tornando o requintado espaço convidativo e acolhedor.

Apesar do Verão terminar hoje, o Sol ainda convida a degustar estas fantásticas especialidades açorianas na requintada esplanada virada para o Zêzere.

Vá e não volte logo para a cidade. A escassos quilómetros do Remédio D'Alma pode encontrar a relaxante Quinta do Troviscal, na barragem do Castelo de Bode.

Com três quartos e uma suite, este pequeno refúgio pode ser o seu destino para passar uns dias relaxantes fora do corrupio urbano.

Os preços dos quartos variam entre os 90€ e os 100€ e, quando fizer a sua reserva não se esqueça de dizer que veio recomendado pelo jornal OJE e poderá ter uma agradável surpresa.

Ver e viver é uma experiência que ainda sabe melhor quando a podemos partilhar.

Para comentar este artigo ou sugerir temas contacte o autor por gourmet@live.com.p

Detalhes
Quinta do Troviscal
www.troviscal.com
Castelo de Bode, 2300-152 Tomar
Tel. (+351) 249 371 318 / 917 333 456
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VOUCHER
Oferta do mixology cocktail BUHLE no valor de 8 €
Restaurante Buhle
www.buhle.pt
Avenida Montevideu 810, 4150-518 Porto
Tel. (+351) 220 109 929
Email: buhle.foz@gmail.com

Oferta de um prato principal, na compra de outro de valor igual ou superior
Restaurante Remédio D'Alma
www.remediodalma.com
Largo 5 de Outubro 4, 2250-029 Constância
Tel. (+351) 249 739 405
Email: geral@remediodalma.com

sábado, 19 de setembro de 2009

Asas de Frango Tandoori

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/

Ingredientes:
800gr Asas de frango do campo
3 Colheres de pasta tanddori
2dl Vinho branco
Sumo de uma lima
Sal
Azeite

Preparação:
Deite o vinho e o sumo para dentro de uma tigela, junte a pasta tandoori e mexa até diluir.
Tempere as asas de frango com sal e ponha a marinar algumas horas no molho.
Aqueça o forno a 200ºC.
Unte um tabuleiro com 2 ou 3 colheres de azeite, ponha as asas de frango e leve ao forno durante 30 minutos.

Sugestão de vinho:
Por António Coelho, Enólogo.

Terras do Crato Tinto 2006
Vinho Regional Ribatejano
Cor rubi média. Aroma de ameixa madura, frutos do bosque e algum mato verde. Na boca surge com volume, equilibrado, com taninos presentes, mas finos. Finaliza fresco, intenso com alguma compota.
Temperatura de serviço: 16-17ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet