quinta-feira, 25 de junho de 2009

Restaurante Panorama e Chef Leonel Pereira

www.sheraton.com/lisboa
Rua Latino Coelho 1 - Lisboa
Telefone: 21 312 00 00

Há trabalhos que eu faço por prazer, há prazeres que acabam em trabalho, e há prazeres que só encontro no meu trabalho.

Foi há pouco tempo que fui ao panorama e descobri uma nova visão da cozinha portuguesa.

A primeira fase da viagem começou por uma passagem pelo lobby do hotel, apanhar um elevador ultra sónico (ultimo piso), e partir para uma viagem sobre Lisboa sem sequer precisar de apanhar um avião.

Para os que não são fans deste meio de transporte, têm aqui uma oportunidade única de sobrevoar Lisboa, sem haver o perigo de perder as malas.

Feita a passagem obrigatória pelo bar, sobrevoo Lisboa em direcção aos salões.
O serviço Christoffle e o faqueiro de prata foram os primeiros a encher os meus olhos. Depois, e ainda deslumbrado com o espaço, vejo uma sala onde o branco e o dourado imperam. Ao fundo, uma garrafeira protegida por paredes de vidro dá à sala um “je ne sais quoi” de fantástico.

Sentei-me nas grandes e cómodas cadeiras e, numa sensação de conforto total, dou início aos trabalhos.

O tema é "folhas, flores, frutos e brotos". Abro o menu e logo na primeira página leio um texto do chef. E assim diz: “Antes de iniciarmos esta viagem de sentidos e sabores, gostaria de vos apresentar as bases da minha cozinha
Tradição: O respeito pela cozinha tradicional portuguesa e os seus produtos.
Frescura: Não existem produtos secundários, todos têm um valor na receita. Porém, têm de ser frescos.
Inovação: O elemento surpresa e alguma provocação estão sempre presentes na minha abordagem culinária.
Sabor: O Sabor e o Gosto são os elementos mais importantes. A cozinha, antes de tudo, tem de ser saborosa. “

Aqui vou eu, e o primeiro a chegar é: Tártaro de robalo com ovas de Tobiko, funcho e cerefólio, servido com um gaspacho de morangos, vodka e pimenta preta.

Estamos perante um caso sério de cozinha, tudo encaixa na perfeição. A apresentação magnifica, o doce do morango silvestre, o fresco do robalo, o ténue picante deixado pela pimenta e o efeito de pequenas explosões de sabor que as ovas provocam. Simplesmente rendi-me e ainda tenho mais pela frente.

O atum corado e muxama laminada, ananás e beterraba marinados, micro-vegetais e gelado de queijo parmesão, confesso que não morri de amores. No entanto, estava muitos pontos acima da média.

Seguem-se os lagostins salteados com cristais de cítricos, geleia sólida de alvarinho perfumada com baunilha e falsa maionese de melancia. A provocação e a criatividade deste chefe são ilimitadas, os cítricos fazem sobressair os lagostins e a geleia de alvarinho é simplesmente genial.

Um dos elementos que este chef se orgulha é de ter introduzido o conceito de mineralogia em Portugal: ouro, prata, bronze e carmine. O Conceito pode parecer estranho à primeira vista, e na realidade o seu valor é na mais valia que dá a apresentação, pois penso que o sabor é inócuo.

Mas para perceber melhor provei o bronze de foie-gras lacado com vinho tinto e oito especiarias, guarnecido com farófias de porto branco e coulis de manga. Foi neste momento que as minhas palavras desapareceram, pois só conseguia pensar “que combinação fantástica de especiarias”, e as farófias…. ai, as farófias!

O interessante é que, depois do primeiro prato, pensei que fosse impossível igualar ou mesmo superar, mas o Chef apresenta uma ementa num crescendo quase impossível, ora vejam o que se segue: robalo cozinhado em vácuo com água do mar e salicórnias, creme de topinambours e pleurotus amarelos salteados com alho e flor de sal. Dá para acreditar?

O Carré de leitão desossado, com batatinhas novas confitadas em azeite de baunilha e um puré de nectarinas, é simplesmente uma pérola da cozinha. Numa apresentação mais simples nada deve ao sabor e à criatividade, e todos os sabores se equilibram de uma forma natural e clara.

Seguiram-se as sobremesas: “Pudim marfim sobre tártaro de ananás tostado com baunilha e espuma de cerejas” e “sobre um creme de papaia nêspera o nosso bouquet de frutas, folhas e flores.

Nada é deixado ao acaso, tudo é visto para ser perfeito, e o talento está todo lá.

Não me vou estender pelo serviço e carta de vinhos, pois nada de negativo tenho para apontar, pelo contrário, o trabalho de equipa colmata numa refeição genial e exemplar.

Saí deste espaço perplexo! Como é que não há fila de espera para conhecer as criações deste talentoso chef?

Estão à espera da estrela (para mim já merecida)?


Foto 1 - Tártaro de robalo com ovas de Tobiko
Foto 2 - Atum corado e muxama laminada
Foto 3 - Lagostins salteados com cristais de cítricos
Foto 4 - Bronze de foie-gras lacado com vinho tinto e oito especiarias
Foto 5 - Robalo cozinhado em vácuo com água do mar e salicórnias
Foto 6 - Carré de leitão desossado
Foto 7 - Pudim marfim
Foto 8 - Sobre um creme de papaia nêspera

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Tartelettes com doce de laranja

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/
Receita por Giovanni de Biasio, Food consultancy

Ingredientes:
200gr Farinha sem fermento
50gr Amêndoa finamente ralada
50gr Açúcar
150gr Manteiga
Um pitada de sal
Um frasco de doce de laranja

Preparação:
Ponha a farinha, a amêndoa ralada, o açúcar e uma pitada de sal no robot de cozinha e accione até os ingredientes ligarem.
Junte a manteiga bem fria cortada aos bocados e accione o robot novamente até a massa formar uma bola.
Divida a massa por quatro formas individuais de tartelettes pinceladas com manteiga, reservando um pouco da massa para decoração.
Meta as formas no frigorífico por 30m, entretanto ligue o forno a 180ºC.
Distribua o doce de laranja para formar o interior das tartelettes e decore com a restante massa em gradeado.
Ponha a cozer no forno durante 40m ou até a massa ficar dourada.

Sugestão de Vinho:
Por Jorge Cipriano

Grandjó Reserva, Late Harvest 2004
Douro
Obtêm-se um vinho doce, glicérico, saboroso e longo. No nariz salientam-se aromas intensos de alperce seco, passas, mel e uma nuance de madeira oriundo da parte do lote envelhecida em madeira. Na prova o vinho enche o paladar com uma doçura volumosa que leva os sabores correspondentes ao nariz a um final de prova que persiste alguns minutos. Pela graça de uma acidez forte esta combinação de néctar doce e cornucópia de sabores acaba por deixar o paladar refrescado e limpo.
Temperatura de serviço: 6º-8ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet

Sábado aprenda a comprar e cozinhar com o Chef Gemelli

O chefe italiano Augusto Gemelli, irá realizar já no próximo Sábado dia 27, uma aula de gastronomia. Desta vez o tema é a bonita terra da Ligúria.

A Ligúria é uma risca de terra que se aninha nas colinas e se volta ao mar. Esta posição entre terra e mar reflecte-se na sua cozinha que é rica em peixe e ervas aromáticas, entre as quais destaca-se o manjericão

Sobre a tutela do Chef transalpino todo os inscritos irão aprender a preparar quatro pratos representativos da cultura desta região:

Torta Pasqualina (Tarta de espinafres e queijo Ricotta)
Linguine al pesto genovese (Linguine com pesto de manjericão)
Stocafisso accomodato (Bacalhau a moda da Liguria)
Sciummette (espuma doce do mar)

A aula terá inicio às 10h no “El Corte Inglês”, onde serão adquiridos os ingredientes a confeccionar na aula do dia. Ainda na loja o Chefe Gemelli explicará os truques e dicas para a compra inteligente.

Depois das compras o grupo de alunos irá para a cozinha do restaurante Gemelli onde aprenderão a confeccionar as receitas apresentadas, e no final haverá um almoço de degustação dos pratos confeccionados.

Durante a degustação e ainda na companhia do Chefe Augusto Gemelli, vão poder ouvir as explicações das harmonizações destas receitas com uma pequena selecção de vinhos.

Para inscrições: alice@augustogemelli.com

Boa sorte e bom gourmet

Região Ligúria

Ligúria uma risca de terra que se aninha nas colinas e se volta ao mar
A região foi, ao longo de sua história atribulada, tema dos escritos de Dante Alighieri e de Ariosto, e mencionada ainda por Andersen e Nietzsche.

Os lígures, povo citado pela primeira vez com o nome de "ligyes" no século 7º a.C. pelos gregos, se estabeleceram nessa paisagem dominada por colinas hoje cobertas de aldeias, onde há um pequeno porto em cada lugar. Esses povoados estão aninhados nas encostas ou distribuídos à beira-mar.

Para os romanos, que a duras penas a conquistaram, a região era zona de passagem, tanto que as cidades romanas foram levantadas nas suas poucas áreas planas: Albenga, que guarda o traçado ortogonal das ruas, Luni e Gênova, a capital --e o grande porto da região.

Em mais de 300 km de costas, há praias de areia e pedras, rochedos e falésias, cidades pintadas em tons pastel --e pessoas orgulhosas da tradição marítima.
A Ligúria se volta para o mar Mediterrâneo (ou, como dizem os italianos, se abre "verso al mare").
Do Poente, a oeste --até a fronteira com a França, --ao Levante, a leste e descendo ao mar, a paisagem urbana é bastante variada.•
O clima temperado favorece a agricultura.
Uns 30% do território constitui-se de faixas de colinas, onde a economia se baseia no cultivo de videiras e oliveiras, bem como de flores e plantas ornamentais.•
As cidades nas montanhas são singelas, têm traçado irregular, ruelas em degraus e casas de pedra. Hoje estão cada vez menos povoadas, quando não abandonadas por seus habitantes, que encontraram na costa oportunidades de trabalho.•
Pátria de um turismo que dura ininterrupto desde 1800, frequentada pela elite europeia, a Ligúria só agora passou a receber o turismo de massa, como Albenga, um exemplo típico de cidade medieval construída em cima do antigo traçado romano, além de San Remo e Ventimiglia, vizinhas à França.
Há turismo chique na famosa Costa Azzura, especialmente em Portofino, Portovenere, Santa Margherita e Rapallo.

A Ligúria é viva e bastante cosmopolita. O importante é não ter pressa: caminhar, respirar e se inspirar, para descobrir, quem sabe, em si mesmo, uma alma sensível e poética.•


Fonte: http://www.augustogemelli.com/

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quer ganhar o vinho que bebe na York House?

Caros leitores,

O restaurante da York House propõe a todos os seus comensais um desafio divertido e didáctico. O grande incentivo é que pode resultar na oferta do vinho que vai acompanhar a refeição.

Assim, e todos os que estejam interessados em aderir, só têm que, no início da refeição, informar o Chefe de Mesa que pretendem participar, pedir a carta de vinhos, e ficam limitados a optar por:

1) Vinho Branco ou Tinto;
2) Montante máximo que querem gastar no vinho.

E que nem magia o vinho aparece na mesa já decantado, dando-se início ao jogo.
Esta didáctica prova consiste em tentar adivinhar a sua identidade, ou características da sua identidade.

As características valoradas são:

• Região de origem ( 10% de desconto )
• Casta predominante ( 20% de desconto)
• Ano de colheita ( 30% de desconto)
• Produtor ( 20% de desconto )
• Marca ( 10 % de desconto )

Quanto mais acertadas e precisas as respostas, maior será o desconto em relação ao preço base!
E no caso de acertar em todas, então o vinho ser-lhe-á oferecido.

Mais, o simples acto de se submeter a este jogo, permite de imediato um desconto de 10% sobre o preço em carta do vinho

Coma, beba e divirta-se!

www.yorkhouselisboa.com
Rua das Janelas Verdes, N.º 32 - Lisboa
Telefone: +351 21 3962435
Email: reservations@yorkhouselisboa.com

Ovos Quentes com Caviar

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/
Receita por Giovanni de Biasio, Food consultancy

Ingredientes:
4 Ovos
4 Colheres de chá de caviar (ou um substituto)
Sal grosso
Cebolinho

Preparação:
Ponha um tacho no lume com água.
Quando ferver deite duas colheres de sal grosso e coza os ovos por 3 minutos, ou um pouco mais se gosta da clara mais firme.
Depois dos ovos estarem cozidos, parta a casca e ponha uma colher de chá de caviar em cada um, e depois enfeite com o cebolinho.
Sirva com uma salada leve.

Sugestão de Vinho:
Por Jorge Cipriano

Espumante Alvarinho / Trajadura Castas de Monção 2005
Minho
Aroma de fruto cítrico e caroço de pêssego, com leve e agradável vegetal. Na boca, bolha fina, bom equilíbrio de acidez, boa secura e final persistente. Mostra bem a capacidade da região para fabrico de espumantes.
Temperatura de serviço: 6º-8ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet