segunda-feira, 22 de junho de 2009

Tasca da Esquina, de Vítor Sobral

Por tanto ouvir falar hoje decidi ir almoçar à tasca da esquina, e ver o que o Chef Vítor Sobral e a sua equipa andavam a fazer para os lados de Campo de Ourique (frente ao Canas).

Ora, quem não se informa corre o risco de bater com o nariz na porta. Dito e feito!

Primeiro ponto a pedir: reforma do site, informar o dia do fecho, porque este apenas informa as coordenadas GPS, morada e telefone.

Bem, fica para quinta-feira, e depois cá estará a reportagem.

Mas depois de uma pesquisa feita pelos diversos blogues e fóruns (ainda não vi nada na imprensa escrita), sei que este novo projecto do Vítor está ser um grande sucesso. Nada que não fosse esperado!

Entretanto, e apenas vendo da rua, posso acrescentar que é um espaço interessante, cuidado, com um grande balcão (típico de uma casa de petiscos). A sala de jantar é pequena, por isso aconselho a reserva prévia.

No que respeita a comida, nada posso acrescentar porque aqui quem informa não se informou :)

Até lá, bem hajam.

http://www.tascadaesquina.com/
Rua Domingos Sequeira 41C, Campo de Ourique - Lisboa
Telefone: 210 993 939

Bavaroise de Moscatel

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/
Receita por Giovanni de Biasio, Food consultancy

Ingredientes:
4 Gemas
120gr Açúcar
2,5dl Leite
3dl Natas frescas
1,5dl Moscatel
4 Folhas de gelatina
1 Vagem de baunilha
1 Manga madura
Caramelo liquido

Preparação:
Ponha a gelatina de molho em água fria, e ferva o leite com a vagem de baunilha.
Bata as gemas com açúcar até ficar um creme esbranquiçado.
Retire a baunilha do leite e deite este em fio sobre a gemada mexendo sempre. Acrescente o moscatel e as folhas de gelatinas bem espremidas, e mexa até derreterem.
Coe com um passador e deixe arrefecer mexendo de vez em quando.
Bata levemente as natas que devem estar bem frias e junte-as ao creme mexendo com cuidado.
Deite o resultado numa forma e ponha no frigorífico.
Decore com a manga cortada às fatias e o caramelo liquido.

Sugestão de Vinho:
Por António Coelho, Enólogo.

Venâncio da Costa Lima
Moscatel de Setúbal
Cor âmbar de laivos esverdeados. Aroma floral intenso, casca de laranja e mel temperado com chá de tília. Na Boca apresenta-se aveludado, cheio de frescura muito equilibrada. Finaliza persistente com um toque de lichias.
Temperatura de serviço: 14ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet

domingo, 21 de junho de 2009

A minha semana!

Esta semana foi, para mim, de loucos. Muitas encomendas, muitas visitas, mas muitas peças finalizadas.

Almocei, lanchei e jantei em vários restaurantes e fiquei muito alegre com o que vi e experimentei. Dos vários há sempre uns melhores que outros, dos que a história não quer guardar linhas, privo-os da banalidade ou mesmo da mediocridade. Mas daqueles que gostei vou partilhar convosco.

Se há locais que devem ser preservados e mantidos é o Colares Velho, tem tudo para ser um sucesso: o local, a decoração, a gerência e agora tem um must - a “comida”.
O recheio de sapateira, e o borrego vieram para ficar, e a carta de vinhos está muito bem arranjada. Recomendo vivamente uma visita a este espaço.

Desci um pouco e voltei a uma casa recente, mas já cheia de tradição: o Kais na rua da Cintura em Santos.
Este projecto dos irmãos Rocha, dirigido pelo Paulo Dâmaso e desenhado pela Maria José Salavisa, continua a ser o luxo a todos os níveis: o espaço amplo mas no fundo acolhedor, a decoração retro mas muito futurista, o serviço presente mas num formato discreto, uma carta de vinhos tão vasta e rica que deve fazer corar muitos distribuidores.
E por fim o melhor: A arte na cozinha da Chef Mimi, que não perde uma oportunidade de nos visitar à mesa e pedir a mais sincera opinião. Há espaços que são realmente magníficos.

Com pouco mais de 100mts de altura o Hotel Sheraton é um dos edifícios mais altos de Lisboa, e o Restaurante Panorama eleva-nos à sensação de pairar sobre a cidade.
Ver o Castelo, o Parque Eduardo VII, Amoreiras, Ritz, o Tejo, a Ponte e ainda poder jantar calmamente não é uma vista oferecida para todos, e nem todos percebem que está aberto a todos os que lá queiram comer.
Melhor que a vista só mesmo conhecer a arte, mestria, e arrojo da cozinha do Chef Leonel Pereira. Tudo o que faz é diferente, moderno e vanguardista, no entanto ficamos sempre com a sensação que os sabores estão no seu estado mais puro. Será? Diga-me também você.

Acabei a minha ronda no Alecrim às Flores, que ontem (sábado) oferecia uma degustação de azeites e vinagres gourmet da Oliveira da Serra.
Muitas variedades de pão e algumas combinações de azeites, vinagres e especiarias eram o couvert oferecido a todos os clientes.
É bom saber que os restaurantes de Lisboa estão receptivos a estas acções, pois só têm a beneficiar - ganham os clientes, ganham os produtores e ganha a animação.
Que o Chef Bruno é um bom cozinheiro disso eu já não tenho dúvida, mas que se tinha tornado um grande vanguardista, essa é que foi a surpresa. O Chocolate com flor-de-sal e azeite é algo que ainda vai dar muito que falar!
A noite estava quente e a minha opção foi ficar na esplanada, penso que este verão vai ser a zona mais requisitada nos restaurantes!

E falando em esplanada, não quero deixar de referenciar que fui visitar o novo espaço do Tivoli Lisboa: “Sky Bar” que abriu no passado dia 16 e pelo que vi vai ser uma espaço para acolher as grandes sensações de Lisboa. Parabéns ao Chef Luís Baena por mais uma excelente ideia. Eu voltarei certamente ao Sky talvez para beber um copo e socializar com os meus amigos.
E assim, se passou uma semana na labuta.

Boa sorte e bom gourmet

Bolo Chocolouco

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/
Receita por Giovanni de Biasio, Food consultancy

Ingredientes:
200gr Farinha
220gr Mel
60gr Farinha de centeio
40gr Cacau
20gr Fermento em Pó
80gr Açúcar amarelo areado
1 Ovo
10cl Leite
65gr Manteiga sem sal
1 Colher de chá de erva-doce em pó
1 Colher de chá de gengibre em pó
1 Colher de café de cravinho em pó
1 Colher de chá de canela em pó

Preparação:
Peneire a farinha misturada com a farinha de centeio, o fermento e as especiarias.
Ponha ao lume um pequeno tacho com o mel e aqueça até à fervura. Apague o lume e deixe arrefecer.
Misture a manteiga derretida com o açúcar amarelo, o ovo e o leite, deite o mel nessa mistura e depois a farinha, mexendo bem até formar uma massa uniforme.
Pincele uma forma com manteiga e deite a massa.
Coza num forno pré-aquecido a 170º durante 45m.

Sugestão de Vinho:
Por Vicente Themudo de Castro

Quinta Nova Vintage 2005
Porto

Cor ruby retinto. Muito fino e elegante no aroma, com intenso floral e arbustos silvestres a dominar, complexados com baunilha, ervas secas e especiarias. Boa estrutura na boca, cheia de sabores maduros e belas notas florais. Taninos finos e bem desenvolvidos com frescura e extrema elegância no seu longo final.
Temperatura de serviço: 8º-10ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Focaccia de Bacalhau

Fotografia Nicolas Lemonnier
http://www.lemonnierfoto.com/
Receita por Giovanni de Biasio, Food consultancy

Ingredientes:
400gr Massa de pão
1 Lombo de bacalhau demolhado
1 Cebola
2 Dentes de alho
Algumas tiras de pimento encarnado
Azeitonas
Orégãos
Azeite

Preparação:
Ligue o forno a 220º.
Tira a pele e as espinhas ao lombo de bacalhau e desfaça-o em lascas grandes.
Deite o azeite até cobrir o fundo de uma frigideira e refogue a cebola cortada às rodelas com os dentes de alho picado, acrescente as lascas de bacalhau e salteie uns minutos.
Estenda a massa no tabuleiro do forno enfarinhado e distribua por cima o refogado de bacalhau, algumas azeitonas, as tiras de pimento e polvilhe com os orégãos.
Meta no forno durante 20 minutos.

Sugestão de Vinho:
Por António Coelho, Enólogo

Jackaroo Big Red 2005
South Eastern Australia
Cor rubi intensa. Aroma de frutos negros do bosque, especiarias, café temperado com baunilha. Na boca mostra volume e textura sedosa. Termina longo e guloso.
Temperatura de serviço: 16º-18ºC

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar (gourmet@live.com.pt) - a fotografia é apenas uma sugestão de apresentação.

Boa sorte e bom gourmet