sexta-feira, 24 de abril de 2009

Tostas de cogumelos com molho de limão e salsa

Preparação: 15m, Cozedura: 20m, Fácil, 4 Pessoas

Ingredientes:
4 fatias de pão saloio (ou de outro que se goste mais), com 2cm de espessura
50gr Manteiga
150gr de cogumelos sortidos(cogumelos botão, cogumelos de paris, pleurotes, shiitake, cantarelos(no outono), míscaros (na primavera), pied de mouton (fim do verão)
20gr Salsa fresca (picada)
1 Ramo de tomilho fresco
1 Limão (escolha um brilhante, rijo e pesado)
1 Chalota picada
Pimenta branca fresca
Sal

Adicione numa frigideira anti-aderente uma noz de manteiga (+/-10gr), deixe alourar e comece por fritar as fatias de pão em lume brando, vire e faça o mesmo do outro lado assim que estiver dourado e torrado, retire e deixe escorrer a gordura em papel vegetal (reserve).

Lavar os cogumelos muito bem, e corte os maiores de forma a ficarem todos do mesmo tamanho.
Numa frigideira (lume forte) juntar duas colheres de sopa de manteiga e quando estiver dourada junte as chalotas e os cogumelos. Não deixe que os cogumelos percam forma ou humidade, acompanhando sempre com uma colher (junte água se vir que os cogumelos estão a ficar secos).

Quando vir que os cogumelos já estão cozinhados, reduza o lume, e junte ao caldo sal, pimenta fresca, sumo de meio limão, tomilho e salsa (reserve um pouco para a decoração).

Num prato branco ponha a tosta no centro e os cogumelos sobre esta. Adicione o caldo sobre os cogumelos e a tosta e decore com a salsa e o tomilho.

Caso tenha dúvidas estarei pronto para o ajudar - a fotografia é apenas uma sugestão de arranjo. (gourmet@live.com.pt)
Boa sorte e bom gourmet

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Peixe em Lisboa já elegeu “O MELHOR PASTEL DE NATA”

O Peixe em Lisboa acaba de eleger "0 Melhor Pastel de Nata Nata", numa actividade muito concorrida pelo público visitante que encheu o auditório do Pavilhão de Portugal.

Organizada pela Confraria do Pastel de Nata, a prova contou 11 concorrentes e um júri composto por quatro elementos elementos: José António Silva e Sousa (Confraria do Pastel de Nata), David Pasternack (chefe de cozinha norte-americano), Vítor Sobral (chefe de cozinha) e Domingos Soares Franco (enólogo e administrador da José Maria da Fonseca).

Provados os pastéis, em regime de prova cega, o júri reuniu-se e elegeu o pastel de nata da Pastelaria Cristal em primeiro lugar; o pastel de nata da Pastelaria Chique de Belém ficou na segunda posição; e o terceiro classificado da prova foi o pastel de nata do hotel Ritz .

Além dos três primeiros classificados, também as pastelarias Gregório, Versalles , Aloma e Sacolinha , os hotéis Palácio (Estoril) e Altis, o restaurante Martinho da Arcada e o Estabelecimento Prisional do Linhó apresentaram as suas criações.

@RTP: http://twurl.nl/iy3vod
@SOL: http://twurl.nl/1inkwj
@DN: http://twurl.nl/ech57i
@Sapo: http://twurl.nl/ttra3e
@Destak: http://twurl.nl/hbbrke

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Restaurante Sessenta

http://www.sessenta.pt/
Rua Tomás Ribeiro 60 – Lisboa
Telefone: 213526060

Na esquina da Luís Bívar com a Tomás Ribeiro, há um Sessenta, porta e Restaurante.

Foi em 1915 que o edifício foi distinguindo com o Prémio Valmor. 93 anos depois, em 2008, o prémio é para o público, presenteando-nos com uma cozinha de elevado nível.

Ao entrar, cruzámo-nos com o sempre simpático Ricardo Guimarães, que atrás do balcão se apressou para nos dar as boas vindas.

Olhei em redor e vi as escadas que descem à sala de espectáculo, onde o show está nas mãos do chef Mário Rua.

Mas antes de descer, falemos na decoração: aqui predominam os vermelhos nas paredes e copos, a pedra do balcão estende-se por toda a sala, num efeito de roda cadeiras muito interessante. Em adjectivos classificaria: sofisticada, moderna e elegante.

Ao descer, vislumbro um canto com quatro mesas, luz ténue e romance. Não contava com esta agradável surpresa.

Creme de grão com bochecha de bacalhau e coentros, foi a escolha para a entrada.

O Pargo corado e o Robalo ao Forno são dois exemplos vivos da mestria e harmonia protagonizada pelo chefe - no primeiro podemos deliciar o fantástico risoto de vieiras que faz uma parelha de sucesso com o pargo, mas as batatas salteadas com espinafres são pequenas para a maravilha do robalo com paiola.

O naco de novilho na frigideira com batata corada e espinafres e molho de queijo de Azeitão, foi o meu prato de carne. Terminei com a mousse de chocolate e espuma de queijo com cassis.

Bebi um Quinta do Valado 2006 branco para o peixe, e a carne acompanhei com o Quinta da Bacalhoa 2005, duas excelentes sugestões pelo chefe de sala.

A estes juntam-se outros mais que perfazem uma garrafeira distinta e adequada. O vinho a copo é sugerido e não deve ser menosprezado.

Mas fiquem a saber que este restaurante tem todos os dias sugestões variadas e económicas para os almoços, e entre as 16 e as 19h transforma-se em wine house, servindo petiscos e vinhos.

Quem gosta de boa comida provavelmente já conhece este espaço, senão aqui fica o alerta.
É seguramente uma das melhores cozinhas de Lisboa.

Preço médio: Almoço –10€ / Jantar -25€

Serviço: 4, Decoração: 4, Menu:4+, Carta de Vinhos: 3, Preço: 4+
Nota Final (0-5) :4

domingo, 19 de abril de 2009

Restaurante Monte Mar

http://montemar.pt/
Estrada do Guincho, Av. Nossa Senhora do Cabo, Cascais
Telefone: 214869270

Monte Mar, mas com vista para o Oceano.

Quem lá vai sabe que não é um restaurante exclusivo de peixe e marisco, “estereótipo da zona onde se situa”: 10 pratos de carne, 6 saladas e 4 omeletas fazem alternativa aos 19 de marisco e 14 de peixe.

As ostras de Setúbal sempre frescas e sempre boas. O marisco vivo a uma escolha de ir para a mesa e a grande variedade diária de peixes de mar, são escolhas sempre certeiras.

Os filetes de pescada com arroz de berbigão, prato “marca” da casa, são simples de nome mas ricos em sabor, mas já numa versão mais tradicional tem as iscas à portuguesa, servidas no tacho, muito tenras e deliciosas.

A carta de vinhos é vasta e variada sempre acompanhando as novidades do mercado.
Mas antes de sair não se pode esquecer de provar um gelado “santini”.

Um serviço de luxo, uma cozinha de sucesso, e uma vista apaixonante!

Preço médio –40€

Serviço: 4, Decoração: 4, Menu: 3, Carta de Vinhos: 4, Preço: 3

Nota Final (0-5) :3+

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Costes Restaurant & Chef Miguel Vieira

http://www.costes.hu/
1092 budapest, raday utca 4 – Hungria
+36 1 219 0696 / +36 20 361 2885

O mundo está cheio de surpresas fascinantes, e quando passeamos pela diáspora deparamo-nos com histórias e pessoas que têm muito para contar.

Quem diria que um dos mais promissores chefs Lusos vive em Budapeste, e gere talvez o mais reputado restaurante da Hungria, o “Costes Restaurant”.

Situada no coração da cidade, no nº4 da Ráday utca, esta casa tem uma decoração moderna e cheia de agradáveis apontamentos.

O extenso balcão do bar, os espelhos, os quadros e as confortáveis cadeiras reflectem o bom gosto da decoração, mas a verdadeira nobreza está no fantástico frigorífico de vinhos no fundo da sala.

Com uma cozinha de mercado, e procurando sempre evidenciar os produtos de época, posso afirmar que a carta é um reflexo da mestria e arte do chef Vieira. Com dois menus de degustação e 21 pratos à nossa disposição, podemos optar por uma das quatro entradas frias (destaco a trilogia de fígado de pato), quatro sopas, ou três entradas quentes .

Quatro pratos de peixe, e cinco de carne fazem companhia aos dois de caça, que colmatam em cinco fantásticas sobremesas (se estiver na dúvida escolha a trilogia e pode provar três delas).

Nenhuma casa que se preze pode ter notoriedade pela positiva, se não for dotada de uma vasta e boa lista de vinhos. Costes Restaurant confirma a regra e oferece mais de 300 opções, com vinhos dos quatro cantos do mundo. Podemos encontrar de tudo, e de todos os preços.

Em suma, português que se preze e que vá a Budapeste tem de ir conhecer a mestria do Chef Miguel Rocha Vieira, e o Costes Restaurant é o seu destino.


Curriculum Vitae Miguel Vieira

Depois de ter terminado o curso de cozinha e pastelaria na Cordon Bleu de Londres, começou a trabalhar como ajudante de cozinha no restaurante “1 lombard street” em liverpool street (1 estrela Michelin). Daí seguiu para Franca par trabalhar no Chateau de Divonne (1 estrela Michelin) e ainda passou pelo Maison Pic (3 estrelas michelin e a Mda Pic foi eleita como Chef do ano em Franca).
Saiu de França para Espanha onde começou a trabalhar em Seu de Urgell - Barcelona com o Presidente internacional da Relais Chateaux, detentor do Hotel El Castell (1 estrela Michelin).
Sempre a querer mais e a aprender com os melhores, foi convidado para ir colaborar como “sous Chef” na Hacienda Benazuza, Sevilha (2 estrelas Michelin), o famoso Hotel de El Bulli.
Foi na cidade de Cádis no Fairplay Golf Hotel e Spa que colaborou pela primeira vez como chef executivo!
De Espanha segue para a Hungria, onde actualmente chefia a cozinha do prestigiado “Costes Restaurant”.