Travessa do Alecrim 4 - Lisboa
Quando entrei no Alecrim, pedi a algumas pessoas adjectivos que definissem a casa, mas fosse o que fosse que dissessem eu só ouvia: Estética, classe e charme!
Ao descer as escadinhas da Travessa do Alecrim, e ao ver uma esplanada tão bem organizada, temos o prenúncio de que o melhor ainda está para vir. Mas, no meu imaginário, via uma garrafa de vinho branco muito fresca, uma noite de verão e os meus melhores amigos ao lado.
Ao passar a porta de vidro, fico deslumbrado com o pé direito e os arcos de tijoleira. A traça pombalina é característica desta zona e o facto de estar tão bem enquadrada na decoração, só demonstra o cuidado arquitectónico dado ao projecto.
Sentado nas elegantes e altas cadeiras do bar a beber um copo, anseio pela descida (literal pois há um pequeno lanço de escadas) à sala de jantar e início da degustação.
O Alecrim tem uma aura que não sei bem explicar. Sempre que lá vou é uma experiência nova e sinto que consigo descontrair. Os guardanapos de linho, os elegantes copos de vidro, o serviço de mesa, o largo e espaçoso tampo da mesa, são um conjunto de "luxos" que nos fazem sentir acarinhados sem criar pretensiosismo, e o facto de o tecto estar lá tão alto introduz uma acústica singular, fazendo mesmo esquecer que poderão haver mais pessoas nas outras mesas.
Comecei pelo carpaccio de bacalhau - cortado com destreza é um sinal de que o chefe Bruno Alves gosta do pormenor; as costeletas de borrego com risotto de abóbora ganharam um fã (o risotto de abóbora é tão bem confeccionado que pode fazer companhia a qualquer prato); e terminei com o gelado Eusébio (petit gateau) que certamente vai ser a delícia dos mais gulosos.
Em suma, o Restaurante Alecrim às Flores é um local onde não vamos apenas pela boa comida, vamos porque é uma casa sofisticada, moderna, acolhedora, e onde podemos viver uma experiência que certamente não iremos esquecer.
Preço médio – 28€
Serviço: 4, Decoração: 5, Menu: 4, Carta de Vinhos: 3, Preço: 3

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